Seita dos “jedis” cresce na Austrália e supera número de adventistas

Seita dos “jedis” cresce na Austrália e supera número de adventistas

Por Jarbas Aragão / GospelPrime

O sucesso da série Star Wars espalhou desde o final da década de 1970 a ideia de que o universo é controlado pela “força”, que possui dois lados: um bom (de luz) e outro mau (negro). Os que seguem os ensinamentos dos jedis – jedaísmo- creem numa mistura de taoísmo e budismo, embora haja pitadas de cristianismo nessa religião inventada pelo cinema.

Curiosamente, em 2001, nove mil moradores do Canadá afirmaram seguir a “Ordem de Jedi” como religião. No mesmo ano, 53 mil moradores da Nova Zelândia se identificaram assim. A República Tcheca contabiliza mais de 15 mil adeptos.

No Brasil, não há dados precisos sobre quantos professam jedaísmo como religião. Por aqui adquiriu um viés mais filosófico, explica o carioca Rodrigo Alves Coelho, que ajudou a fundar o Pilar, grupo de estudos que se reunia semanalmente no Rio de Janeiro e chegou a ter mais de 150 participantes. Quando o grupo tentou formalizar-se como uma seita e edificar um Templo Jedi, em 2004, ocorreu uma divisão.

Em alguns países, dizer-se “jedi” era uma forma de protesto dos ateus. A British Humanist Association [Associação Humanista da Grã-Bretanha] vem tentando convencer as pessoas a se assumirem ateístas. Criaram até o site YourenotaJedi.com. Eles acreditam ser preocupante que, pelos dados oficiais, existem 250 mil crentes na força em solo britânico. A Associação pede que eles se assumam como ateístas.

Ateus brincam enquanto muçulmanos levam religião a sério

Agora o debate sobre a existência ou não de seguidores dessa doutrina está em alta na Austrália. No censo de 1911, apenas 0,4% dos australianos admitiam não ter religião. Em 2011, o índice era de 22%. Para efeitos de comparação, oficialmente 25% da população é católica, formando a maior denominação cristã do país. Os evangélicos são 35%, mas divididos em muitas denominações.

Este ano, os australianos respondem a um novo censo, e a Australian Bureau of Statistics, responsável pelo levantamento, oferece diversas opções. Numa mudança de impacto, “sem religião” passou a ser a primeira da lista, seguida de nove opções conhecidas. Há um espaço no final para marcar “outras”, onde em 2001, 64 mil pessoas escreveram “jedi”. Brincadeira ou não, esse número é maior que a quantidade de adventistas do sétimo dia.

Brian Morris, um ativista defensor ateísmo na Austrália, espera que as pessoas abandonem a ideia de serem “culturalmente religiosas” e sejam honestos. Defendem também que as pessoas que não vão à igreja deveriam marcar a caixinha “sem religião”. Para ele, é bobagem os australianos optarem por “jedi” apenas por brincadeira. Um dos motivos para isso é que, segundo a legislação do país, algumas decisões do governo podem levar em conta a afiliação religiosa da população.

A presidente da Fundação Ateísta da Austrália (AFA), Kylie Sturgess, afirmou que o censo não deveria ser tratado como piada. Ela deseja que a Austrália seja reconhecida como uma nação menos religiosa do que é hoje. Também enfatiza que decisões governamentais relativas as educações, por exemplo, usam a religião como um de seus fatores determinantes. Por isso, a AFA está promovendo uma campanha nacional que inclui anúncios em outdoors e paradas de ônibus.

Ainda que mais de 60% da população australiana deva confirmar sua opção pelo cristianismo, o novo Censo deve comprovar que o grupo religioso que mais cresceu por lá nos últimos anos foi o islamismo.

Tanto que o grupo ativista cristão Salt Shakers está realizando uma “contracampanha” para que as pessoas não marquem “sem religião”. O temor deles é que os muçulmanos usem os dados para forçarem o governo a dar mais benefícios aos islâmicos.

Pelos resultados do último levantamento oficial, a segunda maior religião do país o budismo (2,5%), com o Islã em terceiro (2,2%). Porém, para os seguidores de Maomé no mundo todo atingir o segundo lugar na Austrália seria uma vitória e o suficiente, segundo seus próprios critérios, para comemorar a islamização da nação australiana. Para os ativistas cristãos isso poderá se refletir em um aumento dos esforços pela tentativa de islamização completa do país. Com informações News [2] e Huffington Post

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