Ateus querem inscrição “Nós confiamos em Satanás” em prefeituras

Por Jarbas Aragão

Joy Cooper, prefeita da cidade de Hallandale Beach, Flórida, fez uma declaração polêmica ao anunciar que gostaria de colocar uma placa dizendo “Nós confiamos em Deus” diante da prefeitura.

Para Cooper, a medida é algo normal: “É o nosso lema nacional”, afirmou Cooper. “Passa a mensagem clara que estamos todos unidos.”

Como tem sido recorrente nos Estados Unidos, um grupo ateísta, liderado pelo blogueiro Chaz Stevens entrou com um pedido oficial, requerendo permissão para exibir uma faixa com os dizeres: “Nós confiamos em Satanás”.

Argumentando que a lei prevê a separação entre Igreja e Estado, Stevens pede que não seja feita mais nenhuma oração em reuniões oficiais. Ele cita uma recente decisão da Suprema Corte dos EUA determinou que só pode haver oração quando contemplar todas as religiões. Para o blogueiro, isso incluindo o satanismo.

Enquanto aguarda uma decisão de uma corte superior, iniciou uma verdadeira cruzada para que placas dizendo “Nós confiamos em Satanás” sejam colocadas em todas as cidades que tenham algum dizer religioso em propriedades do governo.

Em setembro, Stevens ganhou na justiça o direito de invocar o diabo toda vez que uma reunião pública fosse iniciar com uma oração a Deus no Estado da Florida. Ele alega que se isso não for acatado, comprovaria “discriminação religiosa”. “Meu projeto se chama Satanás ou silêncio. Isso resume tudo”, disse Chaz aos jornalistas na ocasião.

Embora pareça confuso que Chaz Stevens se declare ao mesmo tempo ateu e satanista, existe um movimento dentro do ateísmo militante que concilia as duas coisas. Para eles, Satanás não é real, mas um símbolo de tudo que se opõe a Deus. Não é um ser maléfico em oposição a um Deus bondoso. Na Bíblia Satânica, escrita por Anton LaVey (1930-1997), Satanás não pede adoração, mas que cada um viva de acordo com sua própria lei. Com informações Sun Sentinel

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Os ateus estão divididos em relação ao neo-ateísmo

O ateu Michael Ruse, professor de filosofia na Universidade Estadual da Flórida, comentou: “ Deus, um delírio me deixa constrangido de ser ateu”, ao analisar a referida obra de Richard Dawkins.

O professor de psicologia Scott Atran, fez o seguinte comentário: “ Acho incrível que entre os cientistas e filósofos brilhantes presentes à conferência, não houve nenhuma evidência convincente de que eles saibam lidar com a irracionalidade fundamental da vida humana além de insistir contra todas as evidências e razões de que as coisas devem ser racionais e baseadas em evidências. Isso me deixou constrangido de ser cientista e ateu”.  Ao assistir à apresentação de Sam Harris no Salk Institute.

Ravi Zacharias, disse que Ruse e Atran restabeleceram sua confiança nas ciências – diferentemente de Harris e Dawkins, os quais o deixava receoso de confiar  nos escritos deles, devido o preconceito tão virulento dos mesmos.

Referência 

A morte da Razão: Uma resposta aos neo ateus. Ravi Zacharias

Foi Deus que endureceu o coração de Faraó?

Se Deus endureceu o coração de Faraó, então ele não pode ser responsabilizado por seus atos, questionam os críticos da Bíblia e até mesmo os a favor da doutrina da pré-destinação.

Resposta:  Deus não endureceu o coração do faraó inicialmente. A Bíblia declara que “ o coração de Faraó se endureceu” (Ex 7.13), que faraó “continuou com coração endurecido” (Ex 8.15) e que “o coração de faraó se endureceu” (Ex 8.19). Quando Deus enviou a praga das moscas, “ ainda esta vez endureceu Faraó o coração” (Êx 8.32).

Foi Faraó quem endureceu o próprio coração em primeiro lugar, e só depois Deus o endureceu (Ex 9.12; 10.1,20,27).

Se Faraó fosse receptível às advertências de Deus, o seu coração não teria sido endurecido mais ainda por Deus. Mas quando Deus dava alívio de cada praga, faraó tomava vantagem da situação (Ex 8.15).

Referência 

Manual de dificuldades bíblicas. Norman Geisler & Thomas Howe

Como alguém podia viver mais de 900 anos segundo os relatos bíblicos?

A Bíblia declara que “os dias todos da vida de Adão foram novecentos e trinta anos” (Gn 5.27) e que Matusalém viveu “novecentos e sessenta e nove anos” (Gn 5.27).

Alguns estudiosos sugerem que a menção a “anos” na Bíblia, na verdade seriam apenas meses, o que reduziria 900 anos ao período normal de vida de 80 anos. Há duas objeções a essa teoria, a primeira é que não existe precedente algum no AT que tome a palavra “ano” com o sentido de “mês”.  A segunda é que, como Maalaleel teve um filho com 65 anos (Gn 5.15) e Cainã, aos 70 anos (Gn 5.12), isso significaria que eles estariam com aproximadamente 6 anos ao terem filhos, o que é logicamente incoerente.

É melhor encarar a colocação bíblica como sendo anos mesmo, por diversas razões:

1) Após o dilúvio, a duração da vida foi diminuindo gradativamente dos 900 anos para os 600 (Gn 5)

2) Caiu para os 400 anos (Salá: Gn 11.14-15);

3) Chegou aos 200 anos em (Reú: Gn 11.20.21);

4)Toda essa redução  da vida foi  uma punição dada por Deus (Gn 6.3). Onde ela chegaria aos 120 anos no máximo.

A Bíblia não é a única a falar de centenas de anos como idade dos antigos. Registros da Grécia antiga e das eras egípcias fazem menção a essas idades avançadas.  A ciência luta o tempo todo para resolver o problema do envelhecimento e da morte.

Referência

Manual de dificuldades bíblicas. Norman Geisler & Thomass Howe

 

Apontamentos sobre o casamento de Caim!

Os críticos, céticos e curiosos da Bíblia gostam de fazer a seguinte indagação: “Se havia apenas, Adão, Eva e Abel morto, Caim casou com quem?”

Resposta: Caim casou-se com uma irmã (ou talvez uma sobrinha). A Bíblia relata que “Adão teve filhos e filhas” (Gn 5.4). Como Adão viveu 930 anos, ele gerou muitos filhos e filhas! Caim deve ter casado com uma de suas irmãs, ou até mesmo com uma sobrinha, obviamente, quando se casou, suas irmãs já eram crescidas, ou suas sobrinhas.

Então Caim cometeu incesto?

A objeção que se faz ao casamento de Caim com uma parente próxima, é que  geraria filhos geneticamente defeituosos.

Resposta: Não existiam imperfeições genéticas no começo da vida humana. Deus criou o homem (Adão) geneticamente perfeito (Gn 1.27). Os defeitos genéticos começaram com a queda e somente se evidenciaram muitas gerações depois.

Na época de Caim, não havia mandamento de Deus proibindo o casamento de parentes próximos. Esse mandamento foi posto milhares de anos depois, na época de Moisés (1500 A.C).

Referência

Manual de dificuldades bíblicas. Norman Geisler & Thomas Howe

Jesus foi casado com Maria Madalena e teve filhos?

O Livro O Código da Vinci apresenta vários argumentos para mostrar que Jesus era casado com Maria Madalena. A Teoria do Livro diz que seria impróprio um judeu do século I não ser casado, ainda mais sendo Rabino.

Precisamos ressaltar que o celibato existia  no judaísmo do século I. Flávio Josefo diz que a seita dos Essênios realçava o celibato. Jesus não era tecnicamente um rabino, embora os seus discípulos o chamassem ocasionalmente de rabino, significava mais um termo genérico para “professor” do que a indicação que Jesus tivesse sido oficialmente um rabino judeu.

Não vamos perder tempo argumentando sobre o Evangelho Gnóstico de Felipe que é a principal fonte do Livro para tentar mostrar que Jesus era casado com Maria Madalena.

Em I Coríntios, Paulo, defende o direito dos apóstolos de serem acompanhados por suas esposas crentes, cita outros apóstolos e até mesmo os irmãos de Jesus, mas não menciona Jesus. Fosse Jesus casado, Paulo certamente teria chamado a atenção do fato para a fundamentação do seu argumento.

É sensato pensar que Maria Madalena não era casada de modo algum. Nos evangelhos, ela nunca é apontada como sendo algo de especial, como certamente teria sido se fosse a esposa de Jesus. Ela não se vincula a qualquer homem nas Escrituras, como outras: “Maria, mãe de Jesus, Maria mulher de Cleopas”. Essa Maria é apontada por sua Geografia (Maria de Magdala). Jesus não mostra vinculo especial por ela junto à Cruz, dirigi-se a Maria, sua mãe, e João seu discípulo. Certamente Jesus não era casado com Maria Madalena e nem ela, e nem ele, eram casados com alguém.

Adão e Eva existiram, ou são apenas um mito?

Existem boas evidências para crermos que Adão e Eva foram pessoas reais. Gênesis 1-2 mostra-os como pessoas reais, e narra importantes acontecimentos das suas vidas (o que é histórico). O casal teve filhos que foram pessoas reais, que também tiveram filhos reais (Gn 4).

O registro de fatos históricos posteriores no Livro de Gênesis e cronologias posteriores no AT colocam Adão no topo da lista (1 Cr 1.1).

No Novo Testamento Adão está no início da lista dos ancestrais de Jesus (Lc 3.38). Jesus referiu-se a Adão e Eva como os primeiros “macho e fêmea”, fazendo dessa união a base do casamento (Mt 19.4). O Livro de Romanos escrito por Paulo, coloca que a morte literalmente reinou no mundo trazida por um “Adão” literal (Rm 5.14), em 1 Coríntios 15.45 manifesta que Adão é uma pessoa histórica.  Em 1 Tm 2.13, Paulo diz que primeiro foi formado Adão, depois Eva, ou seja fala de pessoas reais.

Logicamente teve que existir um primeiro casal real de seres humanos, macho e fêmea, para que a raça humana começasse a existir. A Bíblia chama esse casal de Adão e Eva, e não há por que duvidar de sua real existência.

Como a ciência aborda a questão.

É a Antropologia Descritiva (ou Etnologia) que estuda as etnias humanas. A Lingüística estuda as línguas. A origem comum da humanidade a partir de um par original é chamada de monogenismo, e esse conceito também é aplicado na origem das línguas.

A Bíblia é utilizada como fonte de hipóteses, sustentadas por evidências para se chegar à origem das etnias e das diversas línguas.

O que as outras culturas falam sobre o casal primordial

Adão, ou Adam, em aramaico, que dizer “tornar vermelho” ou “ficar vermelho” o que sugere que ele era um tipo de ruivo. (lembrando que ele foi feito do barro). Na tradição hindu, aparece o ancestral Adamu; e na tradição sumeriana, aparece Adapa. De acordo com a tradição sumeriana, Adapa vivia em um lugar em que não havia morte, o ar era puro e a água, limpa. Adapa, no entanto, acabou perdendo o direito à vida eterna. Várias culturas possuem  relatos que revelam uma origem comum para a humanidade, com um homem e uma mulher no jardim do Éden.

Referências

Manual de dificuldades Bíblicas. Norman Geisler & Thomas Howe

Por que creio. Michelson Borges