O Código genético como Linguagem e o Design Inteligente!

Toda vez que nos deparamos com exemplos de linguagem ou informação, verdadeiramente, as informações existem fora e antes da organização da sentença na mente do Escritor. Se os códigos não se originam de um ser racional, eles não possuem nenhum significado. As letras não possuem significado em si mesmas, mas é o arranjo delas organizadas pelo escritor que comunica o sentido. Por exemplo, as letras ESDU, não comunicam nada, mas organizadas de outra maneira se transformariam em informação: DEUS.

O Código genético é descrito em uma forma bastante literal de termos lingüísticos: Letras (nucleotídeos), palavras (códons ou trigêmeos), frases (genes), parágrafos (óperons), capítulos (cromossomos), e livros (organismos vivos).

Tudo isso não é antropomórfico, mas sim, literal, os seres vivos contêm ordem e informação, comparado com a simples palavra Eu, o Código genético seria uma Enciclopédia Britânica.

As informações encontradas no  código genético existiam antes e fora das partes desse código, essas informações só podem ter sido colocadas nessas partes por uma “Mente”.

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Sentido, cognição do mundo e o Design inteligente!

Muitos pensadores postulam que nossa habilidade de pensar e sentir o mundo com precisão é uma evidência de que essas habilidades foram projetadas por um ser inteligente. Einstein disse que o fato de que o mundo da experiência de nossos sentidos seja compreensível, é um “milagre”!

Se nossa capacidade de cognição fosse apenas o resultado de átomos irracionais se movendo, então não haveria nenhum motivo para se confiar naquilo que nos informam com precisão a respeito da realidade exterior.

Nossa capacidade de pensar e sentir o mundo não pode ser explicada pela Teoria da Evolução porque não é evidente que a capacidade de diferenciar a verdade da falsidade seja necessária para a sobrevivência no mundo. Ver uma cor azul como se fosse amarela e vice-versa, não interfere na adaptação de um organismo no ambiente, uma bactéria não percebe o mundo como nós percebemos, no entanto ela consegue interagir com o mesmo de forma consistente.

Ademais, nossa capacidade de sentir e pensar o mundo extrapola o que é suficiente para a sobrevivência. A mente consegue  fazer  abstrações que aparentemente  não estão relacionadas com a sobrevivência do organismo.

William Pollard faz a seguinte declaração a cerca do modelo matemático que parece estar submetido o Universo:

“Descobrimos que sistemas projetados pelo cérebro, sem nenhum outro propósito além de fornecer um imenso prazer por sua beleza, correspondem precisamente ao intricado desenho da ordem natural que preexiste ao homem e seu cérebro. O que certamente nos leva à descoberta de como o homem é incrivelmente parecido com o projetista (designer) dessa ordem”. [Citado por Horigan, Chance or Design p. 177]

Alguns autores afirmam que o Universo deve ter sido projetado por um matemático. A correspondência entre a ordem da inteligência humana e o Universo, não parece ter sido fruto de um acidente, quando uma teoria corresponde a uma racional descrição do mundo,descobre-se algo correspondente a alguma coisa física do Universo.

Referência 

Racionalidade da Fé Cristã J.P Moreland

A segunda Lei da Termodinâmica e o começo do Universo!

A termodinâmica é a ciência voltada ao estudo da Energia. A segunda Lei da Termodinâmica é uma das leis mais estabelecidas em toda a ciência. A Entropia é um conceito envolvido na Termodinâmica, que é entendida como a desorganização de um sistema.  A segunda Lei da Termodinâmica preconiza que a entropia do Universo está aumentando, ou seja, o Universo está caminhando para um nível Maximo de desorganização e de mínima energia.

O Sol e outras estrelas se consumirão e todas as fontes de energia se esgotarão da mesma maneira. Isso indica que o Universo já deve ter sido mais organizado no começo do que é agora, da mesma maneira se o Universo estivesse experimentado um passado infinito, nunca teria chegado ao estado atual.

É fato ainda notado que o Universo possui um alto nível de organização, sugerindo uma origem um tanto recente, o Universo não pode ter existido sempre, caso contrário já teria chegado ao seu nível de equilíbrio há um tempo infinito anterior.

Independente da crença, a Segunda Lei da Termodinâmica traz em si a implicação que o Universo teve um começo e um Organizador, quando o mesmo foi abastecido com energia e ordem.

Mais aqui:

https://exateus.com/2015/08/27/a-impossibilidade-de-um-infinito-real-o-universo-teve-um-comeco/

A impossibilidade de um infinito real! O Universo teve um começo.

Um infinito real é um conjunto completo, com um número infinito de membros, que não aumenta nem diminui esse número de membros com o passar do tempo.

Uma seqüência temporal  de eventos sem início seria um infinito real. Se alguém afirma que o Universo não teve um começo, está afirmando igualmente que houve um número infinito real de eventos pretéritos na história do Universo.

A existência de um infinito real no mundo real geraria conseqüências irracionais, que logicamente são falsas.

Exemplos de paradoxos que um infinito real criaria

William Lane Craig oferece-nos um exemplo: “Imagine uma biblioteca com um número realmente infinito de livros. Suponha mais adiante que há um número infinito de livros vermelhos e um número infinito de livros pretos na biblioteca. Faria mesmo sentido dizer que há tantos livros pretos na biblioteca quanto há de livros vermelhos e pretos juntos? Seguramente não. Além disso eu poderia retirar todos os livros pretos e não haveria mudanças nas propriedades totais da biblioteca. Vamos também supor que cada livro tenha um número infinito real de páginas. O primeiro livro teria tantas páginas quanto as que existem na coleção inteira, infinita. (Craig, Philosophical and Scientific Pointers, pp.6-7).

Boaventura, também nos dá um bom exemplo: “vamos supor que o passado seja um número infinito real de eventos. Agora, para cada revolução anual do sol, há doze revoluções da lua durante o mesmo período. Independentemente de quanto alguém caminha para trás no tempo, o número de revoluções lunares sempre será doze vezes aquela do Sol.  No entanto, se tais revoluções tivessem percorrido seu curso em um número infinito real, então isso resultaria num paradoxo. O numero de revoluções lunares seria igual ao número de revoluções solares. Porém, tal conclusão parece ser absurda. Como isso poderia acontecer se as revoluções lunares ocorrem com freqüência doze vezes maior do que as revoluções solares? Alguma coisa saiu errada aqui. Trata-se da admissão de um infinito real no mundo real”. (Bonansea, Impossibility of creation from Eternity, p. 122).

Uma seqüência causal precisa de um primeiro membro e um numero determinado de membros seqüencialmente, eventos ocorrendo infinitamente, não teria um primeiro membro, nem um numero definido de membros, dessa maneira, o presente nunca seria possível, pois, para se chegar ao momento presente, o infinito real precisaria ser percorrido.

Uma série de eventos sem começo é um infinito real, portanto, uma série de eventos sem início é impossível. A conseqüência disso tudo é que Teorias de Multversos infinitos que tentam  refutar o bigbang e um possível Criador do Universo são teorias sem fundamento.

Referência

Racionalidade da Fé Cristã. J.P Moreland

mais aqui:

https://exateus.com/2015/08/28/a-segunda-lei-da-termodinamica-e-o-comeco-do-universo/

A Experiência numinosa! Batismo com Espírito Santo?

O termo numinoso vem da obra de Rudulf Otto sobre a experiência religiosa. Jung também escreveu sobre esse fenômeno. A experiência numinosa seria aquela em que o individuo alega que de alguma maneira sentiu a presença de um Ser sagrado, bom, supremo, separado do sujeito e no qual o individuo é dependente em sua vida. Tais experiências são transformadoras na vida das pessoas que as teve. As experiências numinosas correspondem muitas vezes aos testemunhos pessoais que são dados pelos cristãos em suas igrejas e pregações.  Mais popularmente conhecemos essas experiências como Batismo com Espírito Santo, que não necessariamente precisa ser acompanhado com o dom de línguas.

William James no seu livro: (As variedades da experiência religiosa),  nos fala sobre a mudança de vida provocadas por tais experiências nas pessoas:

“Quando comungamos com isso (Realidade espiritual, i.e. Deus), na verdade a obra já está feita sobre a nossa personalidade finita, pois somos transformados em novas pessoas, e os resultados continuam na forma de conduta no mundo natural após a nossa mudança regeneradora. Mas o que produz efeitos dentro de uma outra realidade deve ser denominado numa realidade própria; então eu sinto como se não tivéssemos nenhuma desculpa filosófica para chamar o mundo invisível ou místico de irreal. “

A mudança de vida operada pelo Cristianismo  tem seu  gatilho na  pregação da  ressurreição de Cristo e na leitura da bíblia que as pessoas aceitam como verdade.

A consciência de Deus é sempre acompanhada por sentimentos de exaltação e alegria, seguido por uma clara compreensão da beleza e santidade de Deus e a noção do próprio pecado e culpa.

Ao contrário do que muitos pensam, não são só pessoas emotivas que têm tais experiências, grande quantidade de indivíduos que experimentam a consciência numinosa são inteligentes, autoanalítcas e racionais.

Tais experiências mostram similaridades com aquelas dos personagens bíblicos e  religiosos famosos como: Isaías, Jó, Moisés, Teresa de Ávila, Francisco de Assis, John Wesley, Daniel Berg e Gunnar  Vingren.

Uma experiência religiosa autêntica, deve ser boa não só para a pessoa, mas também tem que servir para edificar as vidas de outros, se for fruto de uma profecia, esta deve ter sido cumprida  e estar em conformidade com a Bíblia. Muita “meninice” e “bizarrices” têm sido feita nas igrejas como falsas revelações, falsas profecias, falsas unções,  imitação do dos de línguas, e etc.. Ficamos com o alerta:  “Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas? Assim sendo, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim produzir bons frutos. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e atirada ao fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Mt 7. 15-20

Deus é uma mera projeção psicológica?

Pensadores como Sigmund Freud, Karl Marx e Bertand Russel argumentaram que o conceito de  Deus é uma mera projeção  da figura paterna que o ser humano cria com o objetivo de acalmar seus temores e satisfazer suas necessidades.

Mas “pau que bate em Chico também bate em Francisco”, o psicólogo Paul Vitz argumentou que o ateísmo em linguagem Freudiana, seria a vontade de matar a figura do Pai. Assim o ateísmo seria uma negação projetiva.

O ateísmo é mais suscetível a uma explicação psicológica, porque as conversões ao cristianismo não se enquadram em nenhum grupo de controle restrito, pois existem convertidos em todas as circunstancias e estados possíveis: felizes, tristes, cultos, analfabetos, ricos, pobres, aborígenes, europeus  etc.. Enquanto que os ateus, por suposição, cabem em um grupo bem mais definido. Como já foi falado aqui em outro post- pais ausentes ou passivos é uma teoria bem plausível como causa psicológica do ateísmo.

R.C Sproul disse que o Deus da Bíblia, não é um tipo de Pai que alguém gostaria de projetar, pois é onisciente, onipotente, sagrado, exigente, pune a injustiça e daí por diante. Se alguém quisesse projetar algo para satisfação de suas necessidades,  seria melhor projetar um pai domesticado, passivo e menos exigente.  Na verdade a Bíblia tem na Idolatria esse tipo de projeção, que é a de seres criados por conta própria que são os ídolos: “Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas.  Têm boca, mas não podem falar; olhos, mas não podem ver;  têm  ouvidos, mas não podem ouvir; nariz, mas não podem sentir cheiro;  têm mãos, mas nada podem apalpar; pés, mas não podem andar; e não emitem som algum com a garganta. Tornem-se como eles aqueles que os fazem  todos os que neles confiam.” Sl 115.4-8

Por último, os filósofos cristãos afirmam que  se o ser humano realmente precisa de uma coisa, é porque essa coisa existe.  Por ex: a necessidade de água e comida. Se as pessoas têm uma necessidade real de Deus é porque existe algo apropriado a essa necessidade, o próprio Deus. Algumas objeções já foram levantadas contra esse argumento, de qualquer maneira está longe a evidência que o desejo por Deus perante as adversidades da vida, leva a uma projeção do conceito de Deus, pelo contrário pode até ser evidência a favor da existência de Deus.

Eu não posso ver Deus, então Deus não existe!

Essa objeção colocada pela maioria dos neo-ateus é uma forma bastante crua de empirismo. Um exame mais apurado pode verificar que esse ponto de vista apresenta sérios problemas. Primeiro é uma visão auto-refutável – A proposição: “Eu só acredito naquilo que vejo”, não pode ser vista. O critério positivista utilizado na frase não pode ser empiricamente verificado, por isso, já  quase não existem positivistas na filosofia profissional.

Existem diversas entidades que não podem ser vistas  que os filósofos adotam em seus pensamentos como: valores, números, proposições, conjuntos, pensamentos e as leis da lógica. Ex: Eu sei que meus pensamentos existem, mas eu nunca vi nenhum deles.

É uma falácia de categoria culpar as cores por não ter cheiro, os sons por não possuir cores, e Deus por não ser uma entidade empírica.  Deus é um espírito infinito, segundo o Cristianismo, não se pode ver um espírito como se vê um objeto material. Como já foi dito, é uma falácia de categoria atribuir qualidades sensoriais a Deus ou culpá-lo por não ser visível.

Outro exemplo de coisas que não podem ser vista, seria e a existência de outras mentes, podemos inferir de forma segura que sendo o nosso comportamento provocado por nossa mente, então o comportamento dos outros segue o mesmo principio.

Por ultimo, segundo a religião, existem outras maneiras de ver, alem da percepção sensorial. Nas chamadas “experiências numinosas”, as pessoas declaram ver Deus. Se essas experiências existem, então é possível ver Deus por alguma forma de consciência diferente da percepção sensorial.

Referência

Racionalidade da Fé Cristã – J.P Moreland