Canadá a Torre de Babel fica lá!

O Canadá é famoso por seu multiculturalismo que tem raízes históricas, por conta disso virou um paraíso LGBT e islâmico! Assistam:

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Mais uma de Papa Francisco: “Terrorismo islâmico não existe”!

Papa Francisco segue sua agenda global fomentando o ecologismo através da falácia do aquecimento global e tentando mascarar o terrorismo islâmico! Sabemos que quem manda no Papa hoje é o Globalista famigerado George Soros! Então a dupla do marxismo cultural está formada George e Jorge! Assistam:

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REAL MADRID RETIRA CRUZ DE ESCUDO PARA NÃO DESAGRADAR MUÇULMANOS

O escudo do Real Madrid foi alterado por causa de um acordo comercial com o grupo varejista Marka, dos Emirados Árabes Unidos, que recebeu direitos exclusivos para “produzir, distribuir e vender produtos do Real Madrid”, em países como Dubai, Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Bahrein e Omã.

Como são predominantemente muçulmanos, o tradicional símbolo cristão, foi eliminado para não ferir “sensibilidades culturais”. O vice-diretor da Marka, Khaled al-Mheiri, afirmou: “Temos de levar em conta que em partes do Golfo as pessoas são sensíveis a produtos que tem a cruz”.

A empresa acredita que as vendas de produtos do Real Madrid podem ser alteradas com a mudança. O acordo renderá aos cofres do time cerca de 50 milhões de euros nos próximos cinco anos.

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Escudo Real Madrid sem cruz.

O símbolo cristão faz parte do escudo do time desde 1920. Ele já foi retirado outras vezes por causa do mercado islâmico. Em 2014, o Real removeu a pequena cruz de seu escudo quando passou a usar camisas com patrocínio do Banco Nacional de Abu Dhabi.

Na mesma época, o Barcelona, que também possui uma cruz no escudo, anunciou que se recusaria a alterá-lo. O time já teve patrocínio de instituições do Oriente Médio, como a Qatar Aiways e o United Arab Bank, mas sempre manteve o escudo original, criado em 1910.

Por Jarbas Aragão – Gospel Prime
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Eslováquia é o primeiro país da Europa a impedir oficialmente a propagação do Islamismo!

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“Precisamos fazer todo o possível para que nenhuma mesquita seja construída aqui”, alertou Andrej Danko.

Eslováquia impede oficialmente a propagação do Islã.

(04/12/2016) – O Parlamento eslovaco aprovou esta semana uma lei que visa impedir a propagação do Islã. Em um sinal de desobediência aos esforços da União Europeia para aceitar indiscriminadamente o grande afluxo de imigrantes, a grande maioria muçulmanos, o primeiro-ministro Robert Fico defendeu medidas restritivas.

A partir de agora, para ter o status de religião oficialmente reconhecida, o projeto de lei proposto pelo Partido Nacional Eslovaco (SNS), determina que são necessários pelo menos 50.000 membros. Caso queira receber qualquer subsídio do estado, como abrir suas próprias escolas e instituições, uma religião precisa desse reconhecimento. Oficialmente, a Eslováquia tem menos de 5.000 islâmicos.

O SNS destaca que essa nova lei evita o registro de movimentos que são apenas provocações,  como a Igreja do Monstro de Espaguete Voador, que reúne seguidores em todo o mundo, a maioria ateus.

“A islamização já começou e devemos nos dar conta do que vamos enfrentar em cinco ou dez anos. Precisamos fazer todo o possível para que nenhuma mesquita seja construída aqui no futuro”, ressaltou o presidente do SNS, Andrej Danko.

Ano passado, o Ministério do Interior da Eslováquia afirmou que somente imigrantes cristãos seriam aceitos no país. Atualmente, 92,5% da população se identifica com esta religião. Mais:

https://exateus.com/2016/11/27/cardeal-desmente-papa-cristaos-e-muculmanos-nao-adoram-o-mesmo-deus/

PAPA FRANCISCO VOLTA DEFENDER O ISLÃ: “NÃO É JUSTO ASSOCIAR O ISLÃ À VIOLÊNCIA”; ENQUANTO ISSO, ALCORÃO MANDA MATAR OS INFIÉIS

Papa tenta desvincular ataques terroristas do islã: “religiões querem a paz”

O Deus cristão é o mesmo deus do islamismo?

Diferenças entre o Cristianismo e o Islamismo!

https://exateus.com/2016/05/29/jesus-e-superior-a-maome/

O Alcorão é a Palavra de Deus?

Há milagres no Islamismo?

Campanha muçulmana diz que Jesus é escravo de Alá

A nova lei foi aprovada por dois terços do Parlamento, numa aliança rara entre partidos da base do governo e os da oposição. Os legisladores rejeitaram uma proposta mais extrema, do Partido Popular Nossa Eslováquia, que desejava fixar em 250.000 o número mínimo de membros de cada religião reconhecida.

As dificuldades da União Europeia em integrar os milhões de imigrantes que chegaram ao continente desde o início de 2015, aliados a uma série de ataques terroristas realizados por pessoas que se identificam como islâmicas contribuíram para a decisão.

Como a Eslováquia atualmente preside o Conselho da União Europeia, especialistas temem que esse anúncio possa influenciar outros países a fazer o mesmo. Embora não tenha proibido abertamente o Islã, a Hungria se recusou a receber refugiado islâmicos.

Ao mesmo tempo, na Holanda, onde as eleições ocorrem em março de 2017, o favorito ao cargo de primeiro-ministro é Geert Wilders, cujo partido já anunciou que pretende banir o Alcorão e fechar as mesquitas.

Além da Eslováquia, Angola na África e China na Ásia são os únicos países com leis que impedem a propagação do Islã em seu território. [Com informações de ABC / Via: GOSPEL PRIME]

GERMANISTÃO? DEPOIS DE OCUPAÇÃO ISLÂMICA, AGORA SÃO OS ALEMÃES QUE ESTÃO DEIXANDO EM MASSA A ALEMANHA

Um número cada vez maior de alemães está abandonando os bairros nos quais residiram a vida inteira enquanto outros estão deixando a Alemanha para sempre à medida que a imigração em massa vem transformando regiões do país radicalmente, a ponto de ficarem irreconhecíveis.

Dados da agência de estatísticas alemã Destatis, mostram que 138.000 alemães deixaram a Alemanha em 2015. A expectativa é que mais emigrem em 2016. Em um artigo sobre a fuga de cérebros intitulado “O talento alemão está deixando em massa o país”, o jornal Die Weltreportou que mais de 1.5 milhão de alemães, muitos deles altamente qualificados, deixaram a Alemanha na década passada. Leia também:

https://exateus.com/2016/05/10/genocidio-cristaos-sao-mortos-e-cortados-em-pedacos-no-congo/

As estatísticas não dizem o porquê dos alemães estarem emigrando, mas segundo rumores muitos estão acordando para o verdadeiro custo — financeiro, social e cultural — da decisão da Chanceler Angela Merkel de permitir a entrada no país de mais de um milhão de migrantes, em sua maioria muçulmanos, em 2015. A expectativa é a de que pelo menos 300.000 migrantes cheguem à Alemanha em 2016, de acordo com Frank-Jürgen Weise, chefe do departamento de migração do país, BAMF.

A migração em massa tem — entre os inúmeros problemas que o país está enfrentando — contribuído para a crescente sensação de insegurança na Alemanha, que está diante de uma escalada de crimes cometidos por migrantes, incluindo a epidemia de estupros e ataques sexuais. A migração em massa também está acelerando a islamização da Alemanha. Muitos alemães parecem estar perdendo a esperança em relação à futura direção que o país irá seguir.

No auge da crise migratória em outubro de 2015, cerca de 800 cidadãos se aglomeraram na câmara municipal em Kassel/Lohfelden para protestar contra uma decisão unilateral do governo local de erguer abrigos para migrantes na cidade. O Presidente de Kassel, Walter Lübcke, respondeu àqueles que não concordam com a política de portas abertas para a imigração do governo que eles são “livres para deixarem a Alemanha assim que o desejarem”.

Esta resposta ecoou em um audacioso ensaio publicado em outubro de 2016 pelo jornal Der Freitag, (também publicado pela Huffington Post Deutschland, que posteriormente excluiu o post). No artigo, Aras Bacho, imigrante sírio de 18 anos de idade sugeriu aos alemães que estão furiosos com a crise migratória que deixem a Alemanha. Ele ressaltou:

“Nós, refugiados… estamos fartos dos cidadãos furiosos (Wutbürger). Eles insultam e incitam como loucos… Sempre há esses incitamentos de desempregados racistas (Wutbürgern), que passam o tempo todo na Internet esperando até que apareça um artigo sobre refugiados. Depois começam a pipocar os vergonhosos comentários…

“Olá, vocês furiosos cidadãos desempregados (Wutbürger) na Internet. Como está a educação de vocês? Por quanto mais tempo vocês vão continuar distorcendo a verdade? Vocês não sabem que estão espalhando mentiras todo santo dia? O que vocês fariam se estivessem na pele deles? Bem, vocês teriam fugido!

“Nós, refugiados… não queremos viver no mesmo país que vocês. Vocês podem, e eu acho que deveriam deixar a Alemanha. E por favor, levem a Saxônia e a Alternativa para a Alemanha (AfD) com vocês.

“A Alemanha não serve para vocês, por que você moram aqui? Por que vocês não vão para outro país? Se este é o seu país, prezados cidadãos furiosos (Wutbürger), então se comportem civilizadamente. Caso contrário, vocês podem simplesmente fugir da Alemanha e procurar um novo lar. Vão para os Estados Unidos, para Donald Trump, ele vai amar muito vocês. Nós estamos cheios de vocês!”

Em maio de 2016 a revista semanal Focus, relatou que os alemães estão se mudando para a Hungria. Uma corretora de imóveis em uma cidade perto do Lago Balaton, um destino turístico muito procurado no oeste da Hungria, contou que 80% dos alemães que estão mudando para lá culpam a crise migratória como o principal motivo que os incentiva a deixarem a Alemanha.

Um cidadão alemão, que emigrou da Alemanha recentemente e que pediu para não ser identificado escreveu uma “Carta Aberta ao Governo Alemão”. O documento, que foi publicado no site Politically Incorrect, afirma:

“Há poucos meses eu emigrei da Alemanha. Minha decisão não foi tomada por motivos financeiros e sim, principalmente, devido à minha insatisfação com a atual situação política e social em minha terra natal. Em outras palavras, acredito que eu e especialmente meus filhos terão uma vida melhor em outro lugar. Melhorpara mim neste contexto significa, acima de tudo, uma vida em que eu possa desfrutar da liberdade, autodeterminação e salários dignos, no que diz respeito à tributação.

“Entretanto eu não quero fechar as portas e apenas ir embora discretamente. Eu gostaria, por meio desta, explicar de uma forma construtiva porque eu decidi deixar a Alemanha.

1. “Eu acredito que não há lugar para o Islã na Alemanha. Eu considero o Islã uma entidade estrangeira que trouxe mais problemas do que benefícios ao Ocidente. Na minha opinião muitos seguidores desta religião são mal-educados, exigentes e desprezam a Alemanha. Em vez de darem um basta à islamização na Alemanha (e ao consequente fim da nossa cultura e liberdade), a maioria dos políticos, ao que tudo indica, está mais preocupada em ser reeleita e, consequentemente prefere ignorar ou minimizar o problema do Islã.

2. “Eu acredito que as ruas alemãs são menos seguras do que deveriam ser, dadas as nossas oportunidades tecnológicas, legais e financeiras.

3. “Eu acredito que a UE tem uma deficiência democrática que limita a minha influência como cidadão democrático.

4. “Eu acredito que a imigração está causando mudanças importantes e irreversíveis na sociedade alemã. Estou furioso que isso esteja acontecendo sem a aprovação direta dos cidadãos alemães, mas mesmo assim está sendo imposta por vocês aos cidadãos alemães e à próxima geração.

5. “Eu acredito que a mídia alemã está desistindo cada vez mais da sua neutralidade e que a liberdade de expressão neste país só existe de forma limitada.

6. “Eu acredito que na Alemanha os preguiçosos estão sendo bajulados enquanto os trabalhadores estão sendo punidos.

7. “Eu acredito que é uma vergonha que os judeus da Alemanha devam, de novo, ter medo de serem judeus.”

Muitos alemães têm notado a tendência de uma integração inversa, na qual se espera que as famílias alemãs se adaptem aos costumes e hábitos sociais dos migrantes, e não o contrário.

Em 14 de outubro, o jornal Tageszeitung de Munique publicou uma carta profundamente emotiva e sincera de uma mulher chamada “Anna”, mãe de dois filhos, que escreveu sobre a sua decisão de mudar com a família para fora da cidade porque os migrantes estavam tornando sua vida insuportável. Na carta, dirigida ao prefeito de Munique Dieter Reiter, ela assinala:

“Hoje eu quero escrever-lhe uma espécie de carta de despedida (Abschiedsbrief) explicando porque eu juntamente com a minha família estamos deixando a cidade, mesmo que, provavelmente, ninguém se incomode.

“Eu tenho 35 anos de idade, moro aqui com meus dois filhos ainda pequenos e meu marido em uma luxuosa casa geminada com garagem. Portanto, poder-se-ia dizer que estamos muito bem segundo os padrões de Munique … Moramos em uma casa muito confortável com muito espaço ao lado de um parque com muito verde. Então por que uma família como a nossa iria resolver mudar de cidade? ….

“Suponho que seus filhos não fazem uso de espaços públicos, que eles não usam transporte público e que não frequentam escolas públicas em “áreas problemáticas”. Também imagino que vocês e outros políticos raramente, se é que algum dia deram uma volta por aqui.

“Continuando, em uma manhã de segunda-feira eu participei de um pequeno café da manhã para mulheres do bairro patrocinado pela Cidade de Munique. No café da manhã eu me encontrei com 6 ou 8 mães, algumas vieram com seus filhos. Todas usavam véus e nenhuma falava alemão. Os organizadores do evento rapidamente me informaram que provavelmente eu iria ter dificuldade em me integrar (ipsis litteris!!!). Devo salientar que sou alemã. Falo alemão fluente… e não uso véu. De modo que dei um breve sorriso e disse que gostaria de tentar me integrar. Infelizmente, pelo fato de que foi pedido a todas que trouxessem algo para beliscar, eu trouxe um sanduíche de salame e presunto para o café da manhã, . Então é claro que assim eu tinha ainda menos chance de me integrar.

“Não foi possível falar alemão com ninguém no café da manhã das mulheres, que na verdade foi organizado com o intuito de promover a integração, mas ninguém estava interessado nisso. Os organizadores não insistiram que se falasse alemão e as mulheres, que pareciam fazer parte de um grupo árabe/turco, simplesmente queriam usar o recinto.

“Então perguntei acerca do brunch familiar… Fui avisada que o brunch seria realizado em recintos separados. Homens em um recinto e mulheres em outro. No começo pensei que se tratava de uma piada de mau gosto. Infelizmente, não era…

“De modo que a minha impressão em relação a esses eventos para promover a integração é lastimável. Não há nenhum tipo de interação!!! Como é possível a cidade de Munique tolerar uma coisa dessas? Na minha opinião, todo o conceito desses eventos para promover a integração deve ser questionado… Fui informada que não posso incluir carne de porco na lancheira do meu filho!!! Olá?! Nós estamos aqui na Alemanha! ….

“Resumindo, eu acho que a situação faz com que eu sinta que nós somos realmente indesejados aqui. Que a nossa família realmente não se enquadra aqui. Às vezes meu marido diz que ele tem a sensação de que agora somos a maior minoria sem nenhum lobby. Para cada grupo há uma instituição, um local, um interesse público, mas para nós, um casal heterossexual, casado, com dois filhos, não desempregado, nem deficiente nem islâmico, para pessoas como nós não há mais nenhum interesse.

“Quando eu disse na escola do meu filho que estávamos pensando em sair da cidade e as razões que nos levaram a isso, fui veementemente atacada pela direção da escola. Por causa de pessoas como nós, disseram eles, é que a integração não funciona, precisamente porque nós tiramos nossos filhos. Pelo menos duas mães se exasperaram de maneira ofensiva. A direção da escola me tachou de “xenófoba”.

“É exatamente por esta razão que pessoas como eu perderam a paciência e resolveram votar para outros partidos políticos… Sendo bem franca, visitei cerca de 50% dos países do mundo, tenho mais amigos estrangeiros que alemães e não tenho absolutamente nenhum preconceito ou aversão a pessoas por conta de sua origem. Vi muitas coisas mundo afora e sei que a forma com que a integração está sendo conduzida aqui fará com que outros também cheguem a este tipo de conclusão: ou mandamos nossos filhos para escolas particulares, jardins de infância ou mudamos para outras comunidades. Bem, então, até logo!!!”

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter.

Por que as feministas ocidentais não se preocupam com as mulheres muçulmanas?

Por Ayaan Hirsi Ali

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O texto abaixo é a transcrição do vídeo:

A cultura importa. É a fonte primária de progresso ou retrocesso. Não vemos isso melhor do que ao ver o status das mulheres. A cultura judaico-cristã, ou talvez, numa palavra melhor, sua civilização, produziu através dos tempos um código de leis, linguagem e prosperidade material que elevou grandemente o status das mulheres.

Mas esse progresso não é compartilhado em todo lugar. Há ainda centenas de milhares de pessoas que ainda vivem em uma cultura, a islâmica, por exemplo, que toma a inferioridade da mulher como algo certo. Até recentemente, essas duas culturas, a ocidental e a islâmica, estavam bem separadas. Mas isto está mudando. Drasticamente! Um grande número de homens imigrantes vindos do Oriente Médio, Sul da Ásia e partes da África trouxeram um conjunto diferente de valores para o Ocidente. Especificamente à Europa. Mais de um milhão chegou só em 2015. Mais estão a caminho. Como resultado, os crimes contra mulheres e meninas, apalpadelas, assédios, ataques e estupros, aumentaram demais.

Estes crimes ilustram a diferença gritante que existe entre a cultura ocidental das vítimas e aquela dos agressores. Deixe-me ser clara! Nem todo homem imigrante – nem mesmo a maioria – se envolve em crimes sexuais ou aprovam tais ataques. Mas é um erro grave negar que o sistema de valores dos agressores é radicalmente diferente do sistema de valores do Ocidente. No Ocidente, as mulheres são emancipadas e sexualmente autônomas. A religiosidade e o comportamento sexual são determinados pela vontade individual da mulher. O outro sistema de valores é aquele em que as mulheres são vistas como propriedades, cujo valor depende da virgindade, ou estará ao nível de uma prostituta se culpada de imoralidade pública, ao usar uma saia curta, por exemplo. Eu não acredito que esses dois sistemas de valores possam coexistir. A pergunta é: qual dos dois sistemas vai prevalecer? Infelizmente isso permanece como uma pergunta sem resposta. A situação na Europa é profundamente problemática. Não apenas as mulheres muçulmanas na Europa são oprimidas de muitas maneiras, como também essas normas correm o risco de serem estendidas às mulheres não muçulmanas, que enfrentam assédio de homens muçulmanos.

Alguém poderia pensar que as FEMINISTAS americanas e europeias ficariam perturbadas pela óbvia misoginia. Mas infelizmente – com poucas exceções- esse NÃO parece ser o caso. Muito comum entre muitas feministas ocidentais é uma espécie de confusão moral em que se diz que as mulheres são oprimidas em todo lugar e que esta opressão, nas palavras da feminista Eve Ensler – “é exatamente a mesma em toda parte do mundo, no Ocidente, assim como no Paquistão, Arábia Saudita e Irã”. Para mim, isso é uma overdose de RELATIVISMO MORAL e entendimento inadequado sobre a lei islâmica (sharia).

É verdade que a situação das mulheres no Ocidente não é perfeita. Mas pode alguém sinceramente negar que as mulheres gozam de grande liberdade e oportunidade nos EUA, França, ou Finlândia; do que no Paquistão, Irã ou Arábia Saudita?

Outras feministas também argumentam que as mulheres não ocidentais não precisam ser salvas. E que qualquer sugestão de que elas precisam da ajuda das ocidentais é ofensiva e paternalista com as mulheres não ocidentais.

Minha perspectiva é a da prática. Qualquer esforço que ajude a mulher muçulmana – seja no Ocidente seja sob governos islâmicos – deve ser encorajado. Todo esforço que faça pressão a esses governos a mudarem suas leis injustas deve ser apoiado. Feministas ocidentais e políticos do sexo feminino têm uma escolha simples a fazer. Ou desculpar o indesculpável, ou exigir reformas em culturas e doutrinas religiosas que continuam a oprimir as mulheres. Nada ilustra melhor isso do que o que aconteceu na véspera de ano novo em Colônia, na Alemanha, 2015.

Naquela noite, durante a celebração tradicional da cidade, numerosas mulheres alemãs, 467 pela última contagem – disseram ter sido sexualmente molestadas ou atacadas por homens do Norte da África e de origem árabe. Em dois meses, 73 suspeitos têm sido identificados, a maioria do Norte da África, 12 deles tiveram ligações com crimes sexuais, e mesmo assim, em resposta aos ataques, a feminista prefeita de Colônia Henriette Heker emitiu instruções de “um braço de distância” para as mulheres. “Apenas mantenha distância entre você e um grupo de homens árabes” – foi o conselho que ela deu à população feminina – “e você estará segura”. Os comentários da prefeita Henriette Hecker destacam a seriedade do problema. Um choque de culturas está diante de nós.

O primeiro passo para resolver isso é: defender- sem sentir vergonha – os valores que permitiram que as mulheres prosperassem. As feministas – com suas organizações, redes e poder de pressão – precisam estar na linha de frente dessa batalha. A importância delas depende disso. Assim como o bem estar de incontáveis mulheres – ocidentais ou não.

Eu sou Ayaan Hirsi Ali, da universidade de Harvard para a Universidade de Prager.

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Sobre a autora: Ayaan Hirsi Ali é uma ex-muçulmana nascida na Somália que se tornou famosa ao publicar uma autobiografia intitulada Infiel- a história de uma mulher que desafiou o Islã. Também é autora de outros livros: A Virgem na Jaula eNômade. Porém seu mais novo livro chama-se Herege – por que o Islã precisa de uma reforma imediata. Todos os seus livros são publicados no Brasil pela editora Companhia das Letras. Formada em Ciências Políticas, Ayaan Hirsi Ali é a mais notória das pessoas que criticam o Islã e faz frequentes aparições na mídia em todo o mundo.

Via: Ex-muçulmanos