E o Olavo começa a acertar!

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Existe uma frase usada por seguidores de Olavo de Carvalho que diz: “E Olavo tinha razão”! O Júlio Severo que é um blogueiro evangélico que sigo, já explanou as táticas que Olavo usa para acertar em suas previsões. É uma tática parecida com a de um astrólogo tapiador, o que não é mera coincidência, pois o filósofo já foi astrólogo! Mas agora Olavo começa a acertar, já entendeu que existe uma elite oculta, ou não tão oculta assim, que costuma dominar e influenciar a política e a economia mundial. Eu gosto de chamar esse elite de Illuminatis, outros a chamam de globalistas e outros a tratam de banca sionista. Assista o vídeo e entendam o resto do texto!

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Jean Wyllys diz que nem a família de Jesus era tradicional

Jean Wyllys diz que nem a família de Jesus era tradicional

Por Jarbas Aragão / GospelPrime

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) continua se atritando com os cristãos por causa de agressões gratuitas. Contrariando seu discurso vitimista característico, ele partiu para o ataque, condenando o Estatuto da Família – proposto pela Bancada Evangélica – com uma declaração no mínimo bizarra.

Na noite desta quinta-feira (28), o ex-BBB participou de um seminário sobre gênero e diversidade no parlamento. Afirmou ainda que não acredita na aprovação do projeto de Lei que classifica família apenas como a união entre um homem e uma mulher.

“Nem mesmo a Sagrada Família é uma família tradicional. Porque pelo que consta nas narrativas bíblicas, Maria concebeu do Espírito Santo. Jesus não é filho de José. Então já começa aí uma família não tradicional formada por uma mulher que engravidou do Espírito Santo e o filho foi criado por um homem que não era necessariamente pai dele. Então mesmo na narrativa bíblica esse projeto não encontra amparo. A diversidade de arranjos familiares já estava presente ali”, disparou segundo o Jornal do Comércio.

Um dos primeiros membros da bancada evangélica a se se manifestar sobre o assunto foi Victório Galli (PSC/MT), que usou as redes sociais para dizer que Wyllys está desinformado. “Como ele mesmo diz, José não era o pai biológico de Jesus, mas era…. HOMEM. Ademais a sagrada família continuou sendo formada por homem, mulher e sua prole”, escreveu o mato-grossense. Considera ainda que o “argumento de Jean é fruto de um analfabetismo teológico. E, o pior, afronta um dos pilares da fé cristã”.

A redação do portal Gospel Prime também ouviu o deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP) sobre o assunto. O pastor acredita que a fala de Wyllys mostra que o psolista desconhece o conteúdo do Estatuto da Família. “Ele não participou da comissão especial que debateu exaustivamente o tema e não deixou de reconhecer os arranjos familiares, categoria na qual se encaixaria a sagrada família”.

Sem meias-palavras, chamou Jean de “parlamentar de mídias sociais”. Feliciano foi enfático: “Ele se aproveita da ausência de deputados sérios e mente. Não aceita debater com conhecedores da matéria, vive das luzes da ribalta e do reflexo dos seus 15 minutos de fama concedidos pela toda poderosa Rede Globo”.

Finalizou dizendo que Wyllys “não merece credibilidade, é uma caricatura parlamentar. Sua pirotecnia ilude alguns, mas não a todos”.

Dois pesos e duas medidas

Embora afirme não ter nada contra a representação de evangélicos no Congresso, em Recife Jean Wyllys fez a ressalva que os deputados da bancada não deveriam legislar a partir de seus “dogmas”.  Algo que ele parece não fazer, tendo dificuldade em discernir o que é Estado Laico quando defende a taxação de igrejas.

Curiosamente, sua trajetória parlamentar é marcada por tentativas de incluir o estudo de religiões “não cristãs” nos currículos escolares. Em 2011, emitiu um voto em separado na Comissão De Educação e Cultura, onde sugeria que a matéria “Ensino Religioso” passasse a se chamar “Direitos Humanos e Diversidade Religiosa” e deveria incluir uma abordagem das religiões minoritárias, de matriz africana – Candomblé, Umbanda, Xangô, Tambor-de-Mina, Batuque, Jurema.

No mesmo ano, apresentou o projeto de Lei 1780/11, que propunha incluir no currículo oficial da rede de ensino “a obrigatoriedade da temática “cultura árabe e tradição islâmica”.  Posteriormente, retirou a proposta.

Já em 2013, Wyllys participou de um programa na TV Brasil onde afirmou literalmente que “os orixás me colocaram neste mandato”.

Mais recentemente, afirmou em entrevista que usa, há muitos anos no pulso direito uma pulseira de contas com muitas voltas: “É uma guia de proteção, dos meus orixás, Oxum e Oxóssi”.

Marco Feliciano debate Bíblia e Constituição no Pânico

Feliciano no Pânico

Por Jarbas Aragão / GospelPrime

O Programa Pânico no Rádio, da Jovem Pan, é um dos mais populares da rádio brasileira. Transmitido de segunda a sexta entre o meio-dia e as 14h, seu público são os jovens. Além do humor, uma de suas marcas é a pluralidade dos entrevistados.

Nesta terça-feira (28), enquanto recebia os humoristas do Porta dos Fundos, o nome do deputado Marco Feliciano foi citado. Ele ligou para o rádio reclamando das declarações eprotagonizou um embate com Gregório Duvivier que teve grande repercussão na mídia em todo o país.

Convidado para estar ao vivo nesta sexta-feira (01), ele foi sabatinado pelos integrantes do programa. Durante quase duas horas, Feliciano respondeu a perguntas, desmentiu boatos e pregou o evangelho. Alternando momentos que falou como deputado federal e outros em que se posicionou como pastor evangélico, ele fez uma série de esclarecimentos sobre suas posturas públicas.

Além de contar sobre as dificuldades vividas na infância e como teve a vida transformada pelo evangelho. Relembrou a perseguição que passou a viver após assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, em 2013.

Listando uma série de declarações polêmicas feitas no passado e que tem sido usada contra ele até hoje, fez questão de explicar que se arrepende de muitas delas. Justificou que foram ditas em um contexto específico e que era “muito imaturo”. Asseverou que não as faria novamente hoje.

O pastor Marco revelou que por causa da perseguição política de grupos LGBT acabou forçado a fechar igrejas de sua denominação, Catedral do Avivamento. Como teve bastante tempo para se posicionar, aproveitou para esmiuçar várias acusações falsas feitas contra ele, que incluíram a “derrubada” de cerca de 150 páginas de internet feitas para atacá-lo.

Apesar das eventuais provocações de alguns membros do Pânico, acabou elogiado inclusive por Evandro Santo, um homossexual assumido. Ele chamou o pastor de “civilizado” e “educado”, dizendo no final da entrevista: “muitas ideias minhas sobre você mudaram”.

No decorrer do programa, o parlamentar acabou falando em diferentes momentos sobre as questões que o estigmatizaram por conta do enfoque negativo que a mídia geralmente apresenta. Voltou a explicar que não é homofóbico e que não votou contra a criminalização da homofobia pois o assunto sequer foi para o Plenário da Câmara.

Insistiu que defende a Constituição, que não reconhece a união de pessoas do mesmo sexo como família, sublinhando que sua atuação política sempre foi conservadora. Sendo assim, como político defende o direito de todos se manifestarem e lutarem pelos seus direitos, incluindo os LGBT.

Fazendo um contraponto, usou a questão da ‘cura gay’ para ilustrar como a intolerância muitas vezes parte das próprias minorias. Traçou um paralelo com a postura de grupos que não permitiram mudanças na PL 122, que criminalizaria, por exemplo, um pastor que afirmasse que homossexualidade “é pecado”.

Além de usar vários versículos para mostrar em que se baseia nas questões de foro íntimo, lembrou a todos que a maioria dos brasileiros é conservador e que a “guerra cultural” que divide o país hoje foi iniciada e é instigada por movimentos de esquerda.

“Nós estamos no país da corrupção”, afirmou ele, observando que esse é um aspecto que infelizmente está entranhado na cultura nacional. Ao responder sobre a atuação de alguns colegas do Congresso, deixou claro que isso não significa que todos sejam assim. “Tenho muitos defeitos, mas não sou corrupto”, sublinhou.

Por fim, explicou que não será candidato a prefeitura de São Paulo, mas entende que os 4% de intenção de votos atribuídos a ele por uma pesquisa recente mostram que o povo deseja políticos com um perfil diferente.

Comparou isso à ascensão da pré-candidatura de Jair Bolsonaro, a qual mostra que, apesar das declarações polêmicas, a postura conservadora na política tem recuperado sua força no cenário nacional.

Victório Galli afirma que existe uma orquestração “vermelha” contra evangélicos

Victório Galli afirma que existe uma orquestração contra evangélicos

Por Jarbas Aragão / GospelPrime

Desde seu surgimento, o canal Porta dos Fundos fez vários vídeos onde provocava os cristãos e ridicularizava propositalmente símbolos sagrados. Isso levou vários grupos a propor um “boicote” e resultou em processos judiciais. Esse “pseudohumor”, que visa atacar pessoas e suas crenças, em especial o cristianismo, é apenas um dos exemplos da intolerância que vemos todos os dias no país. Para o deputado federal Victório Galli (PSC/MT) isso está evidenciado na orquestração de movimentos de esquerda contra bancada evangélica

Membro de um partido que leva Cristão no nome, o parlamentar acredita que possui autoridade para dizer que isso é fruto da doutrinação ideológica conhecida como marxismo cultural que foi francamente incentivada durante os 13 anos de governo petista. Embora reconheça que o humor é marca do ethos brasileiro, defende que muitos estão extrapolando a prerrogativa da liberdade de expressão.

A indignação do brasileiro médio é seletiva, pois dependendo do enfoque dado a um determinado assunto, “o silêncio é que fala mais alto”, sublinha Galli. Embora 86,8% da população brasileira, seja formada por católicos e evangélicos (IBGE -2010), “estes pretensos artistas não se privam de atacar-nos”, desabafa.

O exemplo mais recente disso foi o recente episódio do debate no rádio protagonizado pelo seu colega Marco Feliciano (PSC/SP) e o humorista Gregório Duvivier, durante o Programa Pânico da Rádio, da Jovem Pan. Atacado pelos membros do Porta dos Fundos que estavam divulgando seu filme, odeputado e pastor ligou para defender-se.

Duvivier, assumidamente um ateu ‘militante da esquerda’ e comunista, passou a ridicularizar a fé cristã. Ao ouvir o argumento de que Maria era virgem, perguntou: “Você viu o hímen de Maria?”. Também ironizou o pastor Feliciano e toda Frente Parlamentar Evangélica. Tentando desqualificar o trabalho da bancada, admitiu que não suporta vê-los defender pautas conservadoras. Notório defensor do aborto e da legalização das drogas, ao classificar a postura de “retrocesso”, ele apenas fez eco ao que declarou durante a Parada do Orgulho LGBT este ano Viviany Beleboni, a mesma transexual que desfilou crucificada em 2015.

Na tentativa de criar constrangimento, o humorista afirmou que possui vários amigos evangélicos que “têm vergonha” de políticos como Feliciano. Para Galli, “O marxismo, ideologia defendida por Duvivier, é essencialmente antagônico ao cristianismo. O modo de vida defendido pelo “artista” tem como objetivo a destruição dos valores judaico-cristãos”. Logo, o desprezo pela fé alheia lhe é característico, como de todos os que seguem essa linha.

O político mato-grossense reconhece que os membros da bancada “não são perfeitos” e defende que todos paguem pelos seus eventuais erros. O que afirma lhe incomodar é o “silêncio obsequioso” da mídia, sempre reproduzido nas redes sociais, quando são realizadas ações que visam claramente os cristãos. Lembra de ataques que foram feitos no Oriente Médio contra aldeias ou locais de culto cristão e a imprensa trata o assunto como “conflito étnico” ou “disputas políticas”.

Ressalta ainda que recentemente a ONU se negou a reconhecer o genocídio de cristãos por muçulmanos em seus relatórios oficiais. Assevera que os valores do cristianismo estão sendo constantemente combatidos, seja através de vídeos, postagens nas redes sociais, passando por reportagens nos principais canais e até manifestações públicas.

“Em nome do politicamente correto, tentam nos taxar de reacionários, fundamentalistas e outros termos derrogatórios. Se eles fazem a ameaças, usando o ‘não passarão’, convido a todos os homens e mulheres cristãos do país e responderem como eu: ‘não nos calarão’”, encerra.

Fantástico tenta rotular bancada evangélica de homofóbica

Fantástico tenta rotular bancada evangélica de homofóbica

Por Jarbas Aragão / GospelPriime

O caso do atirador na boate gay em Orlando serviu para fomentar na última semana um imenso debate na mídia sobre crimes de homofobia.

Estranhamente, ignora-se o fato que, segundo o próprio Omar deixou claro nas gravações que fez à polícia, sua motivação era religiosa. Jurando lealdade ao Estado Islâmico, ele afirma que o atentado era uma retaliação pelos bombardeios dos EUA ao Afeganistão, onde ele nasceu.

Mesmo assim, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, a imprensa motivada pelo discurso politicamente correto do presidente Obama, evitou associar os termos “islã” e “terrorismo” ao caso. Sem um grande esforço de lógica, parte da mídia passou a culpar os cristãos pelas mortes. Protestos foram inclusive feitos nas redes sociais e na frente da Catedral da Sé, em São Paulo.

Como geralmente acontece, o programa dominical Fantástico da Rede Globo, abordou de forma tendenciosa um assunto que está em evidência. Ao tentar mostrar casos de intolerância aos homossexuais no Brasil, apresentou uma série de estatísticas alarmantes, como: “Só em 2015, o Disque 100 recebeu quase 2 mil denúncias de agressões contra gays. Desde o início de 2016, 132 homossexuais já foram assassinados no Brasil”.

Cerca de um terço da matéria foi voltada a questão da legislação brasileira sobre o assunto. O destaque maior foi para o Projeto de Lei 7582/2014, apresentado pela deputada Maria do Rosário (PT/RS) em parceria com o Conselho Nacional LGBT, que tipifica e criminaliza os crimes de ódio e intolerância, bem como de incitação a esses crimes, dentre eles os motivados pelo preconceito e discriminação contra LGBTs. A pena prevista é “Prisão de um a seis anos e multa”.

Como a lei não usa termos específicos, ela sequer traz o termo “homofobia”. O artigo 5º afirma, que incorre em crime quem: “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito, por meio de discurso de ódio ou pela fabricação, comercialização, veiculação e distribuição de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda, por qualquer meio, inclusive pelos meios de comunicação e pela internet, em razão de classe e origem social, condição de migrante, refugiado ou deslocado interno, orientação sexual, identidade e expressão de gênero, idade, religião, situação de rua e deficiência”.

No Fantástico, a jornalista Renata Ceribelli afirma “Deputados evangélicos são contra o projeto de lei”. Logo em seguida, apresenta a entrevista com o deputado pastor Marco Feliciano (PSC/SP). Ele esclarece que não é contra o projeto de lei, apenas que a proposta “não consegue definir o que é homofobia”.

Enfatiza que, nos termos atuais, “não consegue separar o preconceito da liberdade de expressão”. Conclui dizendo que quando a linguagem for revista e esclarecida “Aí vamos criminalizar a homofobia”.

Não por coincidência, a figura de Marco Feliciano é colocada num contexto onde se debate crimes de ódio e homofobia, numa tentativa de associá-lo ao tema. Logo após as mortes em Orlando ele foiapontado como um dos incentivadores disso no Brasil, embora não exista nenhum tipo de comprovação que o tenha feito em algum momento.

Discurso copia repressão americana

A estratégia da esquerda no país por várias vezes une questões religiosas e de gênero. No caso da lei que o Fantástico defendeu como boa para o país, fica claro que os termos propositalmente amplos poderiam criar problemas sobretudo para os evangélicos.

Ou seja, se uma igreja possui, por exemplo, um programa de rádio ou TV (mesmo que pela internet) e se pronuncie contra a homossexualidade, poderá ser denunciada. Se disser algo que possa ofender um praticante de religião afro-brasileira, vale a mesma premissa.

A ideia de ‘discurso de ódio’ é mais um termo emprestado dos americanos. Em 2007, uma lei aprovada na Califórnia afirmava que o ensinamento bíblico era essencialmente “discurso de ódio”.

Não por coincidência, além de mostrar isso claramente em seus programas, a Globo usou o portal G1 para publicar uma matéria no sábado (19) onde deu voz a Ilan Meyer, pesquisador sênior de lei para políticas públicas e orientação sexual da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Ele afirma: “na comunidade cristã evangélica dos Estados Unidos, por exemplo, você pode aprender coisas terríveis ao ir à igreja toda semana.”

A reportagem tenta mostrar ainda que existe uma tolerância de ramos do Islã ao público LGBT, o que é, no mínimo, tendencioso.

Imprensa culpa Feliciano, Malafaia, Macedo e Bolsonaro por massacre em boate gay

por Jarbas Aragão / GospelPrime

Eu cantei a jogada que a Galera LGBT não têm coragem de acusar o Islã e fica usando de subterfúgios, acusando quem não tem nada a ver com isso. O assassino votava no Partido Democrata (esquerdista dos EUA) e frequentava a própria Boate!

Imprensa culpa Feliciano, Malafaia, Macedo e Bolsonaro por massacre em boate gayCharge culpa Feliciano e Malafaia por massacre em boate gay

Após ter sido usada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ), a tentativa de associar os evangélicos brasileiros com omassacre na boate gay em Orlando (EUA), passou a ser tema de uma espécie de campanha nas redes sociais.

Uma imagem que diz “Se você acha que ser LGBT é pecado, você também puxou o gatilho” começou a ser usada em comentários do Facebook quando se fala sobre o tema. Uma série de outras frases sobre essa estranha associação circulam nas redes sociais.

fobia

O assunto saiu do virtual e chegou à imprensa. O jornal O Dia, do Rio de Janeiro, publicou como charge do dia de hoje (14). O desenho lembra o pôster do filme “Os Suspeitos”. Nela estão representados: o pastor Silas Malafaia, o bispo Edir Macedo, o deputado pastor Marco Feliciano (PSC/SP) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC/RJ). Acima, a frase: “Não sei, foi tudo muito rápido… poderia ter sido qualquer um deles, ou todos, sei lá”.

Embora essa associação não faça o mínimo sentido, pois as pessoas representadas no desenho não estavam no local nem existe qualquer registro que tenham pedido a morte de homossexuais, a ideia parece estar se espalhando.

Marco Feliciano desabafa: “Geralmente admiro charges, são provocativas e engraçadas. Neste caso demonstra preconceito, inverdades e desonestidade intelectual. O crime foi promovido por um terrorista que planejou primeiro a Disney. E informações novas mostram que ele frequentava a boate. Isso sim é disseminação de ódio. Repudio está charge”.

Já o pastor Malafaia preferiu gravar um vídeo sobre o assunto. “Imprensa sectária… Eu quero ver o jornal O Dia fazer uma charge do Estado Islâmico…. Opinião não é homofobia, nem crime. Eu tenho o direito de dizer que uma prática é pecaminosa, nem por isso estou motivando o assassinato ou a morte… 115 mil cristãos foram assassinados no mundo ano passado, alguém falou sobre isso?”.

Ao falar da imprensa de modo em geral, que se calou diante de outras situações no passado, disparou: “São um bando de covardes e preconceituosos. Têm raiva do crescimento da igreja evangélica no país. Não somos promotores de ódio nem do assassinato de ninguém”.

Embora não esteja presente no desenho, mas tendo sido igualmente citado por Jean Wyllys, o deputado pastor Eurico (PHS/PE) também se manifestou sobre o assunto: “Cristãos morrem todos os dias vitimados por extremistas islâmicos em todo mundo. Eu nunca vi ele [Jean] defender ou demonstrar nenhum sentimento por nenhuma das famílias vitimadas. Nós, cristãos evangélicos não defendemos nem apoiamos nenhum ato de violência contra qualquer ser vivente, quer seja racional ou irracional”.

Afirmou ainda que “ ele carrega entranhado em sua alma contra os cristãos e evangélicos, ele não passa de um verdadeiro EVANGELICOFÓBICO. Deus tenha misericórdia de sua alma e liberte-o da escravidão que ora vive”.

O islã ensina a morte de homossexuais

Entre as imagens usadas na internet, algumas usam versículos bíblicos e imagens da Bíblia, afirmando que seu ensinamento estimula os cristãos a matarem homossexuais. Contudo, em nenhum momento foi lembrado que o atirador era muçulmano e que a ideia de se exterminar os gays é algo profundamente enraizado na lei islâmica.

Por exemplo, nos países onde a sharia [lei religiosa islâmica] é lei, os homossexuais são constantemente perseguidos e mortos. O Washington Post listou recentemente 10 países muçulmanos onde a prática pode ser punida com a morte. (Iêmen, Irã, Mauritânia, Nigéria, Qatar, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Emirados Árabes Unidos e Iraque).

Conforme registrado pela BBC, os extremistas do Estado Islâmico jogam homossexuais do alto dos prédios, os que não morrem assim, são apedrejados em praça pública, muitas vezes sob aplausos das multidões que acompanham o evento.

No ano passado, o estudante de medicina Taim (nome fictício), de 24 anos, que vivia no Iraque saiu do país por causa disso.

“O Islã se opõe à homossexualidade. Meu pai me fez estudar a sharia (lei islâmica) por seis anos porque queria que fosse religioso como ele. Há um hadith (narrativas e pregações atribuídas ao profeta Maomé) que recomenda que homens gays sejam jogados de desfiladeiros, e depois que um juiz ou um califa decida se devem ser queimados ou apedrejados até a morte”, conta.

Jean Wyllys tenta ligar mortes em boate gay a Marco Feliciano e Jair Bolsonaro

Jean Wyllys tenta ligar mortes em boate gay a Marco Feliciano e Jair Bolsonaro

Por Jarbas Aragão / GospelPrime

Nas primeiras horas após o atentado que matou 50 pessoas e deixou pelo menos mais 54 feridos, várias informações divulgadas pela grande mídia eram incompletas ou simplesmente tendenciosas. Embora várias declarações de autoridades ligassem o terrorista Omar Saddiqui Mateen com grupos muçulmanos, insistia-se na tese de que era “cedo” para afirmar. Algumas horas depois, o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelas mortes.

Mesmo assim, parte da mídia repetia o discurso do politicamente correto, tentando desvincular a motivação do assassino com suas convicções religiosas. Estranhamente, alguns veículos de comunicação tentaram fazer uma associação de crime com “fundamentalistas cristãos”.

As mortes das pessoas que estavam no clube gay Pulse foram a notícia principal durante todo o dia. Nas redes sociais, uma postagem gerou grande repercussão pelo seu conteúdo absurdo. O deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) escreveu um “textão” no Facebook, que logo foi comentado e compartilhado milhares de vezes.

Para Wyllys, homossexual assumido e famoso por ter vencido o programa Big Brother Brasil (BBB), a motivação do atentado “foi a aversão que ele [Omar] tinha pelo modo de vida dos gays, bissexuais e lésbicas”. Prosseguiu afirmando que “o fundamentalismo religioso (islâmico nesse caso, mas que existe também em outras religiões, como bem sabemos no Brasil) está na origem do ódio… contra as pessoas LGBT”.

Imediatamente tentou fazer uma ligação com várias personalidades evangélicas conhecidas. Citou nominalmente os deputados pasto Marco Feliciano (PSC/SP), pastor Eurico (PHS/PE), além do pastor Silas Malafaia, a psicóloga Marisa Lobo e a pastora/cantora Ana Paula Valadão.

Mencionou ainda Jair Bolsonaro (PSC/RJ), que é católico, mas defende a agenda conservadora da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso.

Embora não tenha nenhuma prova do que diz, segundo Jean Wyllys, as pessoas citadas por ele possuem um “discurso de ódio” que “pode levar pessoas de bem a praticar atos de violência física – assassinatos e agressões físicas – contra membros da comunidade LGBT”.

Pouco tempo depois, Marco Feliciano usou a sua conta do Facebook para rebater as acusações infundadas do colega deputado.

“É lamentável o grau de psicopatia dos seres humanos neste século. O Estado Islâmico é responsável também pelo assassinato de mais de 150 mil cristãos”, lembrou ele. Logo em seguida, ressaltou que “o deputado ex-BBB me ataca, e também ataca outros cristãos dizendo ser nossa culpa, mas ele nunca se pronunciou sobre estas mortes, para ele, cristãos são uma subespécie e não merecem atenção”.

O deputado cristão anexou ainda cópia do projeto de Lei 1780/11, de autoria do psolista, que prevê o ensino do islamismo nas salas de aula do Brasil. Feliciano ressaltou que lamentava a morte das pessoas na boate, “peço que Deus conforte suas famílias, em oração peço que haja paz neste mundo”. Encerrou com um recado “ao ex-BBB peço, MENOS ÓDIO e seja mais sério, mais responsável com suas postagens”.

Procurado pelo portal Gospel Prime, o deputado pastor Eurico emitiu a seguinte nota:

“Uma pessoa como o citado deputado Jean Wyllys, que se diz representante do ativismo homossexual, nada mais é do que frustado. É uma pessoa que, por sofrer de distúrbios emocionais, tenta se esconder por traz de uma bandeira que não lhe garante um total respaldo. Dessa maneira, sai atirando em todos que não comungam com suas frustrações. Cristãos morrem todos os dias vitimados por extremistas islâmicos em todo mundo, e eu nunca vi ele defender nenhuma família vitimada. Nós, cristãos evangélicos, não defendemos nem apoiamos nenhum ato de violência contra qualquer ser vivente, seja racional ou irracional. Que Deus tenha misericórdia de sua alma e o liberte-o da escravidão que ora vive.
Dep Pastor Eurico-PHS/PE”