Famoso cientista admite que o universo foi criado por Deus

Quanto mais os cientistas estudam o universo, mais perto eles parecem estar de Deus. (Foto: Reprodução).

Aviso aos ateus navegantes: Esse post aqui não tem nada a ver com um post mais antigo que dizia que o Kaku teria descoberto uma fórmula que provava a existência de Deus, que era somente um boato inventado num site de humor que se reproduziu como verdadeiro em outros sites!

Essa matéria está apenas mostrando um vídeo do cientista falando sobre a Teoria das Cordas, Matemática e Física e inferindo sobre a Mente de Deus!

Aliás, nem sou a favor da Teoria das Cordas, pois é um dos modelos falhos de Universos, conforme já mostrado aqui no Blog:

https://exateus.com/2015/12/12/modelos-falhos-de-universos-cenarios-de-cordas/

Segue a Reportagem e o vídeo:

Michio Kaku é um cientista físico teórico de renome mundial. Ele publicou mais de 70 artigos em revistas de física sobre temas como a supersimetria, teoria das supercordas, supergravidade e física hadrônica. Mas a sua mais recente afirmação pode chocar o mundo da ciência e da comunidade ateia.

“Cheguei à conclusão de que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência”, Kaku diz em um vídeo produzido pela Big Think. “Para mim é claro que nós existimos em um planeta que é regido por regras que foram criadas, moldadas por uma inteligência universal e não por acaso”. A conclusão de Kaku é clara. “A solução final pode ser que Deus é um matemático”, disse Kaku. “Acredito que a mente de Deus é música cósmica. A música de cordas de ressonância através do hiperespaço de 11 dimensões”, disse.

Quanto mais os cientistas estudam o universo, mais perto eles parecem estar de Deus. Kaku acredita que ele tem evidências encontradas sobre Deus em seu trabalho e diz que o universo não é um acidente. Ele ajudou na construção da Teoria de Cordas, pioneira do universo sobre a ideia de que o universo é formado por muitas dimensões diferentes de espaço e tempo.

Teoria das Cordas é muito complexa e requer um fundo significativo na física para explicar, mas é favorecida por muitos cientistas, porque sucintamente responde a muitas das perguntas que eles têm sobre o universo. Ainda assim, essa teoria não fornece uma equação completa e satisfatória sobre o universo.

O problema da física são as leis que explicam por que o universo funciona, como faz no nível macro, mas não se aplicam ao nível micro. Einstein da física e da física quântica, tem uma lacuna entre suas explicações sobre o que os cientistas ainda não podem explicar. Por exemplo, porque é que minúsculas partículas quânticas podem se elevar dentro e fora da existência do nada? A teoria das cordas tenta fornecer uma resposta a esta pergunta.

A Criação

Enquanto trabalhava na Teoria das Cordas, Kaku, descobriu o que ele vê como evidência de que o universo é criado por uma inteligência, ao invés de meramente formada por forças aleatórias. Ele sugere sua explicação por meio do que ele chama de “primitivas tachyons semi-raio”. Não existe ainda uma explicação sucinta desta ideia de Kaku e nem do que ele está se referindo a “tachyons”, que são partículas teóricas que se desvinculam de uma outra partícula.

Kaku conclui que vivemos em um universo de estilo Matrix, criado por uma inteligência. “Cheguei à conclusão de que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência”, disse ele. “Acredite em mim, tudo o que chamamos de ‘chance’ hoje não faz mais sentido. Para mim, é bastante claro a existência de um plano que é regido por regras que foram criadas, moldadas por uma inteligência universal e não por acaso”, confessa.

Então, isso significa que Kaku agora acredita em Deus? Sim e não. Ele não chega a se referir a uma divindade religiosa, mas para a comunidade cristã é reconfortante ver que cientistas que pesquisam os mistérios do universo estão a encontrar Deus.

Confira o vídeo (ative as legendas em português):

*Ative a legenda do vídeo abaixo para o português.

https://www.youtube-nocookie.com/embed/ulf2iCHczzE

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO SITE HELLO CHRISTIAN

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Modelos falhos de Universos: Cenários de cordas

A teoria das cordas (ou teoria M), como é conhecida, preocupa-se com os blocos fundamentais de construção de matéria futura, e não com partículas mas com cordas de energia minúsculas, unidimensionais que reverberam. Essa teoria encontra-se e um estado inicial e complexo em que suas equações ainda não foram apresentadas, muito menos solucionadas.

Em mais uma tentativa de tentar superar o começo do universo proposto pelo Bigbang, alguns cosmólogos mesmo sem os cálculos, propõem dois tipos de cenários baseados na Teoria das Cordas, o primeiro deles é o do pré Big Bang, apresentado pelos físicos italianos Gabriele Veneziano e Maurizio Gasperini. Nessa teoria, o Big bang é um evento de transição entre uma fase de contração cronologicamente anterior ao Big bang e uma fase de expansão observada posteriormente.  Antes do Big Bang, originou-se um buraco negro no vácuo estático pré-existente desde  sempre que sucumbiu posteriormente aos valores máximos permitidos para as quantidades mencionadas antes de dar o “rebote” para a expansão atual observada hoje.

Nosso universo é apenas uma dessas regiões de colapso e rebote no âmbito do universo em geral. Dessa maneira evita-se o começo absoluto do universo.

Gasperini e Veneziano não deram a devida atenção das dificuldades decorrentes da suposição de ambos de que o espaço, em sua imensidão, preexistiria eternamente. O que eles fizeram, foi tratar o passado como processo potencialmente  infinito que se aproxima de um limite infinitamente  distante, em vez de entendê-lo como uma seqüência realmente infinita de eventos sem começo, mas com um final no presente.

O mais famoso de todos os cenários das cordas é o cenário ecpirótico proposto primeiramente por Paul Steinhardt. Em sua versão mais recente, o cenário ecpirótico cíclico convida-nos a imaginar duas membranas tridimensionais , num espaço-tempo de cinco dimensões, uma dessas membranas é o nosso universo. A expansão do universo é o resultado é o resultado da colisão da outra “brana” com a nossa, portanto, embora nosso universo esteja em expansão, jamais teve um começo.

Além da natureza especulativa desse modelo, o cenário ecpirótico está cheio de problemas. Segundo o teorema de Vilenkin, qualquer universo cíclico tem um passado incompleto, isto é, uma necessidade de uma singularidade inicial. Portanto tal universo não pode ter um passado eterno. O próprio Steinhardt já reconhece que a implicação do teorema de Vilenkin para cenários ecprióticos é que esse tipo de universo tem um limite no passado em algum ponto metricamente finito.

Referência

Apologética Contemporânea. William Lane Craig

Modelos falhos de Universos – Flutuação no Vácuo

 

Em 1973 Edward Tryon propôs que talvez o universo seria uma partícula virtual que teria sobrevividos à outras, cuja a energia total era zero, produto do vácuo primordial. O Universo material teria surgido quando a energia do vácuo foi transformada em matéria através de uma transição de fase mecânico-quântica.

Esse modelo de Universo indica que ocorrem flutuações no vácuo que evoluem para miniuniversos, nosso Universo seria o resultado de uma dessas flutuações e seu começo relativo não implica o começo do universo como um todo.

Os modelos de flutuação no vácuo caíram na década de 80. O modelo carecia de coerência interna. Dentro de um intervalo finito de tempo existe a probabilidade de que ocorra tal flutuação num ponto qualquer do espaço, portanto poderiam surgir vários universos em todos os setores do vácuo primordial e à medida que se expandissem se aglutinariam e colidiriam uns com os outros.

Para um passando infinito, cada uma das regiões infinitas do vácuo teria gerado um universo que no tempo presente já teria preenchido todo o espaço e os miniuniversos teriam se aglutinados.

De acordo com o cosmólogo quântico Chistopher Isham o modelo de flutuação no Vácuo foi descartado há muito tempo e desde então “não se faz mais muita coisa”.

Referência 

Apologética Contemporânea – Willaim Lane Craig

Quem criou Deus; BigBang; Infinito; Eternidade; Tempo e outras ponderações!

 

Deus não foi criado. Ele sempre existiu. Somente as coisas que tiveram um começo – como o universo – necessitam de um criador. Deus não teve origem, portanto não necessitou ser criado.

Geralmente quando os ateus negam a existência de Deus é porque dizem que o universo não foi criado, ele sempre esteve lá eternamente. Usam a primeira lei da termodinâmica para dizer que a energia não pode ser criada nem destruída.  Várias coisas podem ser dadas em resposta a essa afirmação: 1° que tal forma de afirmação da 1ª Lei, não é cientifica, mas puramente filosófica.

A ciência é amparada na observação, e não existe evidencia observacional  que embasa o valor da referida afirmação de que a energia não pode ser criada nem destruída. Para um melhor encaixe científico a frase deveria ser formulada assim: “Até onde observamos” a quantidade de energia presente no universo permanece constante”.

Uma vez que a primeira lei é adequadamente explanada, ela não diz acerca do universo sendo eterno.  No tocante à primeira lei a energia poderia ou não poderia ter sido criada. A lei afirma que se a energia fosse criada, então até onde se pode observar, a quantidade presente de energia inicial permanece constante desde então.

Mas supondo que a energia do Universo não foi criada, sendo por isso descabido perguntar quem fez o Universo, já que a energia é eterna e ninguém a criou, e então se é descabido fazer essa pergunta pela lógica ateísta, é igualmente descabido perguntar “Quem criou Deus?” uma vez que Deus sempre existiu.

O outro lado da moeda: a 2ª Lei da Termodinâmica

De acordo com a 2ª Lei da Termodinâmica , a energia utilizável está se esgotando no universo. Mas se o universo fosse eterno, ele já deveria ter completamente se esgotado.  Dessa maneira o Universo teve um início.

Alguns argumentam que o universo se recupera automaticamente. Mas esse argumento é puramente especulativo, sem nenhuma evidência real.

Se a quantidade de energia geral presente continua a mesma, a energia usável do Universo está se esgotando, ele jamais teve uma quantidade infinita. Isso significa que o universo teve uma origem.  De acordo com a 2ª Lei , uma vez que o universo está ficando cada vez mais desordenado, ele não pode ser eterno.

Outro argumento que mostra que o universo teve um início é a impossibilidade de um infinito real.

https://exateus.com/2015/08/28/a-segunda-lei-da-termodinamica-e-o-comeco-do-universo/

https://exateus.com/2015/08/27/a-impossibilidade-de-um-infinito-real-o-universo-teve-um-comeco/

Como Deus pode ter criado algo a partir do nada?

É absurdo dizer que o nada causou algo, pois o nada não existe e não tem poder nenhum. Não é absurdo no entanto, dizer que Deus trouxe o universo a existência a partir da não existência.

Isso não quer dizer que Deus pegou um monte de nada e fez o universo a partir disso. Havia Deus e mais nada. Então Deus trouxe algo a existência que, até aquele momento não existia.

Deus também não criou a matéria a partir de matéria pré-existente fora de Deus, como Platão defendia.

Deus também não criou o mundo pegando parte de si mesmo. Deus é infinito e o mundo é finito.

Não há outra alternativa. Deus fez algo que, antes de ser feito, não existia, quer nele ou em outro lugar.

O único lugar que o mundo existiu antes de deus tê-lo feito, foi na sua mente. O mundo preexistiu na mente de Deus como uma idéia que ele trouxe à existência.

Mas energia a partir do nada?

Uma bomba nuclear transforma uma pequena quantidade d
e matéria em uma gigantesca quantidade de energia. Na criação do universo o oposto pode ter acontecido: a partir da energia criou-se a matéria. A famosa fórmula de Einsten enuncia: E = mc2, em outras palavras, a Energia (da luz) sozinha pode levar a criação do universo inteiro.

O principio da incerteza de Heisenberg, diz que nenhum espaço é inteiramente vazio, alguns cientistas dizem que é do vazio, que nunca é vazio, que surge a matéria. É daí que são gerados os elétrons e pósitrons, utilizados nos exames de tomografia. Um elétron e um pósitron acelerados por um laser geram um fóton, que é luz e energia  a partir do nada.

Poderia ser o Bigbang o momento exato do Haja luz? A separação  entre luz e trevas citada no Genesis poderia ser exatamente o momento em que as partículas invisíveis passaram a ser visíveis e o primeiro fóton passou a fornecer a energia para o universo?

Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida  Jó 8:12

E a luz resplandece nas trevase as trevas não a compreenderam Jo 1:5

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.  Jo 1:3

 Só Deus é eterno  – Antes e depois do mundo versículos:

Pai da eternidade (Is 9.6)

Pois mil anos aos seus olhos são como o dia de ontem que se foi (Sl 90.4)

Para o Senhor, 1 dia é como 1000 anos e 1000 anos são como 1 dia (2Pe 3.8)

Mas a misericórdia do Senhor  é de eternidade a eternidade (Sl 103.17)

Antes que houvesse o mundo (Jo 17.5)

Desde os dias da eternidade (Mq. 52)

Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus (Sl 93.2)

Tu és desde a eternidade (Sl 93.2).

O argumento Kalam

O argumento cosmológico kalam pode ser formulado da seguinte maneira:

  1. Tudo que começa a existir tem uma causa
  2. O Universo começou a existir
  3. Portanto o Universo tem uma causa.

Os que são favoráveis ao argumento Kalam sustentam que é realmente impossível que algo proceda do nada sem que haja uma causa.

O tempo

Segundo a Teoria da Relatividade cada pessoa tem sua própria medida de tempo. Se um dia alguém conseguir viajar na velocidade da luz(300.000 km/s o tempo para o viajante passará 10 vezes mais lento do que o tempo de quem ficar na Terra. Envelhecemos mais rápido ou mais lentamente dependendo do sentido de rotação e da velocidade com que viajamos ao redor da Terra. Se existir alguma relação física da rotação da Terra com o tempo, ela irá parar no início da eternidade.

Albert Einstein afirmou que o tempo teve um início. Muitos cientistas afirmam que o tempo começou no momento do Bigbang.

Problemas do BigBang

O Bigbang traz grandes problemas para aqueles que consideram que o processo ocorreu sem a presença de algum tipo de planejador. Primeiro: como teria ocorrido por acaso a precisão necessária para o que observamos? Segundo: há que se considerar o intrigante problema da natureza misteriosa da matéria negra com seu potencial de mudar muitas teorias. Terceiro, é o problema da singularidade durante os primeiros poucos momentos do BigBang, o que reconhecidamente exclui as leis da ciência como as conhecemos.

Por fim, ninguém precisa depender do Big Bang como evidência para crer em Deus, pois a matéria do Universo está organizada em uma configuração tão precisa e versátil que, independentemente do BigBang, a presença de um Deus planejador parece ser necessária.

Referências

A ciência descobre Deus. Ariel A. Roth

Apologética Contemporânea. William Lane Craig

Deus, o esquecido da Ciência. Marcelo Caldana

Quem criou Deus? Ravi Zacharias & Norman Geisler

Modelos Falhos de Universos – Estado Estacionário

estácionario

De acordo com essa teoria, o Universo se encontra em um estado de expansão cósmica – à medida que as galáxias se afastam uma das outras, surge do nada, uma nova matéria para substituí-las.

A teoria do estado estacionário jamais produziu um mínimo de verificação empírica. Esse modelo surge em 1948 por teóricos que estavam sedentos para subverter o modelo padrão do Big bang para restituir o universo eterno.

O deslocamento galático em relação ao vermelho, a nucleossíntese primordial dos elementos da luz e a radiação cósmica de fundo, ao mesmo tempo que corroboram o modelo do Big bang refutam decisivamente o estado estacionário, já que elementos como o hélio e o deutério só poderiam ter sido criados nas condições extremas presentes no primeiro movimento do Big Bang.

Na opinião de maioria dos cosmólogos, a radiação cósmica de fundo tira a aceitabilidade do modelo de estado estacionário.

Referência 

Apologética Contemporânea. William Lane Craig

Deus em Stephen Hawking

Por Pedro M. Guimarães Ferreira S.J*

Stephen Hawking é considerado uma das inteligências mais brilhante desta segunda metade do século. Físico e Cosmólogo, ele é o Lucasian Professor de Matemática em Cambridge (a mesma cátedra ocupada por Isaac Newton e Paul A. M. Dirac). Nascido em 1942, quando ainda estudante de universidade manifestaram-se os sistomas da doença ALS, que afeta os neurônios. Hoje está inteiramente entrevado, comunicando-se com as pessoas através de um sintetizador de voz. Seu cérebro, entretanto, continua ativíssimo, tendo brindado o público não especializado com o excelente livro “A Brief History of Time: From the Big Bang to Black Holes”, Bantam Books, 1988. Este livro fala muito sobre Deus, Hawking parece ser, decididamente, um crente. É o que veremos em várias passagens do livro.

Nossa imagem do universo

Este é o título do 1º capítulo do livro no qual, com precisão e erudição, ele discorre brevemente sobre as diversas Cosmologias ao longo da história da humanidade. Comenta que Santo_Agostinho compreendeu de forma genial que o tempo não existia antes de Deus criar o universo, pois o tempo é uma propriedade do universo.

Hawking diz então: “Pode-se imaginar que Deus criou o universo em qualquer momento, pode-se imaginar que Deus criou o universo no momento do big bang ou mesmo depois e de tal modo a nos fazer imaginar que houve um big bang, mas seria sem sentido supor que o universo foi criado antes do big bang. Um universo em expansão não inclui um Criador, mas coloca limites, quanto ao momento em que ele teria feito a coisa”. Creio que o que Hawking quer dizer é que se houvesse alguma coisa “antes” do big bang, esta coisa não seria o universo, precisamente porque a 2 partir do seu conhecimento nada se poderia prever quanto ao que ocorreria depois do big bang.

É interessante notar que, ainda neste capítulo, Hawking apela para um argumento “teológico” para se decidir a respeito do “estado inicial” do universo. Hawking diz que “parece que Deus criou um universo que evolui de forma regular, de acordo com certas leis. Portanto parece razoável supor que há leis governando o estado inicial do universo”. Hawking usa aqui o argumento inverso ao da 5ª via de São Tomás, que dizia: Há ordem no universo, portanto existe Deus.

No 3º capítulo, “O universo em expansão”, observa: “Muitas pessoas não gostam da idéia que o universo teve um início, provavelmente porque ela faz referência a uma intervenção divina” (“smacks of divine intervention”). E acrescenta, para confirmar, que a Igreja Católica declarou em 1951 que o modelo do big bang está de acordo com a Bíblia.

O 4º Capítulo, “O Princípio da Incerteza”, começa referindo o fato bem conhecido que Laplace, fundado na mecânica newtoniana, julgava que todo o universo, inclusive o comportamento humano, estava sujeito a um rígido determinismo. Tal determinação era rejeitada por muitos que achavam que infringia o poder de Deus de intervir no mundo. E mostra, como é bem sabido, que este determinismo foi radicalmente destruído pela física quântica na sua interpretação probabilística, que acabou sendo consensual entre os físicos. Mas Einstein (falecido em 1955) nunca aceitou que o universo fosse regido por probabilida des, resumindo seus sentimentos com a frase já referida, “Deus não joga dados”.

O 6º Capítulo é sobre os “Buracos Negros”, uma das descobertas mais fantásticas da ciência moderna. Depois de explicar o que são Buracos Negros, Hawking cita Dante a propósito do inferno: “Abandonai toda esperança vós que aqui entrais”.

Assim as singularidades provocadas pelo colapso gravitacional, os buracos negros, ocorrem só em lugares efetivamente “escondidos”, uma vez que são invisíveis. Isto leva Hawking a afirmar que “Deus tem horror da singularidade isolada”, parafraseando hipótese cósmica de Roger Penrose.

No 8º Capítulo, “A origem e o destino do universo” ele relata que (o livro é bastante auto-biográfico) durante a década de 7O ele estudou principalmente os buracos negros mas que a partir de 1981 seu interesse pela origem e destino do universo foi novamente despertado por ocasião de uma conferência organizada pelos Jesuitas da Specola Vaticana.

Este capítulo e o seguinte, “A reta do tempo”, são mais difícies. O autor especula bastante e a palavra “Deus” aparece com frequência nestas páginas. Assim, na pg. 122: “Estas leis [do universo] podem ter sido originalmente decretadas por Deus, mas parece que ele deixou, desde então, que o universo evoluísse de acordo com elas, sem intervir nele.

Na conferência de 1981 no Vaticano, Hawking apresentou um artigo em que propunha que o espaço-tempo não teria fronteira, tal fato sendo também previsto mais tarde pela teoria da gravidade quântica. [Os efeitos quânticos surgem quando as distâncias são pequenas e, usualmente, os efeitos gravitacionais tornam-se importantes em distâncias várias ordens de grandeza maiores. Mas quando ocorre o colapso gravitacional, os 2 efeitos se combinam devido à alta densidade da matéria]

O 10º Capítulo, “A Unificação da Física”, é também bastante especulativo, uma vez que esta unificação não está feita

Hawking comenta: “Alguns iriam argumentar a favor da 3ª possibilidade, dizendo que se houvesse um conjunto completo de leis, isto iria infringir a liberdade de Deus para mudar sua intenção e intervir no mundo. É um pouco como o velho paradoxo: 2 Deus pode criar uma pedra tão pesada que ele não possa levantá-la? Mas a possibilidade de Deus querer mudar a sua intenção é um exemplo da falácia, já apontada por S. Agostinho, de se imaginar Deus existindo no tempo: o tempo é uma propriedade somente do universo que Deus criou. Presumivelmente Deus sabia o que queria quando criou o universo”.

O último capítulo do livro, “Conclusão”, é o menor e o mais “teológico” de todos. Em apenas 4 páginas, a palavra “Deus” aparece 8 vezes e é, aliás, a última palavra do livro. É assim que o livro termina: “No século XVIII os filósofos estudavam todos os aspectos do conhecimento humano, incluindo as ciências, e discutiam questões tais como: O universo teve um início? Entretanto nos séculos XIX e XX a ciência tornouse muito técnica e matemática para os filósofos, sendo o domínio de um poucos especialistas. Os filósofos reduziram de tal modo o es-copo de suas investigações, que Wittgenstein, o mais famoso filósofo deste século, disse: “A única tarefa que sobrou para a filosofia é a análise da linguagem” . Que queda da grande tradição filosófica desde Aristóteles até Kant! Entretanto, se nós descobrirmos uma teoria completa, ela seria, com o tempo, inteligível nos seus grandes princípios, por qualquer um, não apenas por uns poucos cientistas. Então, todos nós, filósofos, cientistas e as pessoas comuns seremos capazes de participar na discussão do porque nós e o universo existimos. Se nós encontrarmos a resposta para esta pergunta, isto seria o triunfo final da razão humana, porque então nós conheceríamos a mente de Deus”.

* O autor é  especializado em Teoria Matemática de Controles. Seus estudos de Teologia e Filosofia foram feitos no Brasil e na Universidade de Innsbruck, na Áustria. Pós-Doutorado na PUC-Rio e COPPE/UFRJ) e nos EUA (Brown University e University of Califórnia at Berkeley). Professor titular do Departamento de Engenharia da PUC e Membro titular da Academia Nacional de Engenharia. É autor do livro A fé em Deus de Grandes cientistas. São Paulo: Ed Loyola, 2009.

Artigo completo aqui:

http://www.fplf.org.br/pedro_varios/Meus%20textos%20teol%C3%B3gicos%20e%20filos%C3%B3ficos/Deus%20em%20Stephen%20Hawking,%201990.pdf

Einstein X Bohr – Determinismo x Livre – Arbítrio?

“Deus não joga dados” – Com essa famosa frase o cientista Albert Einstein queria dizer que o mundo segue as regras de causa e efeito  em que todos os eventos podiam ser determinados, desde que se soubesse todas as informações referentes a todos os eventos precedentes. Diferente do que muitos pensam,  Einstein não pregava o relativismo com a sua Teoria da Relatividade.

“Não diga a Deus o que fazer” – Essa foi a frase que o cientista Niels Bohr recomendou a Einstein. A abordagem quântica do universo que Bohr defendia  era que a natureza não podia mais ser entendida em termos absolutos e fixos.

No mundo subatômico os elementos se comportam ora como ondas ora como partículas, gerando imprevisibilidade no funcionamento do Universo.

Heisenberg criou o famoso principio da incerteza que diz que não se pode saber a posição exata de um elétron.  Com essa informação o cientista concluiu  que a imprecisão é intrínseca à natureza, ou seja o presente não condiciona exatamente o futuro. Há na natureza eventos sem causa definida, tal como a questão da desintegração do núcleo de uma substancia radioativa, ninguém sabe qual será o próximo a desintegrar, nenhum núcleo tem primazia sobre qualquer outro é tudo aleatório.

Para Bohr o observador influencia o objeto observado,ele dizia que muitas características das partículas atômicas nem existiam antes da observação que traz determinadas propriedades a existência.

Einstein criou um experimento teórico chamado EPR, para contradizer as posições de Bohr, o experimento consistia basicamente em acoplar no mesmo eixo dois elétrons, distanciando um do outro, para que quando se estivesse obtendo as informações de um elétron, se obteria indiretamente as informações do outro também. Com isso Einstein queria minar a tese que o observador influencia na observação, pois as informações sobre o segundo elétron não eram observadas, mas inferidas.

Bohr respondeu que o sistema de duas partículas na verdade constitui um todo indivisível, não sendo possível a analise decomposta em partes,  pois estão unidos pela consciência do observador em obter informação de um elétron pela medição do outro.

A Nova física tomou partido de Bohr, a qual a incerteza faz parte da natureza, a objetividade forte que diz que os objetos existem independentes do observador está em desvantagem na epistemologia atual.