Avivamento evangélico termina no Brasil e era apocalíptica deve começar!

Veja como o grande crescimento evangélico no Brasil teve o seu apogeu e agora parece que tem esfriado principalmente por causa da política!

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Filósofo Luiz Felipe Pondé explica por que deixou de ser ateu

por APCNEWS

A revista Veja (13/07/2015) publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Pondé diz que “a esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por andar de bicicleta”. Sobre sexo, ele diz: “Eu considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente. Criou uma dimensão de indústria, no sentido da quantidade, das relações sexuais – mas na maioria elas são muito ruins, porque as pessoas são complicadas.”

Leia aqui mais alguns trechos da entrevista:

Por que a política não pode ser redentora?

O Cristianismo, que é uma religião hegemônica no Ocidente, fala do pecador, de sua busca e de seu conflito interior. É uma espiritualidade riquíssima, pouco conhecida por causa do estrago feito pelo secularismo extremado. Ao lado de sua vocação repressora institucional, o cristianismo reconhece que o homem é fraco, é frágil. As redenções políticas não têm isso. Esse é um aspecto do pensamento de esquerda que eu acho brega.

Essa visão do homem sem responsabilidade moral. O mal está sempre na classe social, na relação econômica, na opressão do poder. Na visão medieval, é a graça de Deus que redime o mundo. É um conceito complexo e fugidio. Não se sabe se alguém é capaz de ganhar a graça por seus próprios méritos, ou se é Deus na sua perfeição que concede a graça. Em qualquer hipótese, a graça não depende de um movimento positivo de um grupo. Na redenção política, é sempre o coletivo, o grupo, que assume o papel de redentor. O grupo, como a história do século 20 nos mostrou, é sempre opressivo.

Em que o Cristianismo é superior ao pensamento de esquerda?

Pegue a ideia de santidade. Ninguém, em nenhuma teologia da tradição cristã – nem da judaica ou islâmica –, pode dizer-se santo. Nunca. Isso na verdade vem desde Aristóteles: ninguém pode enunciar a própria virtude. A virtude de um homem é anunciada pelos outros homens. Na tradição católica – o protestantismo não tem santos –, o santo é sempre alguém que, o tempo todo, reconhece o mal em si mesmo. O clero da esquerda, ao contrário, é movido por um sentimento de pureza. Considera sempre o outro como o porco capitalista, o burguês. Ele próprio não. Ele está salvo, porque reclica lixo, porque vota no PT, ou em algum partido que se acha mais puro ainda, como o PSOL, até porque o PT já está meio melado. Não há contradição interior na moral esquerdista. As pessoas se autointitulam santas e ficam indignadas com o mal do outro.

Quando o Cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde?

Sim. Eu vejo isso empiricamente em colegas da Teologia da Libertação. Eles se acham puros. Tecnicamente, a Teologia da Libertação é, por um lado, uma fiel herdeira da tradição cristã. Ela vem da crítica social que está nos profetas de Israel, no Antigo Testamento. Esses profetas falam mal do rei, mas em idealizar o povo. O cristianismo é descendente principalmente desse viés do judaísmo.

Também o cristianismo nasceu questionando a estrutura social. Até aqui, isso não me parece um erro teológico. Só que a Teologia da Libertação toma como ferramenta o marxismo, e isso sim é um erro. Um cristão que recorre a Marx, ou a Nietzsche – a quem admiro –, é como uma criança que entra na jaula do leão e faz bilu-bilu na cara dele. É natural que a Teologia da Libertação, no Brasil, tenha evoluído para Leonardo Boff, que já não tem nada de cristão. Boff evoluiu para um certo paganismo Nova Era – e já nem é marxista tampouco. A Teologia da Libertação é ruim de marketing. É como já se disse: enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo pentecostalismo.

O senhor acredita em Deus?

Sim. Mas já fui ateu por muito tempo. Quando digo que acredito em Deus, é porque acho essa uma das hipóteses mais elegantes em relação, por exemplo, à origem do universo. Não é que eu rejeite o acaso ou a violência implícitos no darwinismo – pelo contrário. Mas considero que o conceito de Deus na tradição ocidental é, em termos filosóficos, muito sofisticado. Lembro-me sempre de algo que o escritor inglês Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo. Minha posição teológica não é óbvia e confunde muito as pessoas. Opero no debate público assumindo os riscos do niilista. Quase nunca lanço a hipótese de Deus no debate moral, filosófico ou político. Do ponto de vista político, a importância que vejo na religião é outra. Para mim, ela é uma fonte de hábitos morais, e historicamente oferece resistência à tendência do Estado moderno de querer fazer a cura das almas, como se dizia na Idade Média – querer se meter na vida moral das pessoas.

Por que o senhor deixou de ser ateu?

Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.

Fontes: VEJA / CACP

Manifestações Populares

Sobre as Manifestações Populares que ocorrerem em 2013 no Brasil, eu escrevi assim na época:

mundo

Por José Domingos Martins da Trindade

Os protestos realizados no Brasil, nos últimos meses, são frutos da indignação da Classe Média nacional. Indignação esta com a falta de Serviços Públicos de qualidade prestados a nível municipal, estadual e Federal.

O numero de pessoas da Classe Média aumentou proporcionalmente na escala social da população brasileira, principalmente depois de medidas assistenciais que tentou dar à população mais pobre do país, um maior poder aquisitivo para a compra de bens, gerando um efeito cascata de compras e vendas beneficiando e aumentando a classe intermediária.

Quando a classe média (B) era muito pequena em relação às classes C e D, o país não tinha força para se manifestar, pois as classes mas fracas materialmente, não tinham estrutura de organização e sempre foram massa de manobra nas mãos dos detentores do poder que geralmente pertencem a Classe A.

Com as políticas de geração de renda do Governo do PT, a classe de profissionais liberais também aumentou seu poder aquisitivo, os jovens conseguiram mais facilidades para adentrarem  à Faculdade, mais facilidades para obterem bens como computadores, e maior acesso a internet.

Só que paralelo a essas mudanças na economia do país, as práticas políticas corruptas continuaram as mesmas de antes: fraudes em licitações, políticos legislando em causa própria, corrupção no Judiciário, que somados a precariedade dos serviços públicos e as altas cargas de impostos, fizeram com que os jovens do nosso país saíssem às ruas com muitas reivindicações, mas sem uma organização central de partidos, sem bandeiras políticas, agremiações ou sindicatos.

Observamos que o grande estopim para o “estouro da boiada” foi o grande custo dos estádios de Futebol que estão sendo construídos para a Copa do Mundo no Brasil. Percebeu-se o super-faturamento nessas obras, e a própria realização da Copa das Confederações serviu de palco para os manifestos apresentados para o país e para o Mundo.

As redes sociais deu a logística necessária para que as pessoas se organizassem  e marcassem os encontros para os grandes protestos nas ruas das pequenas, médias e grandes cidades do Brasil. Vale observar que as redes sociais também foram muito úteis para protestos acontecidos em todo o mundo como é o caso mais marcante – a Primavera Árabe.

Observa-se no Brasil uma evolução na conscientização política com relação à era do Orkut para a era do Facebook. Enquanto o Orkut era mais utilizado para questões estéticas de poemas, mensagens e romantismo, o Facebook é muito mais utilizado para a conscientização política e educacional dos usuários, o compartilhamento de reportagens críticas é abundante.

Nos protestos, os partidos políticos não eram bem vindos, chegando a serem hostilizados alguns membros dessas agremiações que tentavam marcar espaço nas passeatas. Esse fato gerou medo em alguns analistas políticos que temiam que alguma força de extrema-direita pudesse canalizar esses jovens ativistas para uma verdadeira “caça às bruxas” nos moldes do facismo.

Nota-se que as análises do  que é ou do que pode se tornar o Movimento, vão da Teoria da Conspiração de uma  Nova Ordem Mundial, passando por uma Revolução Socialista ou como já foi dito o Facismo. O consenso é que muitos participantes dos movimentos precisam de conhecimentos de Sociedade, Direito e Política.

Não podemos esquecer que somos organizados politicamente por uma Democracia Representativa que necessita de partidos políticos para esta Representação. Uma reforma política que torne mais verdadeira essa representação é necessária. Precisamos de voto Distrital, de mais controle nos gastos e patrocínios de Campanha Eleitoral e até mesmo de uma maior participação direta da população no jogo político que já é exercida nos referendos, plebiscitos e iniciativas populares de leis.

A proposta ou idéia de extinção de Partidos Políticos não é boa para a Democracia, o que se deve buscar é uma menor influencia do Poder do Capital nas Eleições. A influencia do dinheiro nas campanhas, quando não compromete os políticos com grupos econômicos e até com agiotas, faz com que o candidato que ganha uma eleição não represente nenhum segmento organizado da sociedade, passando  a ser então um legislador em causa própria.

Até mesmo a criação de novos partidos que sejam mais afinados com essa grande massa da classe média que agora vigora no Brasil, é uma alternativa pensável para o vácuo da representação que parece que estamos vivendo atualmente.

A Democracia e a política têm que serem ensinadas desde cedo nas escolas como matérias básicas para a formação de uma juventude politizada, consciente dos seus direitos e deveres para que não virem massa de manipulação na mão de velhos lobos do Sistema como o Facismo e o Comunismo que já se mostraram não eficazes.

O Jovem já tem que chegar à Faculdade com noções de Direito Constitucional, Civil,  Penal, Cidadania, Democracia, Política e outros assuntos de interesse público para que no futuro possamos resolver nossos problemas com partidos políticos e no voto, sem precisar pagarmos um preço de ter vândalos, facistas  e comunistas infiltrados em manifestações pacíficas.

O Dialogo Democrático como já pregaram grandes pensadores do Direito e da Sociedade entre eles Habermas e Alexy, é sempre o ideal de construção de organização de um País, seja através de Instituições ou associações de classes, com Cortes judiciais Supremas atuando com protetora das minorias quase sempre acuadas no jogo civil.

Seja através de um presidente ou de um parlamento como já pregaram grandes filósofos Contratualistas como Hobbes e Locke os pactos devem ser observados, cumpridos e quando desrespeitados, o Direito deve agir com sua forma de coerção para o equilíbrio do jogo democrático.