Ezequiel Teixeira avisa governo: “Não tem conversa sobre aborto”

Por Jarbas Aragão / GospelPrime

A luta contra o aborto foi uma bandeira constante da bancada evangélica durante o governo petista, que tentou por várias vezes legalizá-lo no país. Contudo, mal o novo governo assumiu o assunto já voltou a pauta de discussões públicas.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse durante entrevistaesta semana que o aborto está novamente na pauta. Divulgou que algo precisa ser feito pois no Brasil já são feitos 1,5 milhão de abortos por ano, sendo que 250 mil mulheres ficam com alguma sequela e 11 mil vão a óbito.

“A maneira como vamos abordar isso [aborto] vai depender de discussões. Vamos ter de conversar com a Igreja. A decisão do ministério não deve provocar resistência ou discussão”, insistiu Barros.  “Vou ver com o governo qual será nossa diretriz para agir nessa direção. Essa é uma decisão de governo”, garantiu.

O pastor Ezequiel Teixeira (PTN/RJ) se pronunciou pouco tempo depois. “Não tem conversa! Para nós, cristãos, o direito à vida é intocável e inegociável”, lembrou o parlamentar em nota.

“Se a vontade do governo prevalecer, poderá recair sobre o Brasil uma grande maldição”, alertou. Lembrando uma série de versículos bíblicos, o parlamentar que é apóstolo do Projeto Vida Nova, no Rio de Janeiro, também citou a Constituição. Terminou fazendo um apelo “o apoio do povo cristão é fundamental para a defesa da vida, sobretudo dos indefesos”.

Secretária dos Direitos Humanos quer a descriminalização

Além do ministro da saúde, a nova secretária de Direitos Humanos, Flávia Piovesan, também quer um debate sobre o assunto. Ela defende uma “revisão da legislação do aborto”. “É consenso que o aborto deve ser visto como caso de saúde pública e não como caso de polícia”, insiste a professora de direito constitucional e de direitos humanos da PUC-SP.

Na nova configuração de governo, a secretaria de Direitos Humanos estará subordinada ao Ministério da Justiça. Como só toma posse na semana que vem, Flávia explica que essa é uma opinião pessoal, não é a posição do governo do presidente Michel Temer.

Ela também avisa que uma de suas pautas prioritárias é “o combate à discriminação por orientação sexual”. Aliás, fez questão de dizer que uma das condições para assumir a secretaria é a liberdade de “lutar contra a homofobia”.

Embora não tenha esmiuçado como pretende fazer isso, se repetir o discurso do governo petista, encontrará a resistência dos deputados evangélicos. Ezequiel Teixeira foi secretário de Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro.

Acusado de intolerante, por dizer que Deus pode mudar uma pessoa [em relação a sua opção sexual], acabou sendo exonerado do cargo por pressão da comunidade LGBT. Na ocasião, afirmou que foiperseguido pela militância por sua postura conservadora.

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