O sábado foi trocado pelo domingo como dia de adoração por Constantino por causa do paganismo?

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A igreja Adventista é conhecida principalmente por ter o dia de sábado como o principal dia de adoração e descanso semanal, realizando seu culto principal no sétimo dia da semana. Acusam os cristãos que fazem do domingo o seu dia de adoração e descanso, de seguirem uma mudança feita por Constantino e por Roma papal. Os adventistas utilizam Dn 7:25 como profecia sobre todo esse processo de mudança do dia de adoração que o Papado fez[1] .

O meu ponto de vista é que o imperador só fez oficializar o que já era praticado inclusive na época dos apóstolos, no chamado Dia do Senhor, vejamos as passagens bíblicas que mostram essa idéia:

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.” João 20:19.

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;” Atos 2:1

“E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.” Atos 20:7

“Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar”. 1 Coríntios 16:1,2.

“Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta”. Apocalipse 1:10.

Os adventistas contestam que a expressão Dia do Senhor significa o “futuro dia escatológico do Senhor” e não “dia consagrado ao Senhor”[2]. Vejamos então o que o Dicionário Bíblico Wycliffe (2012, p. 551) diz sobre o Termo:

 A origem da expressão “dia do Senhor” pode ser rastreada e identificada por sua associação com o dia da ressurreição de Cristo. Esse termo também foi marcado pela aparição de Cristo aos discípulos em um domingo (Jo 20.26) e pela descida do Espírito Santo no primeiro dia da semana (At 2.1)

O Domingo na era patrística

Encontramos uma citação importante de Justino Mártir da meados do  século II  que mostra como os cristãos já se reuniam aos domingos, antes de Constantino ou da Roma Papal:

“E, no dia chamado domingo, todos que vivem nas cidades ou nos campos se reúnem em um só lugar, e os relatos dos apóstolos ou os escritos dos profetas são lidos conforme o tempo permite; então, depois que o leitor termina sua leitura, o que preside instrui verbalmente e exorta à imitação dessas boas coisas”. (Kostenberger, 2014, p.180)

O adventismo diz que não há nenhuma citação bíblica neotestamentária para aplicar o 4º mandamento ao domingo, mas podemos argumentar que a doutrina da Trindade ou a teoria tricotômica do homem também não têm, mas são inferidas dos textos bíblicos. Além do mais, não há nenhuma prescrição do Concilio de Jerusalém para que as igrejas gentias guardassem o sábado. (At 15. 23-29). [3]

A heresia da Igreja Judaizante.

Fora do judaísmo sectário que surgiram as primeiras heresias cristãs. De acordo com os pais da Igreja, Simão o Mago, foi o mentor de todas essas heresias. Simão é identificado como aquele mesmo de Atos 8.9-25. O Ebionismo também foi outra heresia que surgiu na Igreja tendo origem judaica, provavelmente dos essênios.[4]

A disputa a cerca da autoridade do Antigo Testamento e a respeito da natureza da continuidade entre o judaísmo e o cristianismo foi a primeira disputa entre a igreja cristã nascente e o antigo judaísmo na busca por uma tradição[5].

Justino Mártir compôs o Diálogo com Trifão, contra o judaísmo, revelando a tendência da literatura de então em demonstrar para a audiência não judaica cristã, que a igreja, tinha se tornado a nova e a verdadeira Israel[6].

Ignácio nessa disputa, argumentou que os profetas tinham observado o domingo e não o sábado judaico[7].

Os primeiros cristãos insistiam que a Lei Natural precedeu a Lei de Moisés e o exemplo disso era que mulheres também davam a Luz no sábado. Diziam que a Providência que havia dado a Lei a Moisés agora dava o Evangelho de Jesus Cristo e que não queria que as práticas dos judeus continuassem[8].

Conclusão

Não quis, neste artigo, afirmar que quem usa o sábado como seu dia de descanso e consagração ao Senhor, esteja errado, talvez esteja até mais certo do que quem não o faz, mas quis deixar claro, que a Instituição do domingo como dia consagrado ao Senhor, foi uma decorrência advinda dos próprios atos de Jesus, que fez questão de utilizar o domingo em suas Aparições depois de ressuscitado, sendo que o mesmo ressuscitou em um domingo, fundando a própria igreja em pentecostes também no dia de domingo.

Os pais da Igreja relataram que os cultos cristão aconteciam no domingo, prática também mostrada no próprio Novo Testamento, nas cartas de Paulo, e que a própria Instituição oficial do domingo foi conseqüência natural da disputa que existia no começo da Igreja entre a ortodoxia e cristãos judaizantes que muitas vezes descambaram até para um tipo de agnosticismo.

Portanto, as alegações de Ellen White e de seus seguidores de que o dia de domingo foi uma pura substituição de um dia voltado à adoração pagã para acomodar o paganismo no seio da Cristandade não procede, e não procede mais ainda quando a Igreja adventista exagera tornando a consagração ao sábado como uma questão salvífica e escatológica como tenho visto por aí.

 

 

[1] White, 2007, p. 25.
[2] Wycliffe Bible Dictionary
[3] Ferreira & Myatt, 2007, p. 951.
[4] Jaroslav, 2014, p. 44-45
[5] Ibidem, p. 36
[6] Ibidem, p. 37
[7] Ibidem, p. 39
[8] (Or. Cels. 7.26 [GCS 3:177]) apud Jaroslav, 2014, p. 38

 

REFERÊNCIAS 

BIBLIA SAGRADA. Disponível em: https://www.bibliaonline.com.br/

JÚNIOR, Ribas Degmar. Dicionário Bíblico Wycliffe.11ª Impressão. CPAD. Rio de Janeiro: 2012

KOSTENBERGER, Andreas J. A heresia da ortodoxia: como o fascínio da cultura contemporânea pela diversidade está transformando nossa visão do cristianismo primitivo. São Paulo: Vida Nova, 2014.

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Razões científicas e médicas para uma expectativa de vida de 900 anos dos antigos!

Genética

Na época da criação o material genético humano era perfeito. O pecado trouxe imperfeição para o Universo. A 2ª Lei da Termodinâmica aplicada aos sistemas biológicos é chamada de Teoria da Informação que diz que cada vez que alguma informação é manipulada, alguma parte dela se perde e que não nascerá espontaneamente nenhuma informação nova organizada.

Um dos principais motivos pelo qual as pessoas não chegam mais a viver 900 anos hoje, é que a informação genética se degradou pelo acúmulo de cópias de erros mutacionais através dos anos. O processo de envelhecimento é engatilhado em parte, pelo colapso das informações cromossômicas dentro das células do seu corpo.

O campo magnético da Terra

Segundo pesquisas científicas o  campo magnético da Terra foi substancialmente mais forte no passado. O campo magnético foi 10 vezes mais forte do que é agora na época do dilúvio.  Foi 20 vezes mais forte na época da criação. Experiências laboratoriais feitas com animais, mostraram que a exposição intensa ao magnetismo da época da concepção até a puberdade, estabiliza os cromossomos, diminui o processo de envelhecimento e aumenta a longevidade.

O campo magnético da Terra também impede as radiações do Cinturão Van Allen, se o campo é mais forte essas radiações são mantidas mais longe da superfície. Devido o campo magnético da Terra ter sido mais forte no passado, foi possível manter esse cinturão muito longe e diminuir os efeitos da radiação sobre as formas de vida na época.

Clima

A Bíblia nos conta que na época da criação havia muito mais orvalho na atmosfera do que hoje. Essa cobertura acabou no dilúvio. Esse orvalho transformava a Terra em uma estufa, e a conseqüência disso é que havia uma temperatura uniforme em toda a Terra. Sem diferença de Temperatura havia pouco vento, já que o vento é definido como um movimento do ar frio em direção onde o ar quente está se levantando. Não existia furacão, tufão, chuvas fortes ou trovão que matasse as pessoas antes do dilúvio.

A camada de orvalho bloqueava grande parte dos raios Ultravioletas, por isso não existiam também câncer de pele, cataratas e outros tipos de doenças.

Poluição

Desde a criação até o dilúvio havia pouca poluição feita pelo homem. A primeira poluição de grande porte aconteceu quando quilômetros de cinzas vulcânicas foram liberados no começo do dilúvio.

Alimentos

Da criação até o dilúvio, as pessoas e os animais eram todos vegetarianos. As plantas antes do dilúvio forneciam todos os nutrientes e aminoácidos necessários para a vida. A devastação e degradação das informações genéticas das plantas as tornaram menos nutritivas depois do dilúvio.

Após o dilúvio Deus disse à família de Noé que agora eles tinham que comer carne de animal, assim como vegetal para sobreviver. Por isso devemos tomar cuidado em nos tornarmos novamente vegetarianos, Deus falou para comermos vegetais e carnes, temos que comê-los moderadamente e em proporções apropriadas.

As águas acima

A quantidade de orvalho suspenso no ar fazia a atmosfera pesar 2 vezes mais do que o peso atual. Viver na Terra antes do dilúvio era como viver em uma câmera hiperbárica (alta concentração de oxigênio) Esta pressão adicional fazia  aumentar o tamanho das plantas e animais e a cura rápida dos ferimentos devido à dobra de oxigênio contida no sangue dos organismos.

Hoje em dia, alguns hospitais possuem câmeras hiperbáricas para cura rápida de certos ferimentos que acontece devido a exposição a uma alta concentração de oxigênio.

Sistema Imune

Inicialmente não existiam doenças genéticas. A hemofilia não existia. O acumulo de mutações genéticas que fez desastroso o casamento entre parentes próximos, não se tornou  um problema até o tempo de Moisés.  Abraão ainda chegou a se casar com sua meia irmã, no tempo de Moisés, Deus ordenou que não houvesse mais casamentos próximos. A necessidade de diversidade genética para combater as doenças genéticas era preciso.

Todos esses fatores científicos e médicos, somados a outros, nos mostram como um homem pode, certamente, ter vivido por centenas de anos na antiguidade.

Por que Deus ordenou a Moisés que fizesse imagens para colocar na Arca da Aliança se o mesmo Deus disse que era errado fazer qualquer tipo de imagem?

“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas águas debaixo da terra” Ex 20.4

Resposta:  A proibição de se fazer imagens de escultura foi especificamente colocada no contexto da idolatria (adoração a ídolos). Fazer um querubim não conflita com o mandamento de não se ajoelhar na frente de imagens esculpidas.  Até porque, não havia como o os israelitas curvarem-se diante do querubim, no Santo dos Santos, já que as pessoas eram proibidas de entrar naquele lugar a qualquer tempo.

Aqueles querubins não foram dados a Israel como imagens de Deus, mas de anjos. Nem foram dados para serem adorados.

Portanto, a ordem dada em Êxodo 20 não foi contra a arte religiosa em si, o que inclui coisas no céu (anjos) e na terra (homens e animais). Ela foi contra o uso de qualquer imagem como ídolo.  “não as adorarás, nem lhes prestarás culto” Ex 20.5.

Quadro comparativo:

O uso de imagens

Proibido

Permitido

Objeto de adoração Não um objeto de adoração
Designadas pelo homem Designadas por Deus
Com propósito religioso Com propósito educacional
Para representar a essência de Deus Para afirmar a verdade

Referência

Manual de dificuldades bíblicas. Norman Geisler & Thomas Howe

Como os feiticeiros do Egito puderam fazer os mesmos milagres que Deus ordenara a Moisés para fazer?

 

Algumas passagens em Êxodo (7.11,22;8.7) mostram que os encantadores e magos do Egito, com suas feitiçarias, reproduziram os mesmos feitos que Deus ordenara a Moisés e Arão para realizar.

A Bíblia informa que uma das práticas do Diabo é fazer falos milagres no intuito de enganar a humanidade.  Êxodo 7.11 informa: “Faraó, porém, mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os sábios do Egito, fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas”. A passagem mostra que os feitos dos encantadores do Egito, eram realizados através de “ciências ocultas”.

Esses encantamentos funcionaram pelo menos nos três primeiros confrontos ( a vara de Arão, a praga do sangue e a praga das rãs). No entanto, quando Moisés e Arão pelo dedo de Deus, fizeram surgir piolhos do pó da terra, os feiticeiros não conseguiram realizar esse milagre. E afirmaram: “Isto é o dedo de Deus” (Êx 8.19).

Além do mais, embora os magos aparentemente tenham conseguido transformar suas varas em cobras, elas foram comidas pela de Arão, indicando a supremacia desse. Embora os magos tenham conseguido fazer aparecer rãs, não puderam livrar-se delas. Os seus atos foram fora do normal, mas sem controle algum.

O propósito dos magos em copiar alguns dos milagres de Moisés e Arão estava ligado ao engano, no objetivo de convencer o Faraó de que o Deus de Israel não era mais poderoso do que os deuses do Egito.

Conquanto, os magos do Egito tenham sido capazes de imitar os três primeiros milagres realizados por Deus, através de Moisés e Arão, chegou um momento em que suas feitiçarias não puderam mais copiar o poder de Deus.

Referência

Manual de dificuldades bíblicas. Norman Geisler & Thomas Howe

Foi Deus que endureceu o coração de Faraó?

Se Deus endureceu o coração de Faraó, então ele não pode ser responsabilizado por seus atos, questionam os críticos da Bíblia e até mesmo os a favor da doutrina da pré-destinação.

Resposta:  Deus não endureceu o coração do faraó inicialmente. A Bíblia declara que “ o coração de Faraó se endureceu” (Ex 7.13), que faraó “continuou com coração endurecido” (Ex 8.15) e que “o coração de faraó se endureceu” (Ex 8.19). Quando Deus enviou a praga das moscas, “ ainda esta vez endureceu Faraó o coração” (Êx 8.32).

Foi Faraó quem endureceu o próprio coração em primeiro lugar, e só depois Deus o endureceu (Ex 9.12; 10.1,20,27).

Se Faraó fosse receptível às advertências de Deus, o seu coração não teria sido endurecido mais ainda por Deus. Mas quando Deus dava alívio de cada praga, faraó tomava vantagem da situação (Ex 8.15).

Referência 

Manual de dificuldades bíblicas. Norman Geisler & Thomas Howe

Apontamentos sobre o casamento de Caim!

Os críticos, céticos e curiosos da Bíblia gostam de fazer a seguinte indagação: “Se havia apenas, Adão, Eva e Abel morto, Caim casou com quem?”

Resposta: Caim casou-se com uma irmã (ou talvez uma sobrinha). A Bíblia relata que “Adão teve filhos e filhas” (Gn 5.4). Como Adão viveu 930 anos, ele gerou muitos filhos e filhas! Caim deve ter casado com uma de suas irmãs, ou até mesmo com uma sobrinha, obviamente, quando se casou, suas irmãs já eram crescidas, ou suas sobrinhas.

Então Caim cometeu incesto?

A objeção que se faz ao casamento de Caim com uma parente próxima, é que  geraria filhos geneticamente defeituosos.

Resposta: Não existiam imperfeições genéticas no começo da vida humana. Deus criou o homem (Adão) geneticamente perfeito (Gn 1.27). Os defeitos genéticos começaram com a queda e somente se evidenciaram muitas gerações depois.

Na época de Caim, não havia mandamento de Deus proibindo o casamento de parentes próximos. Esse mandamento foi posto milhares de anos depois, na época de Moisés (1500 A.C).

Referência

Manual de dificuldades bíblicas. Norman Geisler & Thomas Howe

Adão e Eva existiram, ou são apenas um mito?

Existem boas evidências para crermos que Adão e Eva foram pessoas reais. Gênesis 1-2 mostra-os como pessoas reais, e narra importantes acontecimentos das suas vidas (o que é histórico). O casal teve filhos que foram pessoas reais, que também tiveram filhos reais (Gn 4).

O registro de fatos históricos posteriores no Livro de Gênesis e cronologias posteriores no AT colocam Adão no topo da lista (1 Cr 1.1).

No Novo Testamento Adão está no início da lista dos ancestrais de Jesus (Lc 3.38). Jesus referiu-se a Adão e Eva como os primeiros “macho e fêmea”, fazendo dessa união a base do casamento (Mt 19.4). O Livro de Romanos escrito por Paulo, coloca que a morte literalmente reinou no mundo trazida por um “Adão” literal (Rm 5.14), em 1 Coríntios 15.45 manifesta que Adão é uma pessoa histórica.  Em 1 Tm 2.13, Paulo diz que primeiro foi formado Adão, depois Eva, ou seja fala de pessoas reais.

Logicamente teve que existir um primeiro casal real de seres humanos, macho e fêmea, para que a raça humana começasse a existir. A Bíblia chama esse casal de Adão e Eva, e não há por que duvidar de sua real existência.

Como a ciência aborda a questão.

É a Antropologia Descritiva (ou Etnologia) que estuda as etnias humanas. A Lingüística estuda as línguas. A origem comum da humanidade a partir de um par original é chamada de monogenismo, e esse conceito também é aplicado na origem das línguas.

A Bíblia é utilizada como fonte de hipóteses, sustentadas por evidências para se chegar à origem das etnias e das diversas línguas.

O que as outras culturas falam sobre o casal primordial

Adão, ou Adam, em aramaico, que dizer “tornar vermelho” ou “ficar vermelho” o que sugere que ele era um tipo de ruivo. (lembrando que ele foi feito do barro). Na tradição hindu, aparece o ancestral Adamu; e na tradição sumeriana, aparece Adapa. De acordo com a tradição sumeriana, Adapa vivia em um lugar em que não havia morte, o ar era puro e a água, limpa. Adapa, no entanto, acabou perdendo o direito à vida eterna. Várias culturas possuem  relatos que revelam uma origem comum para a humanidade, com um homem e uma mulher no jardim do Éden.

Referências

Manual de dificuldades Bíblicas. Norman Geisler & Thomas Howe

Por que creio. Michelson Borges