Satanismo: Católicos veneram cadáver na Itália!

Por APCNEWS

Não acredita? Confira…

Beijando o cadáver de São Benedetto de Palermo.

San Benedetto Manasseri, também conhecido como São Bento e irmão Benedito (San Fratello, 1524 redor – Palermo, 04 de abril de 1589.

Um irmão ordem em Parlermo, beija o rosto do cadáver, um de "santo" do Papa.

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O culto, que começou antes da morte, tornou-se mais generalizada depois da morte, embora inicialmente não oficialmente, uma vez que a beatificação veio apenas em meados do século XVIII. Em 15 de maio de 1743 o Papa Bento XIV o beatificou tornando possível a adorar.  Foi canonizado em 24 de maio de 1807 pelo Papa Pio VII.

Suas relíquias são mantidas na igreja da vila de Santa Maria di Gesù em Palermo, na sua terra natal, San Fratello e na terra de Acquedolci.

Meu comentário:

Primeiro algumas mais fotos:

O reivindicada a ser salvos por Cristo de Roma, arco e beijar os 500 anos de idade restos de um "santo".

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O rosto do homem que morreu há mais de 400 anos atrás não é uma vista bonita.

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>> Leia aqui no site tudo sobre a Imortalidade da Alma

>> Leia também: Restauração do poder Papal e o Decreto Dominical

https://videopress.com/embed/mhSAzkDv

Soa absolutamente espantoso que as pessoas que se dizem “cristãos” estão envolvidos em atos religiosos mórbidos como estes. E que os cristãos evangélicos estão dispostos a incluí-los como parte da família cristã.

Os católicos na Parlermo remover o cropse de seu caixão, para ser capaz de adorar os mortos.

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Os restos podres de um homem, exumados e colocar para exibição.

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O cadáver é desfilaram em público na ilha da Sicília.

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O desfile com o santo morto, fora da Parlermo.

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O cadáver é mantido em uma caixa de vidro a ser adorado pelos católicos locais.

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A Bíblia diz que não devemos tocar os mortos. Nós nos tornamos impuros.Quando vemos os católicos romanos em Palermo, na Sicília beijar um cadáver, é nojento. Não devemos esquecer que o beijo é conduzido durante um ritual religioso.

Os católicos romanos também oram  aos mortos. Isto não tem nada a ver com a fé bíblica no Senhor Jesus, O Cristo. A Bíblia diz que temos apenas um mediador entre nós e o Eterno Deus, o Messias ressuscitado.

1 Timóteo 2:5-6

5Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e o ser humano, Cristo Jesus, homem. 6Ele se entregou em resgate por todos, para servir de testemunho a seu próprio tempo.

>> Leia aqui no site tudo sobre a Imortalidade da Alma

Mateus 12:31-32

31Portanto, Eu vos assevero: Todos os pecados e blasfêmias serão perdoados às pessoas; a blasfêmia contra o Espírito Santo não será, porém, perdoada!32Qualquer pessoa que disser uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; porém, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem nesta época, nem no tempo futuro.

O Vaticano zomba da verdadeira fé cristã, fazendo todo o tipo de blasfêmia em nome do “Cristo”, o“Cristo” do papa é verdadeiramente um imitador chamado Satanás!

Esteja ciente de que zombando do Eterno Deus em nome de Seu Filho, vai levar à morte eterna e destruição. Eu não posso avisá-lo de uma outra forma, a não ser de forma severa. Fique longe de tais assembleias dos ímpios!

Que o Eterno Deus e o Senhor Jesus, o Messias tenham misericórdia de todas as almas enganadas.

Via: Adventismo em Foco

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5 comentários sobre “Satanismo: Católicos veneram cadáver na Itália!

  1. Me diga uma coisa, será que é pecado venerar, amar e reverenciar um MILAGRE da Graça de Jesus? O que vc não entende, ou quem sabe se força a não entender, é que o cadáver deste Santo não se corrompeu como o normal dos cadáveres DESDE 1589, vou repetir, a se eu não me engano 428 ANOS esse cadáver não se corrompe meu amigo, é um milagre da Graça de Deus o fato de um cadáver humano não se corromper a SÉCULOS, ou seja, não é preciso ser muito inteligente pra reconhecer que os católicos veneram não um corpo morto e sim UM MILAGRE, milagre esse que ocorreu devido a Graça de Jesus que Santificou Benedito em vida, é idolatria venerar e amar um milagre de Deus agora? Amar um milagre de Deus é Satanismo segundo o que voc~e escreveu e publicou, e sabe o que é engraçado, é que esse milagre não aconteceu apenas com o corpo de São Benedito como também ocorreu com o corpo de diversos outros Santos Católicos, isso é fato meu filho, e só ocorre com os Santos Católicos, isso é porque eles foram Santificados pela Fé na Eucaristia e pela Santa Igreja Católica, discuta com os fatos, meu Deus do Céu, sério que você não consegue perceber esse milagre na sua frente? Parabéns, a sua intenção e coração só Deus sabe, mas vc acaba de associar um milagre de Deus como algo Satânico.

    Curtido por 1 pessoa

    • Você deve ter visto o link para esse post lá num comentário que eu fiz no canal do Douglas Levita! E lá mesmo eu coloquei a refutação desses milagres falsos de corpos incorruptíveis! Mas você não fez questão de olhar ou lê-le né?

      1º Jesus não é mágico de Circo para fazer Milagres sem beneficio algum para quem o recebeu! Ou mesmo para a Glória de Deus! E qual o benefício de uma “nocronlatria”? Só na sua cabeça mesmo que isso têm benefício! A própria Palavra de Deus diz que Deus não deixou o povo encontrar o corpo de Moisés para que não fosse adorado! Mas quem tava lá contendendo com Miguel? o Próprio Satanás é que queria que o povo abestasse atrás de um morto! como vocês fazem! Já que você não quis lê o post do Lucas Banzoli vou colocá-lo aqui!

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/o-pior-argumento-catolico-de-todos-os.html

      Quando a gente pensa que os argumentos católicos já são tão suficientemente ruins ao ponto de não ter como piorar mais… tem sim. O Mestre, sim, ele mesmo, nos deu há poucos dias um argumento fenomenal, que prova de forma cabal que a Igreja Romana é a “Igreja de Cristo”. Vejam só:

      Pois é, né? Quem precisa estudar doutrina, quando basta ver os corpos incorruptos dos santos e – puft – descobrir a “Igreja verdadeira”? Pra que ficar lendo esse livro antigo tão perigoso, chamado “Bíblia”, se podemos apenas testar a incorruptibilidade dos cadáveres e depois verificar a religião deles, chegando a uma conclusão tão incontestavelmente livre de erros? O que esses teólogos andam fazendo esse tempo todo, escrevendo livros e mais livros de teologia, estudando anos e mais anos em seminários, quando basta ver um defunto para resolver todos os dilemas? Como é que eles nunca perceberam este método tão easy de verificação da religião verdadeira? Quem precisa de Bíblia quando temos cadáveres, não é mesmo?

      Mas quando foi que Jesus, ou qualquer um dos apóstolos, ensinou que a marca da “religião verdadeira” seria a possessão de cadáveres que não entrariam em decomposição? Essa seria, certamente, uma indicação muito fácil da “religião verdadeira”, que evitaria qualquer debate acirrado sobre temas históricos e doutrinários. É até impressionante que Jesus e os escritores bíblicos, unanimemente, jamais tenham afirmado tal tipo de coisa, que resolveria os debates em dois segundos. Eles sempre apontaram para a doutrina, e nada além da doutrina, como a marca da verdadeira fé. Jamais a corpos de “santos incorruptos”. Até hoje não temos a mínima noção de que Deus tenha preservado incorruptos os corpos de Pedro, Paulo, Tiago, João e de tantos outros gigantes da fé, incomparavelmente superiores a qualquer “santo” católico-romano.

      O católico pode mostrar um único santo presente na Bíblia, que tenha tido seu corpo preservado incorruptível até os dias de hoje? Será que os “santos” de hoje são mais santos dos que os daquela época? E por que raios Deus iria preservar o corpo de um defunto que dentro de algum tempo ressuscitaria de forma gloriosa e incorruptível? Qual é a utilidade, finalidade ou lógica em manter incorrupto um corpo de alguém que já morreu, e que certamente não pode desfrutar em nada desta “benção” recebida? E, pegando a onda na crença papista da imortalidade da alma, qual o sentido de preservar um cadáver quando o “verdadeiro eu”, a tal “alma imortal”, já está vivinha da Silva lá no Céu, tocando harpa com os anjos e flutuando nas nuvens? Se a alma já está liberta do corpo, pra que preservar este corpo?

      A coisa piora ainda mais quando vemos que os papistas ignoram ou desprezam as explicações científicas para o fenômeno dos “corpos incorruptos”, que não demandam necessariamente algo de milagroso ou sobrenatural. O artigo da Wikipédia acerca dos corpos incorruptos explica:

      “Céticos afirmam que o fenômeno se deve geralmente a condições de preservação favoráveis, como baixas temperaturas e ausência de oxigênio nos caixões. Condições específicas também podem levar à mumificação natural; processo o qual as múmias do Llullaillaco, com mais de 500 anos de idade, definem exemplo recentemente destacado. O processo é cientificamente conhecido como adipocere. Mumificações ou preservações de corpos por processos naturais ocorrem não apenas com humanos mas também com as mais variadas formas de vida – de microrganismos ou plantas unicelulares até mamutes ou mesmo árvores inteiras – como demonstram a miríade de fósseis de tecidos moles já encontrados e catalogados. Relatos de corpos que resistem à decomposição e são encontrados intactos durante as exumações rotineiras dos restos mortais após transcorridos os períodos normais de sepultamento são frequentes o suficiente para não poderem ser classificados como casos anormais.
      (…)
      Pesquisas encomendadas pela Igreja Católica revelaram fraudes em muitos supostos corpos incorruptos. Foi o caso de Margarida de Cortona, morta em 1297 e venerada na região da Toscana. Ezio Fulcheri, professor da Universidade de Gênova, descobriu que o corpo preservado exposto na Catedral de Cortona, apresentava incisões nas coxas, na barriga e no peito, onde haviam sido injetados conservantes”

      Mas pra que dar ouvidos às explicações científicas? Elas só cortam o barato. Não tem graça.

      Há centenas de sites explicando e desmascarando os “santos incorruptos” da ICAR, e aqui não cabe passá-los todos. Para isso, basta uma busca rápida no Google. Apenas explanando alguns deles, um artigo da Discover magazine informa:

      “A pedido do Vaticano, patologistas, químicos e radiologistas italianos estiveram estudando os corpos de homens e mulheres antigos enterrados nos relicários das igrejas (…) Em Cortona, Fulcheri juntou-se aos outros examinadores, fazendo o juramento requisitado a todos os participantes de tais procedimentos: ele jurou respeitar os restos dos santos, de não pegar nada e de dizer a verdade a respeito das suas descobertas. Então ele e seus colegas romperam os lacres do relicário e carregaram o corpo da santa [Margarita] a uma área privada da catedral. Conforme Fulcheri levantou gentilmente a borda de seu vestido sobre suas pernas, todos os reunidos começaram a murmurar. Várias longas incisões haviam sido feitas ao longo de suas coxas; havia outros cortes mais fundos ao longo do abdome e peito. Claramente feitos após a morte, eles haviam sido costurados com uma linha grossa e preta. Santa Margarita fora artificialmente mumificada.
      Investigando documentos históricos e eclesiásticos, Fulcheri fez uma descoberta surpreendente: ‘As pessoas [de Cortona] pediram à Igreja que a embalsamasse’, diz ele. De acordo com os relatos, eles fizeram este pedido publicamente. Mas ao longo dos séculos, este fato havia se perdido. As pessoas assumiram, dado o estado do seu corpo, que ela havia sido preservada por um ano divino. Os reconhecimentos canônicos realizados no corpo pouco fizeram para corrigir o relato. Os examinadores detectaram a fragrância dos unguentos e especiarias sobre ela, mas eles estavam muito embaraçados para fazer nela um exame físico completo. ‘Eles haviam puxado seu vestido para trás, mas só um pouco para ser sincero’, observa Fulcheri”[1]

      Um outro artigo a este respeito, que trata sobre a preservação da “santa Bernadete”, alega:

      “Vamos analisar a história do corpo de Santa Bernadete após a sua morte, em 1879. Note-se que o site contando a história é católico. Trinta anos após a sua morte, o corpo foi exumado para ser examinado para processo de canonização. Um cirurgião e um doutor examinaram o corpo sob juramento. O estado de preservação do corpo era ‘perfeito’ (sic). O hábito estava umedecido, o rosto estava pálido. Ao remover o hábito, perceberam que os membros estavam rígidos e tensionados – e, de fato, o corpo todo estava rígido, de tal maneira que eles puderam virar e desvirar o corpo. As costelas estavam protuberantes e o estômago estava afundado. As partes mais baixas do corpo estavam enegrecidas, o que ‘parecia ter sido resultado do carbono que foi encontrado em grandes quantidades no caixão’. As freiras que acompanhavam o procedimento lavaram o corpo e colocaram-no em um novo caixão. Nas poucas horas que o corpo ficou exposto ao ar, ele começou a escurecer. O caixão foi selado e guardado.
      Escurecer? Hum…
      O próprio texto diz que a preservação do corpo não é necessariamente milagre, mas pode estar ligado com as condições em que o corpo foi sepultado. Dez anos depois, o corpo foi novamente exumado e analisado por dois doutores. O corpo estava praticamente mumificado. A pele estava ausente em alguns lugares, embora ainda estivesse presente na maior parte do corpo. Algumas das veias estavam ainda visíveis. Os músculos estavam atrofiados, mas bem conservados, a pele estava enrugada devido aos efeitos da umidade do caixão.
      A última exumação se deu em 1925. Nesta ocasião, o corpo foi envolto em faixas, exceto no rosto e nas mãos. O rosto foi impresso para que a firma de Pierre Imans de Paris pudesse criar uma leve máscara de cera baseada nesta impressão e nas fotos disponíveis. Isto era uma prática comum, pois o enegrecimento da face e afundamento dos olhos poderiam dar uma impressão desagradável ao público. Convido-o, caro leiro, a examinar as máscaras de cera nas fotos de vários santos. Veja também quantas vezes a palavra wax (cera, em inglês) aparece nesta página[2] que defende que a incorruptibilidade dos santos é um milagre. É assim, caro leitor, que se esconde a verdade, para que o povo não ‘perca a fé’ – ou seja, não questione e continue pagando o dízimo. Com uma máscara de cera”[3]

      Sobre o padre Pio, Brian Dunning sustenta:

      “Padre Pio, o padre do século 20 famoso por seus estigmas, também está na lista de incorruptos da Igreja. No entanto, de acordo com registros da própria Igreja, seu corpo foi embalsamado com formaldeído após a morte. Mesmo assim, em sua exumação, 40 anos depois, os restos mortais foram descritos como ‘parcialmente esqueléticos’ e agentes funerários foram incapazes de restaurar a face a uma condição visível, então padre Pio é exibido hoje com uma máscara de silicone realista”[4]

      Alguns papistas apelam ainda para o fato de os corpos incorruptos possuírem um cheiro agradável mesmo depois de tanto tempo mortos. Sobre isso, Dunning assinala:

      “Corpos incorruptíveis, quando exumados, são muitas vezes acompanhados por um cheiro doce que os católicos chamam de odor de santidade. É claro que a explicação óbvia para um cheiro tal seria o formol. No entanto, os fluidos de embalsamamento modernos, basicamente misturas de formaldeído, diz-se que têm um cheiro forte e desagradável como a gasolina. Por isso a maioria dos fabricantes mascara o cheiro do perfume com aditivos. Historicamente, pomadas perfumadas foram utilizadas em cadáveres para combater o cheiro de decomposição, e muitas dessas pomadas são agora conhecidas por terem guaiacol contido, um conservante eficaz feito a partir de madeira de faia de alcatrão, similar ao creosote. Então, desenterrando um corpo e o encontrando em qualquer estado de conservação, é provável que você sinta um forte odor doce. Evidência de embalsamamento ou mascaramento de odor é uma explicação melhor para esse cheiro do que algum sobrenatural ‘odor de santidade’”[5]

      Um outro artigo explica, sob uma perspectiva científica, o que ocorre nestes casos de “santos incorruptos” – trata-se de um processo natural conhecido como adipocere:

      «O processo de adipocere acontece enterrando o corpo em locais com pouco oxigênio e muita umidade, como nas criptas e mausoléus. Durante o velório o corpo é coberto com um tule bem fino e de boa qualidade ou se lacra o caixão direto, assim moscas não conseguem depositar seus ovos no corpo o que faria eclodir as larvas que o devorariam. O ambiente úmido e com temperatura constante, além de uma certa alcalinidade na umidade devido as pedras ou cimento da cripta ou mausoléu, um caixão que permita passar essa umidade, mas não os seres decompositores, inicia-se assim um processo em que a gordura humana começa a se tornar lentamente um tipo de sabão. Essa substância protege os músculos, ossos e muitos órgãos internos do corpo. Além é claro da escuridão do local que permite uma boa fermentação continua em sem problemas. Normalmente só isso iria criar uma criatura esquisita semi corroída. Com auxílio de um embalsamador pode se até mesmo proteger melhor órgãos internos e até mesmo o sangue líquido. O sangue líquido pode também se formar mais tarde com a destruição dos glóbulos vermelhos, ficando assim os coágulos do sangue mas permitindo a passagem de um líquido avermelhado parecendo sangue.

      A foto acima é de uma criança sepultada em 1902, exumada em 1995 quando houve a mudança do cemitério. Quando dizem que o processo de incorrupção de corpos não é explicado pela ciência é uma grande mentira. O processo é altamente conhecido e documentado pela ciência. O processo de incorrupção é um misto entre um processo natural de conservação do corpo com o processo de embalsamamento. O processo natural é conhecido como adipocere»

      Recomendo a leitura do artigo inteiro, disponível no link abaixo, que explica com mais detalhes como funciona este processo:

      http://www.geocities.ws/historias_ocultas/artigo/adipocere.html

      Mas vamos fazer de conta que os corpos incorruptos católicos sejam mesmo totalmente comprovados cientificamente, que os cientistas não tenham nenhuma explicação natural e razoável para os fenômenos e que confirmem que se trate de um milagre católico incontestável e absolutamente sobrenatural. O que isso prova? Absolutamente nada. E isso por uma razão simples: as demais religiões também têm seus próprios “santos incorruptos”!

      Olavo diz que continuaria a discussão quando seu interlocutor mostrasse os corpos incorruptos da sua religião. Então um budista continuaria a discussão tranquilamente, pois monges budistas bem preservados têm sido encontrados aos montões. Um deles é o “Hambo Lama” Itigelov, que morreu e foi enterrado em 1927, mas que tem até hoje seu corpo preservado como se estivesse mumificado, mesmo sem possuir nenhum conservante (a única coisa que o envolvia eram roupas de seda e tecido). Seus músculos e pele continuavam macios, e suas articulações ainda estavam sanfonadas. O artigo que trata sobre isso declara:

      Monge Imortal

      “Itigelov deixou um testamento, pedindo para ser enterrado na pose de lótus, dentro de uma caixa de cedro em um cemitério comum da Rússia. E assim foi feito. Exisitia também uma declaração, onde Itigenov solicitou que fosse exumado depois de vários anos. (Este é o ponto chocante, pois Itigenov sabia que o seu corpo estaria preservado). Seu corpo foi exumado três vezes, porém os monges estavam muito assustados para divulgar essa informação, devido ao regime comunista que não liberava nenhum espaço para religião na sociedade. Somente em 2002 o corpo foi finalmente exumado e transferido para Ivolginsky Datsan (residência atual do Hambo Lama), onde ele foi examinado de perto pelos monges e, o que é agora o mais importante por cientistas e patologistas. O comunicado oficial emitido sobre o corpo – muito bem conservado, sem quaisquer sinais de decadência, músculos inteiros, tecido e pele conservados e juntas flexíveis. O interessante é que o corpo nunca foi embalsamado ou mumificado. Dois anos se passaram. O corpo de Itigelov agora é mantido ao ar livre, em contato com outras pessoas, sem qualquer temperatura ou regimes de umidade. Como Itigelov mantém essa condição, ninguém sabe”[6]

      Até mesmo hindus entram na lista dos “corpos incorruptos”. Em 1952, foi divulgado o caso de um hindu na Califórnia, chamado Paramahansa Yogananda, fundador da Self-Realization Fellowship, que exclamou:

      “Em 7 de março de 1952, Paramahansa Yogananda entrou em mahasamadh (…) Sua passagem foi marcada por um fenômeno extraordinário. Um declaração reconhecida, assinada pelo Diretor do Forest Lawn Memorial-Park testemunhava: ‘Nenhuma desintegração física era visível em seu corpo, mesmo vinte dias após a morte (…) Este estado de perfeita preservação de um corpo é, até onde sabemos pelos anais mortuários, sem paralelos (…) o corpo de Yogananda estava aparentemente em um fenomenal estado de imutabilidade”[7]

      Entre os ortodoxos, encontrar “santos incorruptos” também é extremamente comum. Na própria página de Olavo, um de seus seguidores postou isso:

      Curiosamente, Olavo não lhe deu resposta.

      Sabe-se que há divergências cruciais entre a Igreja Romana e a Ortodoxa. Os ortodoxos negam a autoridade e infalibilidade do bispo romano, não creem em doutrinas como o purgatório e a imaculada conceição de Maria, nem admitem imagens de escultura em seus templos. Mesmo assim, eles têm tantos corpos de “santos incorruptos” quanto os romanos dizem possuir. Se os corpos incorruptos são um milagre divino para mostrar qual é a “religião verdadeira”, devemos presumir que Deus nos quer deixar confusos – ou que todos os caminhos levam a Ele. Relatos de corpos incorruptos têm aparecido entre ortodoxos, hindus, budistas e em multidão de pessoas anônimas e inclusive irreligiosas.

      Dunning afirma:

      “Os melhores exemplos de incorruptibilidade naturais vêm das turfeiras do norte da Europa. Cerca de mil pessoas foram exumadas nos pântanos, onde uma combinação única de condições de frio e processos químicos preserva os tecidos moles. A maioria destes vem a partir da idade de ferro Celtic, mas alguns são muito mais antigos; o ser mais antigo, Koelbjerg Mulher, é de 5.500 anos de idade. Em corpos do pântano, o ácido turfa dissolve realmente os ossos, mas deixa os tecidos moles flexíveis, como a borracha. Tecnicamente, estes cumprem os critérios católicos da incorruptibilidade muito melhor do que qualquer um dos cadáveres mumificados secos das reivindicações da Igreja. Por que as pessoas não os consideram santos? Pelo menos seus corpos realmente não permanecem flexíveis”[8]

      Essas mil pessoas não eram todas católicas, nem foram reconhecidas como “santos”, mas tiveram seus corpos preservados de maneira mais precisa do que a dos corpos de “santos” católicos. A verdade é que se a discussão sobre a verdadeira fé deve se pautar pelo campo dos corpos incorruptos, então qualquer pessoa, de qualquer religião, poderia “continuar o debate” tranquilamente – até que este debate não leve a parte alguma.

      Por fim, mesmo que a ciência comprovasse que os corpos incorruptos só podem ser explicados sobrenaturalmente, e ainda que relatos deste tipo só existissem dentro da Igreja Romana em particular, isso ainda não nos levaria a crer que a Igreja Romana é a “verdadeira Igreja de Cristo”. E isso por uma razão extremamente simples: biblicamente, o diabo também tem poder para fazer coisas que poderíamos atribuir ao “sobrenatural”. Eu escrevi um artigo inteiro sobre isso, intitulado: “Os milagres na Igreja Católica são de Deus?”. Ali eu mostro sete provas bíblicas incontestáveis de que Satanás também pode agir de forma “miraculosa”. A Bíblia deixa extremamente claro que “espíritos de demônios realizam sinais miraculosos” (Ap.16:14), para não deixar ninguém com dúvida alguma.

      Um dos relatos mais interessantes, para mim, está em Apocalipse 13:13-14, no contexto da grande tribulação, em que João diz:

      “E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia” (Apocalipse 13:13-14)

      Note que o anticristo fazia – pelo poder satânico, obviamente – sinais miraculosos espetaculares, de tal forma que fazia com que fogo caísse do céu à terra, e isso publicamente, para todo mundo ver e testemunhar por si mesmo. Eu (e tenho certeza que você também) considero isso uma “evidência miraculosa” de peso enormemente superior aos “corpos incorruptos”. Se eu precisasse de um “sinal” extraordinário, com certeza seria esse. À uma primeira vista, isso só pode vir de Deus. Mas a Bíblia diz que veio do diabo. Imagine alguém na grande tribulação, vendo os sinais tão poderosos, inexplicáveis e espetaculares que o anticristo vem fazendo, e então afirmasse:

      “Confrontando com os adeptos de ‘outras religiões’, eu me perco em polêmicas doutrinais que só azedam a alma e não levam a parte alguma. Prefiro mostrar ao interlocutor o fogo que o anticristo faz cair do céu e dizer: continuaremos a discussão quando você me mostrar os da sua religião”

      E esses “da outra religião”, com certeza, não seriam capazes de fazer com que o fogo caísse do céu também – tente pedir isso, e por mais santo que você for, sairá frustrado. Mas o que nem o mais santo cristão poderá fazer, o anticristo fará, e o fará com naturalidade, impressionando a todo mundo. A mesma coisa ocorre no caso dos “santos incorruptos”: um sinal que, mesmo que fosse verdadeiro e inexplicável cientificamente (o que sabemos que não é), não prova coisa nenhuma, a não ser que o diabo também tem poder para operar coisas do tipo, o que não é novidade para ninguém que tenha um mínimo de conhecimento bíblico.

      No fim das contas, percebemos que esta tentativa de “argumento” não passa de mais uma técnica cretina de se desviar do campo doutrinário e da Bíblia, que é justamente o que Satanás sempre persistiu em fazer. Como eles sabem que suas heresias são gritantemente antibíblicas, eles já abriram mão do embate teológico, levando o debate para outra arena, a qual eles pensam que tem vantagem. Em outras palavras, como eles têm falsas doutrinas e corpos incorruptos, e nós temos verdadeiras doutrinas e corpos corruptos, eles desviam o foco do debate da doutrina, levando-o para os defuntos. É lastimável. Só serve para provar, mais uma vez, que eles estão mais desesperados do que nunca – e isso sim é uma grande notícia.

      Em contraste com a ignorância olavista, prefiro ficar com Martinho Lutero, que disse:

      “Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”

      Paz a todos vocês que estão em Cristo.

      Quando a gente pensa que os argumentos católicos já são tão suficientemente ruins ao ponto de não ter como piorar mais… tem sim. O Mestre, sim, ele mesmo, nos deu há poucos dias um argumento fenomenal, que prova de forma cabal que a Igreja Romana é a “Igreja de Cristo”. Vejam só:

      Pois é, né? Quem precisa estudar doutrina, quando basta ver os corpos incorruptos dos santos e – puft – descobrir a “Igreja verdadeira”? Pra que ficar lendo esse livro antigo tão perigoso, chamado “Bíblia”, se podemos apenas testar a incorruptibilidade dos cadáveres e depois verificar a religião deles, chegando a uma conclusão tão incontestavelmente livre de erros? O que esses teólogos andam fazendo esse tempo todo, escrevendo livros e mais livros de teologia, estudando anos e mais anos em seminários, quando basta ver um defunto para resolver todos os dilemas? Como é que eles nunca perceberam este método tão easy de verificação da religião verdadeira? Quem precisa de Bíblia quando temos cadáveres, não é mesmo?

      Mas quando foi que Jesus, ou qualquer um dos apóstolos, ensinou que a marca da “religião verdadeira” seria a possessão de cadáveres que não entrariam em decomposição? Essa seria, certamente, uma indicação muito fácil da “religião verdadeira”, que evitaria qualquer debate acirrado sobre temas históricos e doutrinários. É até impressionante que Jesus e os escritores bíblicos, unanimemente, jamais tenham afirmado tal tipo de coisa, que resolveria os debates em dois segundos. Eles sempre apontaram para a doutrina, e nada além da doutrina, como a marca da verdadeira fé. Jamais a corpos de “santos incorruptos”. Até hoje não temos a mínima noção de que Deus tenha preservado incorruptos os corpos de Pedro, Paulo, Tiago, João e de tantos outros gigantes da fé, incomparavelmente superiores a qualquer “santo” católico-romano.

      O católico pode mostrar um único santo presente na Bíblia, que tenha tido seu corpo preservado incorruptível até os dias de hoje? Será que os “santos” de hoje são mais santos dos que os daquela época? E por que raios Deus iria preservar o corpo de um defunto que dentro de algum tempo ressuscitaria de forma gloriosa e incorruptível? Qual é a utilidade, finalidade ou lógica em manter incorrupto um corpo de alguém que já morreu, e que certamente não pode desfrutar em nada desta “benção” recebida? E, pegando a onda na crença papista da imortalidade da alma, qual o sentido de preservar um cadáver quando o “verdadeiro eu”, a tal “alma imortal”, já está vivinha da Silva lá no Céu, tocando harpa com os anjos e flutuando nas nuvens? Se a alma já está liberta do corpo, pra que preservar este corpo?

      A coisa piora ainda mais quando vemos que os papistas ignoram ou desprezam as explicações científicas para o fenômeno dos “corpos incorruptos”, que não demandam necessariamente algo de milagroso ou sobrenatural. O artigo da Wikipédia acerca dos corpos incorruptos explica:

      “Céticos afirmam que o fenômeno se deve geralmente a condições de preservação favoráveis, como baixas temperaturas e ausência de oxigênio nos caixões. Condições específicas também podem levar à mumificação natural; processo o qual as múmias do Llullaillaco, com mais de 500 anos de idade, definem exemplo recentemente destacado. O processo é cientificamente conhecido como adipocere. Mumificações ou preservações de corpos por processos naturais ocorrem não apenas com humanos mas também com as mais variadas formas de vida – de microrganismos ou plantas unicelulares até mamutes ou mesmo árvores inteiras – como demonstram a miríade de fósseis de tecidos moles já encontrados e catalogados. Relatos de corpos que resistem à decomposição e são encontrados intactos durante as exumações rotineiras dos restos mortais após transcorridos os períodos normais de sepultamento são frequentes o suficiente para não poderem ser classificados como casos anormais.
      (…)
      Pesquisas encomendadas pela Igreja Católica revelaram fraudes em muitos supostos corpos incorruptos. Foi o caso de Margarida de Cortona, morta em 1297 e venerada na região da Toscana. Ezio Fulcheri, professor da Universidade de Gênova, descobriu que o corpo preservado exposto na Catedral de Cortona, apresentava incisões nas coxas, na barriga e no peito, onde haviam sido injetados conservantes”

      Mas pra que dar ouvidos às explicações científicas? Elas só cortam o barato. Não tem graça.

      Há centenas de sites explicando e desmascarando os “santos incorruptos” da ICAR, e aqui não cabe passá-los todos. Para isso, basta uma busca rápida no Google. Apenas explanando alguns deles, um artigo da Discover magazine informa:

      “A pedido do Vaticano, patologistas, químicos e radiologistas italianos estiveram estudando os corpos de homens e mulheres antigos enterrados nos relicários das igrejas (…) Em Cortona, Fulcheri juntou-se aos outros examinadores, fazendo o juramento requisitado a todos os participantes de tais procedimentos: ele jurou respeitar os restos dos santos, de não pegar nada e de dizer a verdade a respeito das suas descobertas. Então ele e seus colegas romperam os lacres do relicário e carregaram o corpo da santa [Margarita] a uma área privada da catedral. Conforme Fulcheri levantou gentilmente a borda de seu vestido sobre suas pernas, todos os reunidos começaram a murmurar. Várias longas incisões haviam sido feitas ao longo de suas coxas; havia outros cortes mais fundos ao longo do abdome e peito. Claramente feitos após a morte, eles haviam sido costurados com uma linha grossa e preta. Santa Margarita fora artificialmente mumificada.
      Investigando documentos históricos e eclesiásticos, Fulcheri fez uma descoberta surpreendente: ‘As pessoas [de Cortona] pediram à Igreja que a embalsamasse’, diz ele. De acordo com os relatos, eles fizeram este pedido publicamente. Mas ao longo dos séculos, este fato havia se perdido. As pessoas assumiram, dado o estado do seu corpo, que ela havia sido preservada por um ano divino. Os reconhecimentos canônicos realizados no corpo pouco fizeram para corrigir o relato. Os examinadores detectaram a fragrância dos unguentos e especiarias sobre ela, mas eles estavam muito embaraçados para fazer nela um exame físico completo. ‘Eles haviam puxado seu vestido para trás, mas só um pouco para ser sincero’, observa Fulcheri”[1]

      Um outro artigo a este respeito, que trata sobre a preservação da “santa Bernadete”, alega:

      “Vamos analisar a história do corpo de Santa Bernadete após a sua morte, em 1879. Note-se que o site contando a história é católico. Trinta anos após a sua morte, o corpo foi exumado para ser examinado para processo de canonização. Um cirurgião e um doutor examinaram o corpo sob juramento. O estado de preservação do corpo era ‘perfeito’ (sic). O hábito estava umedecido, o rosto estava pálido. Ao remover o hábito, perceberam que os membros estavam rígidos e tensionados – e, de fato, o corpo todo estava rígido, de tal maneira que eles puderam virar e desvirar o corpo. As costelas estavam protuberantes e o estômago estava afundado. As partes mais baixas do corpo estavam enegrecidas, o que ‘parecia ter sido resultado do carbono que foi encontrado em grandes quantidades no caixão’. As freiras que acompanhavam o procedimento lavaram o corpo e colocaram-no em um novo caixão. Nas poucas horas que o corpo ficou exposto ao ar, ele começou a escurecer. O caixão foi selado e guardado.
      Escurecer? Hum…
      O próprio texto diz que a preservação do corpo não é necessariamente milagre, mas pode estar ligado com as condições em que o corpo foi sepultado. Dez anos depois, o corpo foi novamente exumado e analisado por dois doutores. O corpo estava praticamente mumificado. A pele estava ausente em alguns lugares, embora ainda estivesse presente na maior parte do corpo. Algumas das veias estavam ainda visíveis. Os músculos estavam atrofiados, mas bem conservados, a pele estava enrugada devido aos efeitos da umidade do caixão.
      A última exumação se deu em 1925. Nesta ocasião, o corpo foi envolto em faixas, exceto no rosto e nas mãos. O rosto foi impresso para que a firma de Pierre Imans de Paris pudesse criar uma leve máscara de cera baseada nesta impressão e nas fotos disponíveis. Isto era uma prática comum, pois o enegrecimento da face e afundamento dos olhos poderiam dar uma impressão desagradável ao público. Convido-o, caro leiro, a examinar as máscaras de cera nas fotos de vários santos. Veja também quantas vezes a palavra wax (cera, em inglês) aparece nesta página[2] que defende que a incorruptibilidade dos santos é um milagre. É assim, caro leitor, que se esconde a verdade, para que o povo não ‘perca a fé’ – ou seja, não questione e continue pagando o dízimo. Com uma máscara de cera”[3]

      Sobre o padre Pio, Brian Dunning sustenta:

      “Padre Pio, o padre do século 20 famoso por seus estigmas, também está na lista de incorruptos da Igreja. No entanto, de acordo com registros da própria Igreja, seu corpo foi embalsamado com formaldeído após a morte. Mesmo assim, em sua exumação, 40 anos depois, os restos mortais foram descritos como ‘parcialmente esqueléticos’ e agentes funerários foram incapazes de restaurar a face a uma condição visível, então padre Pio é exibido hoje com uma máscara de silicone realista”[4]

      Alguns papistas apelam ainda para o fato de os corpos incorruptos possuírem um cheiro agradável mesmo depois de tanto tempo mortos. Sobre isso, Dunning assinala:

      “Corpos incorruptíveis, quando exumados, são muitas vezes acompanhados por um cheiro doce que os católicos chamam de odor de santidade. É claro que a explicação óbvia para um cheiro tal seria o formol. No entanto, os fluidos de embalsamamento modernos, basicamente misturas de formaldeído, diz-se que têm um cheiro forte e desagradável como a gasolina. Por isso a maioria dos fabricantes mascara o cheiro do perfume com aditivos. Historicamente, pomadas perfumadas foram utilizadas em cadáveres para combater o cheiro de decomposição, e muitas dessas pomadas são agora conhecidas por terem guaiacol contido, um conservante eficaz feito a partir de madeira de faia de alcatrão, similar ao creosote. Então, desenterrando um corpo e o encontrando em qualquer estado de conservação, é provável que você sinta um forte odor doce. Evidência de embalsamamento ou mascaramento de odor é uma explicação melhor para esse cheiro do que algum sobrenatural ‘odor de santidade’”[5]

      Um outro artigo explica, sob uma perspectiva científica, o que ocorre nestes casos de “santos incorruptos” – trata-se de um processo natural conhecido como adipocere:

      «O processo de adipocere acontece enterrando o corpo em locais com pouco oxigênio e muita umidade, como nas criptas e mausoléus. Durante o velório o corpo é coberto com um tule bem fino e de boa qualidade ou se lacra o caixão direto, assim moscas não conseguem depositar seus ovos no corpo o que faria eclodir as larvas que o devorariam. O ambiente úmido e com temperatura constante, além de uma certa alcalinidade na umidade devido as pedras ou cimento da cripta ou mausoléu, um caixão que permita passar essa umidade, mas não os seres decompositores, inicia-se assim um processo em que a gordura humana começa a se tornar lentamente um tipo de sabão. Essa substância protege os músculos, ossos e muitos órgãos internos do corpo. Além é claro da escuridão do local que permite uma boa fermentação continua em sem problemas. Normalmente só isso iria criar uma criatura esquisita semi corroída. Com auxílio de um embalsamador pode se até mesmo proteger melhor órgãos internos e até mesmo o sangue líquido. O sangue líquido pode também se formar mais tarde com a destruição dos glóbulos vermelhos, ficando assim os coágulos do sangue mas permitindo a passagem de um líquido avermelhado parecendo sangue.

      A foto acima é de uma criança sepultada em 1902, exumada em 1995 quando houve a mudança do cemitério. Quando dizem que o processo de incorrupção de corpos não é explicado pela ciência é uma grande mentira. O processo é altamente conhecido e documentado pela ciência. O processo de incorrupção é um misto entre um processo natural de conservação do corpo com o processo de embalsamamento. O processo natural é conhecido como adipocere»

      Recomendo a leitura do artigo inteiro, disponível no link abaixo, que explica com mais detalhes como funciona este processo:

      http://www.geocities.ws/historias_ocultas/artigo/adipocere.html

      Mas vamos fazer de conta que os corpos incorruptos católicos sejam mesmo totalmente comprovados cientificamente, que os cientistas não tenham nenhuma explicação natural e razoável para os fenômenos e que confirmem que se trate de um milagre católico incontestável e absolutamente sobrenatural. O que isso prova? Absolutamente nada. E isso por uma razão simples: as demais religiões também têm seus próprios “santos incorruptos”!

      Olavo diz que continuaria a discussão quando seu interlocutor mostrasse os corpos incorruptos da sua religião. Então um budista continuaria a discussão tranquilamente, pois monges budistas bem preservados têm sido encontrados aos montões. Um deles é o “Hambo Lama” Itigelov, que morreu e foi enterrado em 1927, mas que tem até hoje seu corpo preservado como se estivesse mumificado, mesmo sem possuir nenhum conservante (a única coisa que o envolvia eram roupas de seda e tecido). Seus músculos e pele continuavam macios, e suas articulações ainda estavam sanfonadas. O artigo que trata sobre isso declara:

      Monge Imortal

      “Itigelov deixou um testamento, pedindo para ser enterrado na pose de lótus, dentro de uma caixa de cedro em um cemitério comum da Rússia. E assim foi feito. Exisitia também uma declaração, onde Itigenov solicitou que fosse exumado depois de vários anos. (Este é o ponto chocante, pois Itigenov sabia que o seu corpo estaria preservado). Seu corpo foi exumado três vezes, porém os monges estavam muito assustados para divulgar essa informação, devido ao regime comunista que não liberava nenhum espaço para religião na sociedade. Somente em 2002 o corpo foi finalmente exumado e transferido para Ivolginsky Datsan (residência atual do Hambo Lama), onde ele foi examinado de perto pelos monges e, o que é agora o mais importante por cientistas e patologistas. O comunicado oficial emitido sobre o corpo – muito bem conservado, sem quaisquer sinais de decadência, músculos inteiros, tecido e pele conservados e juntas flexíveis. O interessante é que o corpo nunca foi embalsamado ou mumificado. Dois anos se passaram. O corpo de Itigelov agora é mantido ao ar livre, em contato com outras pessoas, sem qualquer temperatura ou regimes de umidade. Como Itigelov mantém essa condição, ninguém sabe”[6]

      Até mesmo hindus entram na lista dos “corpos incorruptos”. Em 1952, foi divulgado o caso de um hindu na Califórnia, chamado Paramahansa Yogananda, fundador da Self-Realization Fellowship, que exclamou:

      “Em 7 de março de 1952, Paramahansa Yogananda entrou em mahasamadh (…) Sua passagem foi marcada por um fenômeno extraordinário. Um declaração reconhecida, assinada pelo Diretor do Forest Lawn Memorial-Park testemunhava: ‘Nenhuma desintegração física era visível em seu corpo, mesmo vinte dias após a morte (…) Este estado de perfeita preservação de um corpo é, até onde sabemos pelos anais mortuários, sem paralelos (…) o corpo de Yogananda estava aparentemente em um fenomenal estado de imutabilidade”[7]

      Entre os ortodoxos, encontrar “santos incorruptos” também é extremamente comum. Na própria página de Olavo, um de seus seguidores postou isso:

      Curiosamente, Olavo não lhe deu resposta.

      Sabe-se que há divergências cruciais entre a Igreja Romana e a Ortodoxa. Os ortodoxos negam a autoridade e infalibilidade do bispo romano, não creem em doutrinas como o purgatório e a imaculada conceição de Maria, nem admitem imagens de escultura em seus templos. Mesmo assim, eles têm tantos corpos de “santos incorruptos” quanto os romanos dizem possuir. Se os corpos incorruptos são um milagre divino para mostrar qual é a “religião verdadeira”, devemos presumir que Deus nos quer deixar confusos – ou que todos os caminhos levam a Ele. Relatos de corpos incorruptos têm aparecido entre ortodoxos, hindus, budistas e em multidão de pessoas anônimas e inclusive irreligiosas.

      Dunning afirma:

      “Os melhores exemplos de incorruptibilidade naturais vêm das turfeiras do norte da Europa. Cerca de mil pessoas foram exumadas nos pântanos, onde uma combinação única de condições de frio e processos químicos preserva os tecidos moles. A maioria destes vem a partir da idade de ferro Celtic, mas alguns são muito mais antigos; o ser mais antigo, Koelbjerg Mulher, é de 5.500 anos de idade. Em corpos do pântano, o ácido turfa dissolve realmente os ossos, mas deixa os tecidos moles flexíveis, como a borracha. Tecnicamente, estes cumprem os critérios católicos da incorruptibilidade muito melhor do que qualquer um dos cadáveres mumificados secos das reivindicações da Igreja. Por que as pessoas não os consideram santos? Pelo menos seus corpos realmente não permanecem flexíveis”[8]

      Essas mil pessoas não eram todas católicas, nem foram reconhecidas como “santos”, mas tiveram seus corpos preservados de maneira mais precisa do que a dos corpos de “santos” católicos. A verdade é que se a discussão sobre a verdadeira fé deve se pautar pelo campo dos corpos incorruptos, então qualquer pessoa, de qualquer religião, poderia “continuar o debate” tranquilamente – até que este debate não leve a parte alguma.

      Por fim, mesmo que a ciência comprovasse que os corpos incorruptos só podem ser explicados sobrenaturalmente, e ainda que relatos deste tipo só existissem dentro da Igreja Romana em particular, isso ainda não nos levaria a crer que a Igreja Romana é a “verdadeira Igreja de Cristo”. E isso por uma razão extremamente simples: biblicamente, o diabo também tem poder para fazer coisas que poderíamos atribuir ao “sobrenatural”. Eu escrevi um artigo inteiro sobre isso, intitulado: “Os milagres na Igreja Católica são de Deus?”. Ali eu mostro sete provas bíblicas incontestáveis de que Satanás também pode agir de forma “miraculosa”. A Bíblia deixa extremamente claro que “espíritos de demônios realizam sinais miraculosos” (Ap.16:14), para não deixar ninguém com dúvida alguma.

      Um dos relatos mais interessantes, para mim, está em Apocalipse 13:13-14, no contexto da grande tribulação, em que João diz:

      “E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia” (Apocalipse 13:13-14)

      Note que o anticristo fazia – pelo poder satânico, obviamente – sinais miraculosos espetaculares, de tal forma que fazia com que fogo caísse do céu à terra, e isso publicamente, para todo mundo ver e testemunhar por si mesmo. Eu (e tenho certeza que você também) considero isso uma “evidência miraculosa” de peso enormemente superior aos “corpos incorruptos”. Se eu precisasse de um “sinal” extraordinário, com certeza seria esse. À uma primeira vista, isso só pode vir de Deus. Mas a Bíblia diz que veio do diabo. Imagine alguém na grande tribulação, vendo os sinais tão poderosos, inexplicáveis e espetaculares que o anticristo vem fazendo, e então afirmasse:

      “Confrontando com os adeptos de ‘outras religiões’, eu me perco em polêmicas doutrinais que só azedam a alma e não levam a parte alguma. Prefiro mostrar ao interlocutor o fogo que o anticristo faz cair do céu e dizer: continuaremos a discussão quando você me mostrar os da sua religião”

      E esses “da outra religião”, com certeza, não seriam capazes de fazer com que o fogo caísse do céu também – tente pedir isso, e por mais santo que você for, sairá frustrado. Mas o que nem o mais santo cristão poderá fazer, o anticristo fará, e o fará com naturalidade, impressionando a todo mundo. A mesma coisa ocorre no caso dos “santos incorruptos”: um sinal que, mesmo que fosse verdadeiro e inexplicável cientificamente (o que sabemos que não é), não prova coisa nenhuma, a não ser que o diabo também tem poder para operar coisas do tipo, o que não é novidade para ninguém que tenha um mínimo de conhecimento bíblico.

      No fim das contas, percebemos que esta tentativa de “argumento” não passa de mais uma técnica cretina de se desviar do campo doutrinário e da Bíblia, que é justamente o que Satanás sempre persistiu em fazer. Como eles sabem que suas heresias são gritantemente antibíblicas, eles já abriram mão do embate teológico, levando o debate para outra arena, a qual eles pensam que tem vantagem. Em outras palavras, como eles têm falsas doutrinas e corpos incorruptos, e nós temos verdadeiras doutrinas e corpos corruptos, eles desviam o foco do debate da doutrina, levando-o para os defuntos. É lastimável. Só serve para provar, mais uma vez, que eles estão mais desesperados do que nunca – e isso sim é uma grande notícia.

      Em contraste com a ignorância olavista, prefiro ficar com Martinho Lutero, que disse:

      “Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”

      Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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