Palpitando sobre Max Weber, religião e capitalismo!

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Já que muita gente tem palpitado sobre Weber e alguns dos seus pensamentos, eu também vou dar o meu! O cerne do pensamento de Weber quanto à religião e desenvolvimento do capitalismo é esse mesmo e não dar para fugir, de que o protestantismo foi um catalizador do capitalismo! Weber faz um juízo de valor disso? A meu ver não! Ele apenas está fazendo uma análise! Diferente de Marx que crítica e tenta dar uma solução!

Nesse caso, o pensamento de Weber parte da Reforma e de seu principal nome: Martinho Lutero, como o pensador e agente que dá um novo rumo à sociedade substituindo as práticas ascéticas dos conventos para um novo modo de ascetismo inserido na sociedade que se caracterizaria principalmente com disciplina na vida cotidiana e no trabalho. Ou seja, com Lutero a chamada Vocação deixa de ser uma Vocação sacerdotal para se tornar uma Vocação profissional.

Como uma espécie de evolução lógica, o pensamento Weberiano prossegue com Calvino que a partir da sua famosa doutrina da predestinação dá passos rumo a uma racionalização da vida cotidiana como uma espécie de garantia de Salvação! Já que a Salvação só pertence a Deus, o ser humano tinha que se garantir com uma vida disciplinada e austera principalmente com relação ao seu lado profissional.

Weber também analisa outros ramos do protestantismo, considerados seitas que é aquele ramo religioso que tenta se isolar cada vez mais do mundo que o cerca como os anabatistas, quarkers e outros e encontra nesses grupos ainda mais rigidez e disciplina com relação à vida e ao trabalho.

Aqui faço uma crítica ao pensamento de Weber, que  como uma espécie de cientista neutro, sua análise é boa mas não completa, pois ele não consegue perceber que todos esses grupos protestantes analisados por ele, não agiram assim por insight e nem criaram ou inventaram condutas que não fossem bíblicas! Todos eles, a partir do momento em que tinham contato com as Sagradas Escrituras que teve muito tempo só na mão do Clero Romano, iam assimilando versículos como esses:

 “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” Pv 9:10

Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.
Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador,
Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.
Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de braços cruzados;
Assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade como um homem armado.
Provérbios 6:6-11

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.
1 João 2:15,16

A Bíblia toda é uma pregação para a Santificação, ou seja, para a Separação do mundo, também para o bom testemunho! E isso foi o que moldou o pensamento dos protestantes!

A Doutrina católica condenava a ambição do lucro e da usura. Para os calvinistas a prosperidade era o prêmio de uma vida santa. O mal não se encontrava na posse da riqueza,, mas no seu uso para o prazer, o luxo e a preguiça. Toda essa doutrina levou o costume na sociedade americana de que muitos milionários não legassem suas fortunas aos seus descendentes como meio de impeli-los ao esforço produtivo. Por esse  mesmo espírito, as taxações sobre herança nos EUA são bem pesadas! Diferente do Brasil!

Quanto à questão se os países protestantes seriam mais ricos do que os países católicos, é porque todos esses valores em que os empresários se sentiam abençoados por produzirem riquezas foram encontrados por Weber mais maçiçamente nos EUA, na Holanda e na Alemanha! Por outro lado, Weber adverte ter analisado apenas uma das possíveis relações entre o protestantismo e a cultura contemporânea e que existem outras análises como o materialismo de Marx.  O autor também diz que o capitalismo moderno já não necessita mais do suporte de qualquer força religiosa e se sente que a influencia da religião sobre a vida econômica é tão prejudicial quanto a regulamentação pelo Estado.  Ou seja, o capitalismo libertou-se de um espírito religioso e a busca de riquezas hoje é totalmente voltada ao prazer mundano.

Referência

Um toque de Clássicos. Durkheim, Marx e Weber

Bíblia Sagrada Online

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