Pastor ex-traficante ajuda jovens a se libertarem das drogas

29-01-2016 - FRANCA, SP - LOCAL - PERFIL.
Entrevista com o Jefferson de Oliveira, o pastor Mosquito.
Envolvido com o crime quando jovem Jefferson deixou a vida de bandido e começou a frequentar a igreja Universal e conseguiu superar essa fase ruim que viveu. 
Hoje pastor ele faz um importante trabalho com jovens na comunidade da Vila São Sebastião.

Foto: Wilker Maia/Comércio da Franca

Por Leiliane Roberta Lopes / GospelPrime

O pastor Jefferson de Oliveira, conhecido como pastor Mosquito, tem desenvolvido um trabalho de evangelismo com jovens usuários de drogas.

Ele usa sua experiência pessoal para mostrar que é possível deixar o vício e até mesmo o tráfico de drogas.

Mosquito é o fundador da Igreja Apostólica Resgate, na cidade de Franca, e através da igreja ele realiza atividades ligadas ao esporte e à música para atrair jovens. O pastor também busca empresas dispostas a oferecer trabalho para esse público.

“Vamos nas biqueiras buscar os meninos e, quando estão firmes, tentamos colocá-los no mercado de trabalho. Temos um grande parceiro que tem abraçado essa causa conosco e os ajudado nisso”, disse o pastor.

Mas o trabalho não é fácil, como ele mesmo afirma, assim como sua história de vida foi difícil. Jefferson começou a trabalhar aos 6 anos de idade costurando sapatos para ajudar seus avós, que o criaram.

“Comecei a costurar sapatos. Ia para a escola e, quando chegava, já tinha serviço em casa para fazer. Quando meus avós ainda eram vivos, existia brincadeira, mas, quando morreram, acabei me envolvendo com drogas”, relata ele para o site GCN.

Sem contato com o pai e sem a aprovação da mãe, ele não teve outra alternativa além de morar sozinho na casa deixada por seus avós. Isso aos 9 anos de idade.

Aos 12 anos Jefferson já estava envolvido no crime para sustentar seu vício. “Assaltei uma senhora, com uma faca, quando ela estava saindo para o trabalho. Fiz isso não sob o efeito de droga, mas por querer a droga, em estado de abstinência. Depois a gente, a quadrilha, começou a usar revólver nos assaltos. Desse grupo, muitos morreram ‘nessa vida’. Eu, por exemplo, tomei facada, levei tiro, passei fome”, conta.

Aos 16 anos ele foi preso ao ser flagrado com meio quilo de cocaína e foi encaminhado para a Febem (Fundação Estadual do Bem Estar do Menor), em São Paulo – hoje conhecida como Fundação Casa.

Foi por presenciar uma rebelião que ele resolveu mudar de vida para não ser mais levado para a Febem. Foi assim que ele foi em busca de uma casa de reabilitação e lá passou a ouvir a Palavra de Deus.

“Por isso me identifico com esses meninos que estão nas ruas e envolvidos com drogas e quero para eles a oportunidade que eu tive”, diz.

Por sentir na pele como a sociedade age para com esses jovens usuários de droga, ele entende que o trabalho é difícil, porém não desiste de tentar ajudá-los oferecendo uma palavra, tirando-os do vício e os encaminhando para um trabalho.

“Esses jovens só precisam de alguém que acredite neles para se descobrirem, também, úteis”, revela Jefferson que após sair da clínica de reabilitação conseguiu emprego oferecido por um pastor.

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