A Inquisição Espanhola e a Perseguição aos Protestantes!

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Foi por volta de 1519 que os primeiros escritos de Lutero chegaram à Espanha, entre eles o seu comentário de Gálatas. Vindo dos Países Baixos, os livros dos reformadores iam penetrando na Espanha. Logo a Inquisição começou a tomar medidas para a destruição e proibição desses escritos.

Antes do final do reinado de Carlos V, algumas comunidades protestantes já existiam em Valhadolide e Sevilha. Juliano Hernandez o “Julianinho” foi um dos primeiros mártires que a Inquisição Espanhola abateu, fora levado várias vezes à câmara de torturas, não negou a sua fé e nem revelou o nome de seus irmãos. Depois de três anos de prisão e torturas, antes de ser levado à fogueira pronunciou as seguintes palavras:

“Coragem, camaradas! Esta é a hora em que devemos nos mostrar valentes soldados de Jesus Cristo. Demos fiel testemunho de sua fé diante dos homens e dentro de poucas horas receberemos o testemunho de sua aprovação diante dos anjos!”

Constantino Ponce de La Fuente, pregador da Catedral de Sevilha, era um estudioso das doutrinas protestantes. O convento de São Isidoro era outro centro de divulgação e estudos do protestantismo, com isso, os monges começaram a ler mais as Escrituras e dar menos atenção às rezas e ritos tradicionais. O protestantismo também chegou às freiras de Santa Clara e as cistercienses de São Belém.

Quando o protestantismo começa a chegar aos leigos das comarcas, prepara-se a tormenta, alertados, os monges de Santo Isidoro resolveram fugir para Genebra. Entre eles: João Perez, Cassiodoro de Reina e Cipriano de Valera, grandes tradutores e incentivadores da Bíblia na Espanha.

Centenas de pessoas em Sevilha e Valhadolide foram levadas às prisões da Inquisição, a guarda foi reforçada para que o povo não libertasse os presos. Constantino de La Fuente o Pregador de Sevilha, teve suas obras descobertas e estava entre esses presos, logo após em outras cidades, a Inquisição também prendeu várias pessoas.

Os processos inquisitoriais duravam por muito tempo, fazendo com que muitos morressem devido às más condições dos cárceres, antes mesmo de receberem o veredicto final. Um dos casos mais famosos foi o de Constantino que morreu de disenteria em uma prisão imunda, os inquisidores então inventaram a falsa história que ele teria se suicidado ingerindo vidros.

Numero de mortes:

1559 – Valhadolide – 27 pessoas mortas, 32 castigas publicamente

1559 – Sevilha – 21 pessoas mortas, entre elas 4 monges de Santo Isidoro que não haviam fugidos!

1560 – Sevilha – 14 pessoas mortas.

Durante os próximos dez anos, os autos de fé da Inquisição se multiplicaram e a cada ano houve pelo menos uma dúzia de pessoas mortas.

Houve também outras penas como confisco de bens, prisão perpetua, vestir sambenito etc. Desse modo, as mortes e punições aos luternos na Espanha foi bastante grande.

Muitos protestantes acabaram fugindo em meio às perseguições e fundaram várias igrejas protestantes espanholas em Amberes, Estrasburgo, Genebra, Hesse e Londres. Esses exilados traduziam a Bíblia para o Castelhano. Em 1602 Cassiodoro, um dos monges que haviam fugido, teve sua versão da Bíblia publicada, que chegou a ser a versão das Escrituras mais usada entre os protestantes espanhóis até recentemente.

Referência

História Ilustrada do Cristianismo. A Era dos Reformadores até a Era Inconclusa. Justo L Gonzales. Vida Nova.2011

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O protestantismo é o pai do Individualismo e do Estado Laico?

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Católicos tridentinos costumam colocar a culpa no protestantismo em tudo o que aconteceu de ruim no pensamento humano pós-reforma! Colocam na conta do protestantismo o ateísmo e até mesmo o satanismo! No caso do individualismo e do Estado Laico, são coisas que só quem as acha ruim é o próprio catolicismo tridentino, mas será mesmo que o protestantismo foi o iniciador delas? Só lembrando que no afã de querer manchar o protestantismo, os católicos tridentinos acabam caindo em muitas contradições! Uma delas é considerar Lutero uma hora como o pai do Fideísmo e outrora como o pai da racionalidade moderna iluminista! Passaremos analisar esses fatos:

Lutero foi o precursor do individualismo e do racionalismo iluminista?

A ideia propagada por alguns historiadores, de que Martinho Lutero teria sido o iniciador do individualismo  e do racionalismo, possuiu o intento já no século XIX de mostrar a Alemanha como a grande idealizadora da civilização moderna e de tudo de valioso que ela trouxe. Mas essa ideia (utilizada pelos tridentinos) não se ajusta à verdade histórica, pois Lutero atacou e muito o racionalismo, proferindo termos como a “porca razão”, e a  “rameira razão”.

Lutero dava muita importância à Igreja para ser acusado pejorativamente de individualista, os próprios renascentistas italianos e muitos Papas eram renascentistas, foram bem mais individualistas do que Lutero.

Lutero nunca quis acabar com a Igreja, apesar de sua intransigência e desobediência justificáveis em relação às autoridades da época. Lutero repetidamente chamou a Igreja de mãe. Embora pregando a doutrina bíblica do sacerdócio real, em que cada um é sacerdote e tem livre acesso ao Pai, Lutero nunca pregou o isolamento, mas sim uma vida cristã no meio de uma comunidade de fiéis. Na verdade a doutrina do sacerdócio real não visa abolir a Igreja, mas sim aumenta a sua necessidade em vista que agora cada crente é sacerdote dos demais.

Lutero nunca quis abolir os sacramentos, apesar de reduzi-los a dois: O batismo  e a ceia. Esses sacramentos oriundos diretamente de Cristo, só podem chegar até nós através da Igreja, assim pregava Lutero.

Portanto as acusações católicas contra Lutero não procedem e chegam até mesmo a ser contraditórias, devido a oposição entre racionalismo e fedeísmo, como já expliquei na introdução deste texto.

Sobre o Individualismo, A Revolução Industrial  e a Igreja:

A Revolução Industrial causou grande impacto sobre a economia mundial, fazendo com que as populações rurais corressem paras as cidades, onde encontrariam trabalho, já que suas terras também já eram usadas para a produção de matérias-primas para a indústria. Nas cidades os recém-chegados viviam em péssimas condições, rompendo os laços da família extensa (pais, filhos, tios, avós) a família estava se reduzindo à sua expressão mínima (pais e filhos) com a perda das tradições familiares. Cada pessoa passou a cada vez mais ser responsável por sua própria vida, ou seja, o individualismo se fortaleceu com a Revolução Industrial. Imagem relacionada

Podemos perceber que as acusações católicas contra o protestantismo ter criado o individualismo, partem da lógica que as igrejas ditas como pietistas não seguem  o modelo da Igreja Católica e nem mesmo das Nacionais Protestantes que obrigavam os cidadãos a ser membros dessas igrejas. Só que o individualismo como subjetividade mais aguçada, começa a se desenvolver na época da  Revolução Industrial, como já mostrei, ou seja, séculos após o nascimento das primeiras igrejas pietistas como a Batista, Presbiteriana e Metodista.

É lógico que o individualismo, que já crescia desde a Revolução Francesa, favoreceu o crescimento dessas igrejas pietistas, em que os membros são membros por decisão própria e sustentam a Igreja, diferente das Igrejas nacionais que eram sustentadas pelo Estado e que obrigava os cidadão a ser membros dela. Foi a partir do pietismo que as grandes missões de evangelismo protestantes começaram e se expandir pelo mundo.

O Estado Laico

Os católicos tridentinos também acusam falaciosamente o protestantismo de ter originado o Estado Laico. Ressaltando também que o Estado Laico só é ruim para o próprio catolicismo. Mas o Estado Laico foi conseqüência das próprias guerras religiosas como a Guerra dos trinta anos entre católicos e protestantes e da perseguições católicas aos protestantes como foi a perseguição aos huguenotes na França e até mesmo de católicos contra católicos como foi a perseguição do catolicismo à corrente católica jansenista também na França. Quando falo em perseguição, inclui-se expulsões, prisões e mortes.

A partir daí, cada vez mais os pensadores, principalmente os iluministas, concluíram pelos fatos acontecidos, que era melhor separar a religião das questões de Estado. É certo também que o positivismo de Augusto Comte unido ao liberalismo econômico produziu um movimento anticatólico, até mesmo na América Latina em que o Clero ainda considerava a Espanha como o centro do Universo.

Voltaire, o famoso pensador iluminista, chegou a defender a causa protestante, não porque nutria simpatias pelo protestantismo, mas porque a perseguição católica aos protestantes lhe pareceu absurda e criminosa.

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Enfim, desde a Revolução Francesa em diante, tanto o catolicismo, quanto o protestantismo tiveram que se deparar com novas realidades políticas, econômicas, sociais e intelectuais, e enquanto o protestantismo procurou se adaptar a essa nova realidade, o catolicismo seguiu rumo contrário, sendo assim até a 1ª Guerra mundial. O certo é que na atualidade o catolicismo através do Vaticano II é mais progressista do que as idéias que os tridentinos combatem. Ou seja, os tridentinos além de falaciosos, são rebeldes à sua própria igreja.

Referência

História Ilustrada do Cristianismo. A Era dos Reformadores até a Era Inconclusa. Justo L Gonzales. Vida Nova.2011

Contribuições do protestantismo para a Civilização Ocidental

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É muito decantado na Internet, principalmente por apologistas católicos, o legado ou os avanços de nossa civilização a partir dos feitos da Igreja Católica, conceito que ganhou força principalmente nas idéias do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, o qual prega uma espécie de revisionismo histórico que nega as cruzadas, a inquisição e ataca o protestantismo, possuindo muitos seguidores fanáticos que levam a frente as suas ideias. Dentre esses feitos o mais destacado é a criação ou sistematização das Universidades pelo Catolicismo. Apologistas evangélicos já discutem se foi mesmo a Igreja Católica que fundou ou sistematizou as primeiras Universidades, não iremos entrar nesse mérito, como o próprio título da postagem indica, falaremos sobre os avanços que o protestantismo trouxe à Civilização Ocidental, dentre esses avanços também está à sistematização, organização e criação de muitas Universidades.

A primeira grande área em que a Reforma do século XVI, exerceu grande influência foi a familiar. Martinho Lutero é considerado o fomentador do modelo de família que se tornou padrão no ocidente, mas que hoje está em declínio. A mentalidade católica na Idade Média, não considerava que criar uma família redundasse em glória para Deus, pois isso era considerado mundano, comum, e, portanto, os fiéis mais devotos deveriam se separar dessas preocupações e concentrar-se em sua ascensão espiritual na escala da experiência cristã.

Na igreja católica as relações sexuais eram vistas como um mal necessário para o propósito da procriação. Os reformadores causaram grande escândalo ao dizer que o sexo também tinha o propósito de prazer e comunhão no relacionamento entre marido e mulher. A imagem de família que recebemos da Reforma é uma família sentada em volta da mesa orando, lendo a Bíblia e cantando, tocando instrumentos, jogando e brincando, a família foi valorizada como propósito de Deus para a vida em comunidade.

Outra área em que a Reforma exerceu influência foi a da arte. Dois princípios entraram em vigor com o protestantismo. O primeiro princípio prega a aceitação do mundo como criado por Deus, sob o cuidado de Deus, embora caído. O segundo princípio defende que não é necessário sacralizar a arte, exigindo que ela seja um instrumento moral ou religioso a favor da igreja.

É verdade que a cosmovisão medieval produziu maravilhosas obras de arte, no entanto, a cosmovisão da Reforma libertou a arte do jugo religioso, permitindo que ela se tornasse um empreendimento autônomo. Podemos citar como artistas que se destacaram nesse período: Rembrandt van Rijn, Johannes Vermeer, Lucas Cranach e Albrecht Durer, todos estes tinham em comum a devoção ao evangelho recém-descoberto pelos reformadores.

Outra área em que a Reforma também exerceu influência foi a musical. Johann Sebastian Bach foi o maior exemplo protestante nesta esfera. No inicio de suas obras, Bach escrevia: Jesu Juva! – “Jesus, ajuda!” e, no final, depois de escrever a última nota, gravava: Soli Deo Gloria! – Somente a Deus a glória. Podemos citar como outros exemplos de artistas de mentalidade reformada: Clement Marot e Louis Bougeois, que musicaram os salmos cantados pela igreja reformada na Suíça. Todos esses artistas exerceram suas vocações tanto na esfera puramente musical como na esfera do culto, sem confundir ou subordinar uma à outra.

Outra área em que a Reforma atuou foi a da literatura. A era dourada da Literatura Inglesa, foi fruto da Reforma, caracterizada pelo romance moderno, os estudos históricos e uma variedade de experimentos literários. Os principais representantes desse período são: Edmund Spencer, John Donne, George Herbert, John Milton e John Bunyan. No século XX essa tradição foi retomada por escritores como Dorotthy L. Sayers e C.S Lewis, que apesar de não serem necessariamente reformados, usaram a ficção e a fantasia para transmitirem verdades cristãs.

A ciência também foi outra esfera  que a Reforma influenciou. Uma vez que se ganha espaço para a observação empírica da criação, o cientista adquiriu liberdade para seguir a sua vocação, sem que tivesse religiosos imperitos nas ciências julgando suas conclusões. Exemplos de cientistas de destaque desse período: Johannes Kepler, Robert Boyle, Francis Bacon e Isaac Newton, todos eles criam que a criação se harmonizava comResultado de imagem para melanchton imagens as Escrituras, pois Deus é o autor de ambas.

Finalmente chegamos à última esfera de influencia protestante que será abordada nesse texto, a saber: a educação. Na academia de
Genebra, das vinte e sete preleções semanais, três eram sobre teologia; oito, sobre hebraico e Antigo Testamento; três sobre ética
; cinco sobre oradores e poetas gregos; três sobre física e matemática; e cinco, sobre dialética e retórica. Os textos continham obras de Virgílio, Cícero, Ovídio, Homero, Aristóteles, Platão e Plutarco. Alunos de toda a parte de Europa afluíam para a Suíça para estudar em Genebra.

Entre 1645 e 1660, o número de escolas de ensino fundamental dobrou sobre a influência política dos puritanos na Inglaterra. Com a chegada dos puritanos nos
EUA, o tribunal de Massachusetts votou a favor para que fossem aplicadas quatrocentas libras na fundação de uma escola ou faculdade. Assim surgiu a faculdade de Harvard, inaugurada em 1636.

Philipp Melanchthon, o amigo de Lutero, é considerado o fundador do ensino público gratuito, tendo tirado as escolas do controle privado. Na Europa ele ajudou a reformar oito universidades e a fundar outras quatro, sendo chamado de o “Instrutor da Alemanha”. Outro educador reformado de destaque foi o polonês Jan Amos Comenius, que é considerado por muitos como o pai da educação moderna. A partir da tradição reformada surgiram as universidades de Zurich, Strasburgh, Geneva, Edinburgh, Leiden, Utrecht, Amsterdam, Harvard, Yale e Princeton. Os puritanos restauraram Oxford e  Cambridge, e as igrejas luteranas e reformadas na Alemanha reconstruíram a decadente Universidade de Heidelberg.

Referência

MYATT, Alan & FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática. Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Rio de Janeiro: 2002

Papa afirma que Lutero não estava errado ao propor a reforma

Papa afirma que Lutero não estava errado ao propor a reforma

Durante sua viagem de volta para Roma, o Papa Francisco concedeu uma coletiva onde foi questionado a respeito da Reforma Protestante, dizendo que para a Igreja da época, Lutero não estava errado.

“Acredito que as intenções de Lutero não tenham sido erradas, era um reformador, talvez alguns métodos não foram corretos, mas naquele tempo, se lemos a história do Pastor – um alemão luterano que se converteu e se fez católico – vemos que a Igreja não era precisamente um modelo a imitar: havia corrupção, mundanismo, apego à riqueza e ao poder”, declarou o líder católico que voltava da Armênia.

Francisco afirmou que Lutero era “inteligente” e “deu um passo adiante” dizendo os motivos que o levaram a tomar tais passos. “Hoje protestantes e católicos estamos de acordo na doutrina da justificação: neste ponto tão importante não havia errado. Ele fez um remédio para a Igreja, depois esse remédio se consolidou em um estado de coisas”.

O líder católico, porém, criticou as divisões entre as igrejas propondo uma aproximação. “A diversidade é o que talvez nos fez tanto mal a todos e hoje procuramos o caminho para encontrar-nos depois de 500 anos. Eu acho que o primeiro que devemos fazer é rezar juntos. Depois devemos trabalhar pelos pobres, os refugiados, tantas pessoas sofrendo, e, por fim, que os teólogos estudem juntos procurando… Este é um caminho longo.”

Contudo, o Papa entende que só haverá uma unidade plena depois da volta de Cristo. “Certa vez disse brincando: ‘eu sei quando será o dia da unidade plena, o dia depois da vinda do Senhor’. Não sabemos quando o Espírito Santo fará esta graça. Mas, enquanto isso, devemos trabalhar juntos pela paz”.

Igreja Católica vai “comemorar” 500 anos da Reforma Protestante!

Igreja Católica vai “comemorar” 500 anos da Reforma Protestante

Por Jarbas Aragão / GospelPrime

O que será que esse termo penitência quer enfatizar? Se a reforma surgiu principalmente depois que Lutero compreendeu através do Espírito Santo lendo o Livro de Romanos que para a Salvação não seria necessário penitência, nem martírio, como a Igreja católica pregava!

Segue a matéria:

O Vaticano continua firme em sua tentativa de aproximação com os outros ramos do cristianismo. O Simpósio Internacional e Interconfessional que ocorre esta semana em Roma, está sendo alarmado como “preparação aos 500 anos da Reforma Protestante”.

Comemorada no ano que vem, as celebrações do aniversário da Reforma encabeçada por Lutero em nada lembram as lutas do então frei católico contra a teologia papal vigente e a venda de indulgências. Foi por causa do movimento protestante que surgiram os evangélicos.

Curiosamente, o encontro deste ano promovido pelo Vaticano leva o nome de “Sinais de perdão – Caminhos de conversão – Prática de penitência: uma Reforma que interpela a todos”.

De acordo com a Radio Vaticana, o Simpósio foi aberto pela Embaixadora do Ano Luterano da Igreja Evangélica da Alemanha, Margot Kässmann. Ele lembrou aos presentes os eventos mais importantes previstos para o ano comemorativo. As conclusões dessa reunião serão posteriormente entregues ao cardeal Kurt Koch, que é presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos.

O padre James Puglisi, Diretor do Centro Ecumênico Pro Unione, ressalta que “O objetivo é fazer algo em preparação aos 500 anos da Reforma de Lutero… a partir do ponto de vista da teologia sacramental, tomando como referência o tema do perdão, da conversão e da penitência”.

Na verdade, desde 1967 que católicos e luteranos travam um diálogo teológico constante. Ele já produziu documentos históricos como a Declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação, em 1999. Além dos católicos, assinaram a Federação Luterana Mundial, sendo acolhida também pelo Conselho Metodista Mundial, em 2006. “As Igrejas estão prontas para dar outros passos”, enfatiza Puglisi.

A participação do Papa Francisco nas reuniões de 31 de outubro, em Lund, Suécia, marcarão o lançamento conjunto da Igreja Católica e da Federação Luterana Mundial, de comemoração do 500º aniversário da Reforma. Para o Vaticano, esse será “um gesto simbólico e profundo em direção à reconciliação”.

Etapas do ecumenismo mundial

Essa aproximação com evangélicos não é o único passo do Vaticano para o ecumenismo mundial.

O papa Francisco já disse que cristãos e muçulmanos são “irmãos e irmãs viajando pelo mesmo caminho”. Em reunião com Bartolomeu I, um dos mais importantes líderes da igreja ortodoxa, falou sobre a tentativa de reunificação das duas vertentes do cristianismo, separadas há quase mil anos.

No último outubro, uma cerimônia no Vaticano reuniu líderes, de mais de uma dezena de tradições religiosas, incluindo sikhs e hindus. Francisco pediu na ocasião que “Todos os crentes, de todas as religiões, juntos, podemos adorar ao criador por ter nos dado o jardim que é esse mundo”.

No final, pediu que cada um fizesse orações, “conforme sua própria tradição religiosa” e conclamou aos representantes das diferentes fés presentes que pedissem ao “seu deus” que os fizesse “mais irmãos”.Perto da virada do ano, incluiu os ateus nesse grupo.

Recentemente lançou uma campanha de mídia onde afirma que membros de todas as religiões são “filhos de Deus”.

Sobre a angústia existêncial e o medo da morte

As palavra alemã Angst e a palavra francesa anomie são palavras que referem-se a uma desordem na existência humana, uma anomalia, um sentimento de ansiedade  que se manifesta no plano existencial.

Jean Paul Sartre e Martin Heidegger exploraram vários aspectos da angst, baseados na alienação humana que se seguiu no pós segunda guerra mundial.  Angst é o nome coletivo que se dá ao sentimento de medo  de nos perdermos na vastidão do mundo impessoal e de sermos reduzidos à insignificância cósmica. Reflete um temor de falta de significado e objetivo para a vida, um desespero diante da realidade da morte.

Esse tipo de angústia se torna aguçada durante a meia –idade. A força da juventude nos leva a ignorar ou mesmo negar a existência do medo da morte.

A morte é realidade rotineira de muitos hospitais, em algum momento essa realidade pessoal bate à nossa porta, através  de algum parente enfermo, ou de nós mesmos,  o fato é que a morte é uma coisa que não acontece só com outras pessoas, vai acontecer com a gente também.

Grande parcela da sociedade ocidental parece ignorar a morte, o Ocidente tenta se esquivar do assunto, já dizia Erneste Becker em seu livro “A negação da morte”.  Famosa frase de Woody Allen é: “Não tenho medo da morrer. Só não quero estar lá quando isso acontecer”.  O trauma da transitoriedade parece insuportável. Satanás seduziu Adão e Eva com a frase “certamente não morrereis”.

Para o ser humano é uma ameaça terrível, aceitar o fato de que o mundo em que investimos tanto tempo e esforço continuará sem a nossa presença. É muito melhor a ilusão de pensar que nós e o mundo continuaremos a existir para sempre e podemos sempre gozar dos bens materiais que conquistamos durante a vida. A realidade no entanto, é bem diferente, o sofrimento desfaz nossas ilusões de imortalidade.

Os fatos brutais da vida, nos levam a romper com a ilusão, levando-nos em direção a Deus, longe da falsa segurança e das recompensas mundanas.

O desejo por algo em que a morte não possa tirar de nós; o desejo de imortalidade, a vontade de transcender a fronteira final, se encontra intimamente ligado às doutrinas cristãs da criação e redenção. Deus nos criou para a vida eterna, mas o pecado atrapalhou, encurtou nossa vida, fazendo nos desviar de Deus e criando uma sensação de incompletude. A angústia é um sintoma do vazio que a morte nos trouxe por causa do pecado.

A notícia boa é que a angústia diante da morte, acaba por se tornar uma entrada para a vida eterna. Ela nos obriga a fazer perguntas no qual o Evangelho trouxe a resposta. A realidade da morte aponta para a necessidade espiritual de morrer para o ego, ser crucificado com Cristo e ressuscitar para a vida eterna com Ele.

Lutero, já indagava: Onde posso achar um Deus gracioso? Hoje a pergunta de muitos é: “Onde posso achar segurança e paz de espírito? Na verdade, ambas as perguntas são as mesmas! Lutero raciocinava em termos teológicos na busca de um Deus gracioso, os que fazem a segunda pergunta são pessoas inseguras, sem um entendimento espiritual, cujo o questionamento pode levá-las ao caminho do encontro do Deus Gracioso.

A sensação de medo que assola a natureza humana é o bater de Deus à nossa porta da vida, lembrando-nos que somos apenas peregrinos nesse mundo de ilusão, que a nossa verdadeira morada não é essa. Deus permite que o medo da morte nos conduza a alegria do perdão, à descoberta de Jesus Cristo e à esperança da vida eterna.

Referência

Apologética Cristã no século XXI. Alister McGrath

Vaticano pede perdão aos Valdenses !

Nesses dias vimos nos noticiários que o Papa Francisco pediu perdão aos Valdenses, mais um passo para atrair os protestantes para o Ecumenismo.  Quem são os Valdenses?

A questão dos Valdenses é chave para a resposta à aquela velha pergunta dos católicos: Onde estavam os evangélicos antes da Reforma? Junto com grupos cristãos da Bretanha, os Valdenses praticavam um tipo de Cristianismo primitivo não corrompido pela Apostasia Romana.  Depois essas igrejas enviaram missionários para toda a Europa. Esses grupos de cristãos consideravam a Bíblia como única regra de Fé, também existiam desses cristãos na África Central e na Armênia.

Dentre esses grupos, os Valdenses ocupavam posição proeminente, eles habitavam as montanhas da  própria terra da sede da Igreja Católica. Baseados na Palavra de Deus os Valdenses eram contra os dogmas da Igreja de Roma. Possuíam a Bíblia em sua língua materna muito antes da Reforma, rejeitavam o culto as imagens e afirmavam ser a Igreja Católica a Babilônia apostata do Apocalipse.

Mediante incansável trabalho, copiavam a Bíblia versículo por versículo à luz de Tochas em suas comunidades encravadas nos Alpes.

A Destruição dos Valdenses

Para a destruição desse povo, o Papa emitiu um decreto condenando-os como hereges e à morte.  Esse decreto convocava todos a se juntarem em uma cruzada contra os “hereges”,  quem participasse dela ganharia as propriedades dos Valdenses, perdões de dívidas e “pecados” e vários outros benefícios.

Foi uma verdadeira carnificina, mas que produziu frutos, seus missionários fugitivos continuaram a espalhar pelo mundo a verdadeira Palavra de Deus, assim os Valdenses plantaram as sementes da Reforma que passou por Wycliffe, Lutero e Calvino e deve ser levada até o fim dos dias!

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