Especial 500 anos da Reforma: A falaciosa sucessão apostólica!

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A veracidade da sucessão apostólica dos Papas católicos, pregada e defendida por Romanistas, cai por terra, principalmente porque muitos papas só conseguiram assumir o pontificado depois de subornarem os cardeais, e até mesmo matar seus rivais, ou seja, o Espírito Santo não pode estar nesse negócio! Então vamos ver como tudo começou:

A palavra papa que significa papai, fora usada no começo da igreja, para qualquer bispo distinto, sendo ele de Roma ou não, documentos antigos se referem ao papa Cipriano de Cartago, ou ao Papa Atanásio de Alexandria.

Conquanto haja controvérsia que Pedro esteve em Roma e morreu nesta cidade, porém não existe nenhum documento antigo que diga que Pedro transferiu sua autoridade apostólica aos seus sucessores. Além do mais, as listas antigas que citam os primeiros bispos de Roma, não batem. Umas dizem que Clemente sucedeu diretamente a Pedro, outras dizem que ele foi o terceiro bispo depois do apóstolo. Essas inconsistências levaram alguns historiadores a conjecturar que talvez o bispado de Roma em seu princípio tenha sido um colegiado em que vários bispos ou presbíteros eram os dirigentes. A verdade é que durante todo o século II da era cristã, sabe-se muito pouco ou nada sobre o bispado romano.

Durante os primeiros séculos da história da igreja, o centro do cristianismo esteve no Oriente, sendo que os bispos de Antioquia e Alexandria tinham muito mais primazia do que o bispo de Roma. A África Latina também teve muito mais contribuição teológica do que Roma nos primórdios, sendo que de lá vieram Tertuliano, Cipriano e Agostinho.

A situação só começa a ficar a favor de Roma, depois que o Império aceitou o cristianismo, como Roma era a capital, logo o bispo dessa cidade chegou a uma posição de destaque. Depois de algum tempo a igreja estava dividida e organizada politicamente (não apostolicamente) em cinco patriarcados: Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma.

Foi só na época de Leão o Grande em que a Itália e boa parte da Europa Ocidental estavam atoladas no Caos devido às invasões bárbaras, que o papado preencheu o vazio, proporcionando certa estabilidade. Foi Leão que negociou com Átila e o fez desistir de invadir Roma, anos depois, em 455, negociou com os Vândalos impedindo que eles queimassem a cidade e matassem os habitantes.  Foi Leão também o primeiro a usar os argumentos das chaves a Pedro, de Pedro como Pedra e dizer que o que estava Escrito nas Escrituras também serviam para seus sucessores.

400 anos depois de Leão,  o Papado chegava a sua decadência, vejamos a história de alguns papas dessa época:

Em 897, Estevão VI preside o chamado “Concílio Cadavérico”. Seu antecessor o papa Formoso, foi desenterrado, vestido com roupas papais e o arrastaram pelas ruas. Depois o morto foi julgado e declarado culpado de vários crimes, cortaram-lhe as mãos com que tinha abençoado os fiéis  e lançaram seu corpo no Rio Tigre.

Em 904, o papa Sérgio III mandou matar seus dois rivais, Leão V e Cristóvão I. Sérgio III era amante de Marósia, pertencente a uma das famílias mais poderosas e ambiciosa da Itália, que o ajudou a chegar no poder. O filho desse casal também subiu ao trono papal com o nome de João XI, depois que sua mãe Marósia junto com seu verdadeiro marido o marquês de Túcia tomaram o palácio de Latrão e mataram o papa João X.

Trinta anos depois de João XI, o papa Bento VI foi deposto e estrangulado por Crescêncio, irmão de João XIII. João XIV morreu envenenado no calabouço por Bonifácio VII, que depois também foi envenenado.

E depois de tudo isso, os católicos ainda reclamam da Reforma Protestante!

História Ilustrada do Cristianismo. A Era dos mártires até a Era dos Sonhos Frustrados. Justo L. González. Vida Nova.

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Especial 500 Anos da Reforma Protestante- Os Papas do Renascimento!

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Desde o Papa Eugênio IV que se ocupou em embelezar a cidade de Roma, passando pelo período da Reforma Protestante, o pontificado romano encarnou os ideais que a Renascença defendia. Quase todos eram amantes das belas artes, e não mediam esforços para trazer os melhores artistas e dotar a cidade de Roma de palácios, igrejas e grandes monumentos. Muitos também tinham amor pelas letras e enriqueceram as bibliotecas do Vaticano. Porém, poucos deles, se preocuparam com a Reforma da Igreja. Quase todos se perderam no amor pelo luxo, pelo poder despótico e pelos prazeres sensuais: Vejamos uma breve história de alguns deles:

Nicolau V ( 1447-1455) Sucedeu a Eugênio IV – Tinha por meta fazer de Roma a capital intelectual da Europa, trazendo os melhores pintores e autores para a cidade. Sua biblioteca pessoal chegou a ser uma das maiores no século XV. Fortificou os muros da cidade e expulsou os seus opositores. Tentou organizar uma cruzada contra os turcos mas não obteve êxito, quanto à Reforma da Igreja, ele não fez nada.

Calisto III, sucessor de Nicolau V, foi o primeiro papa dos Bórgia. Sonhava em ser um grande príncipe secular, pretendia unir a Itália para empreender uma cruzada contra os turcos, tendo se dedicado mais à guerra do que com suas responsabilidades religiosas. Foi no seu pontificado que o nepotismo começou a se intensificar tornando endêmico. Tornou Cardeal seu neto Rodrigo, a quem seria mais tarde o infame Alexandre VI.

Piu II, foi o último do período a manter uma certa dignidade no cargo de Papa. Devido a ameaça dos turcos, também tentou organizar uma cruzada. Embora não tenha feito nada de extraordinário no seu pontificado, também não cometeu grandes erros ou absurdos.

Paulo II- oportunista, seu principal interesse era acumular riquezas, em particular jóias e obras de arte, era pomposo, amante do luxo. Mesmo sendo papa, manteve suas concubinas, que a corte também não reprovava. Mandou restaurar os arcos do Triunfo dos imperadores Tito e Sétimo Severo, e a estátua de Marco Aurélio. Morreu jovem de apoplexia, em conseqüência de seus excessos sexuais, de acordo com os relatos de cronistas da época.

Sisto IV – Comprou os cardeais com promessas e presentes e assim assumiu o papado. Durante seu pontificado o nepotismo e a corrupção chegaram a níveis alarmantes. Sua maior preocupação era enriquecer a sua família, em particular os cinco sobrinhos. Um deles mais tarde seria o papa Júlio II. Toda Itália foi envolvida em guerras cujo o único objetivo era enriquecer os sobrinhos do papa. Esse papa chegou a excomungar toda a cidade de Florença por causa de uma trama feita por um de seus sobrinhos contra um dos Médici, também impôs o monopólio do trigo em todos os territórios papais onde os melhores pães iam para as arcas papais e o povo recibia o pão que o diabo amassou. Apesar de tudo isso, a história conhece Sisto IV como o mecenas que mandou edificar a Capela Sistina, assim chamada em sua homenagem.

Inocêncio VIII – Depois de eleito, quebrou a jura que não nomearia mais de um cardeal de sua família e que poria a sé romana em ordem. Alegou que o poder do papa era supremo, e por isso não precisava se sujeitar a nenhuma promessa. Foi o primeiro papa a reconhecer seus vários filhos ilegítimos, que cobriu de honras e riquezas. Com ele a venda de indulgências se tornou um negócio lucrativo e vergonhoso sob a liderança de um de seus filhos. Em 1884 queimou centenas de mulheres sob acusação de bruxaria. Essa foi sua medida para reformar a vida religiosa.

Rodrigo Bórgia – Também comprou os cardeais e foi eleito papa, com o nome de Alexandre VI.Com ele o papado chegou no ponto culminante de sua corrupção. Com ele o povo lamentava:  “Alexandre joga fora as chaves, os altares e até o Cristo. No fim das contas ele tem esse direito, pois os comprou”. Suas concubinas que também eram esposas de seus subalternos, deram-lhe filhos que Alexandre reconheceu como tais. Os mais famosos foram César e Lucrécia Bórgia. Mesmo não se tendo certeza de todos os  crimes e incestos que contam dessa família, a corrupção sem limites e as guerras que essa família causou, banharam a Itália em sangue e mancharam o papado como nunca antes.

A Reforma Protestante irrompe no pontificado de Leão X. Seu grande sonho foi completar a basílica de São Pedro, por esse motivo e por motivos militares intensificou a prática das indulgências.

Referência

História Ilustrada do Cristianismo. A Era dos mártires até a Era dos Sonhos Frustrados. Justo L. González. Vida Nova.

Bolsonaro acerta: pensar 200 vezes antes de privatizar a Petrobrás!

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Quando é pra criticar eu critico, quando é pra elogiar eu elogio, e critiquei Bolsonaro depois dele dizer nos EUA que é preciso retirar mais direito do trabalhador para que se crie mais emprego (mais que o Temer já retirou e pretende), Bolsonaro agora merece elogio quando diz que é preciso pensar 200 vezes antes e privatizar a Petrobrás! Porque segundo ele, colocando a estatal na mão de estrangeiros, perder-se-ia o controle do preço dos combustíveis! Certo Bolsonaro! Isso é nacionalismo de verdade!

Eu costumo dizer que em um país sério, seria punidos os corruptos mas não comprometido as empresas brasileiras como fez a Lava Jato! Que acabou com as nossas grandes empresas da Construção Civil e a própria Petrobrás, agravando a crise do desemprego no Brasil, mas a Lava Jato esta aí para isso mesmo, para desestabilizar o país, a mando dos neocons americanos!

Bolsonaro diz que antes de se pensar em vender, o que é preciso é acabar o aparelhamento político na Empresa,que acaba sendo usado para patrocinar campanhas e enriquecimento ilícito.

E isso aí Bolsonaro, continue diminuindo seu neoliberalismo que acabo me decidindo por votar em você! Pois o neoliberalismo é contrário ao Nacionalismo! E pense 1000 vezes antes de privatizar a Caixa Econômica, a Eletrobrás etc!

Na verdade, se Bolsonaro tivesse mantido uma postura dura em relação ao Governo Temer, tivesse rompido mesmo, ele já estaria muito a frente de Lula nas pesquisas eleitorais. Mas ainda há tempo de se redimir!

Corrupção nas FA! Água Fria na Intervenção Militar!

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A Uol traz uma reportagem em que relata e quantifica denúncias e suspeitas de corrupção nas Forças Armadas! É claro que a UOL não faz isso sem um objetivo que é justamente tentar esfriar o clamor da sociedade por uma Intervenção Militar! Nota-se que a reportagem já começa fazendo referência às falas do General Mourão que em uma Maçonaria, mostrou-se favorável a uma intervenção caso a corrupção e a impunidade continuem na política e no judiciário brasileiro. Em outros vídeos eu me mostrei com o “pé atrás” com uma possível intervenção militar, não porque sou contra a intervenção em si, mas devido a íntima ligação das Forças Armadas com a Maçonaria! Mas isso não vem ao caso agora!

A reportagem diz que o Ministério Público Militar detectou desvios de 191 milhões nas FA. E que esses desvios foram praticados tanto por soldados como por Oficiais de Alta patente. Seriam  crimes como fraudes a licitações, corrupção passiva, ativa, peculato e estelionato.

Segundo a Reportagem, há desvios causados por crimes como fraudes a licitações em hospitais militares, pagamento indevido de diárias a oficiais da Aeronáutica, desvio de combustíveis e apropriação de dinheiro público.Há também, casos típicos de uma organização militar como o de soldados que roubaram peças de um tanque de guerra no Sul do país para vendê-las a um ferro-velho e o de um coronel do Exército reformado que, às vésperas de sua morte se divorciou de sua mulher e se casou com a de seu próprio filho apenas para garantir que a sua pensão fosse paga por mais tempo.

Em Nota, tanto o Ministério da Defesa, quanto os Comandos das FA se defenderam e disseram que possuem órgãos e instrumentos de investigação e controle da corrupção, como sindicâncias, inquéritos, procedimentos disciplinares, ressarcimento do erário e etc!

Notamos nisso tudo, que apesar do número baixo de militares envolvidos em corrupção 0,04 do contingente total, nem mesmo uma intervenção militar é garantia no Brasil do fim da corrupção, o que precisamos mesmo é menos esquerdismo e menos “coxismo”, parar com essa história de “meu bandido favorito” e votarmos democraticamente em candidatos decentes tanto para o executivo como para o legislativo

Fonte:

https://www.uol/noticias/especiais/corrupcao-nos-quarteis.htm#132-militares-condenados

Palpitando sobre Max Weber, religião e capitalismo!

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Já que muita gente tem palpitado sobre Weber e alguns dos seus pensamentos, eu também vou dar o meu! O cerne do pensamento de Weber quanto à religião e desenvolvimento do capitalismo é esse mesmo e não dar para fugir, de que o protestantismo foi um catalizador do capitalismo! Weber faz um juízo de valor disso? A meu ver não! Ele apenas está fazendo uma análise! Diferente de Marx que crítica e tenta dar uma solução!

Nesse caso, o pensamento de Weber parte da Reforma e de seu principal nome: Martinho Lutero, como o pensador e agente que dá um novo rumo à sociedade substituindo as práticas ascéticas dos conventos para um novo modo de ascetismo inserido na sociedade que se caracterizaria principalmente com disciplina na vida cotidiana e no trabalho. Ou seja, com Lutero a chamada Vocação deixa de ser uma Vocação sacerdotal para se tornar uma Vocação profissional.

Como uma espécie de evolução lógica, o pensamento Weberiano prossegue com Calvino que a partir da sua famosa doutrina da predestinação dá passos rumo a uma racionalização da vida cotidiana como uma espécie de garantia de Salvação! Já que a Salvação só pertence a Deus, o ser humano tinha que se garantir com uma vida disciplinada e austera principalmente com relação ao seu lado profissional.

Weber também analisa outros ramos do protestantismo, considerados seitas que é aquele ramo religioso que tenta se isolar cada vez mais do mundo que o cerca como os anabatistas, quarkers e outros e encontra nesses grupos ainda mais rigidez e disciplina com relação à vida e ao trabalho.

Aqui faço uma crítica ao pensamento de Weber, que  como uma espécie de cientista neutro, sua análise é boa mas não completa, pois ele não consegue perceber que todos esses grupos protestantes analisados por ele, não agiram assim por insight e nem criaram ou inventaram condutas que não fossem bíblicas! Todos eles, a partir do momento em que tinham contato com as Sagradas Escrituras que teve muito tempo só na mão do Clero Romano, iam assimilando versículos como esses:

 “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” Pv 9:10

Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.
Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador,
Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.
Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de braços cruzados;
Assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade como um homem armado.
Provérbios 6:6-11

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.
1 João 2:15,16

A Bíblia toda é uma pregação para a Santificação, ou seja, para a Separação do mundo, também para o bom testemunho! E isso foi o que moldou o pensamento dos protestantes!

A Doutrina católica condenava a ambição do lucro e da usura. Para os calvinistas a prosperidade era o prêmio de uma vida santa. O mal não se encontrava na posse da riqueza,, mas no seu uso para o prazer, o luxo e a preguiça. Toda essa doutrina levou o costume na sociedade americana de que muitos milionários não legassem suas fortunas aos seus descendentes como meio de impeli-los ao esforço produtivo. Por esse  mesmo espírito, as taxações sobre herança nos EUA são bem pesadas! Diferente do Brasil!

Quanto à questão se os países protestantes seriam mais ricos do que os países católicos, é porque todos esses valores em que os empresários se sentiam abençoados por produzirem riquezas foram encontrados por Weber mais maçiçamente nos EUA, na Holanda e na Alemanha! Por outro lado, Weber adverte ter analisado apenas uma das possíveis relações entre o protestantismo e a cultura contemporânea e que existem outras análises como o materialismo de Marx.  O autor também diz que o capitalismo moderno já não necessita mais do suporte de qualquer força religiosa e se sente que a influencia da religião sobre a vida econômica é tão prejudicial quanto a regulamentação pelo Estado.  Ou seja, o capitalismo libertou-se de um espírito religioso e a busca de riquezas hoje é totalmente voltada ao prazer mundano.

Referência

Um toque de Clássicos. Durkheim, Marx e Weber

Bíblia Sagrada Online

Ensinando o que significa o termo “neocon” para a Esquerda e para a Direita!

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Tenho visto “neguinho” abusando do termo “neocon”, para designar o que seria na verdade a “Nova Direita Brasileira”, a esquerda chama qualquer direitista de neocon, e a direita chama de neocon qualquer direitista que tente relativizar qualquer coisa. A verdade é que o termo neocon não pode ser aplicado à sociedade brasileira, porque o termo se refere a uma linha da política estadunidense que engloba tanto membros do partido republicano como do partido Democrata.  Além do mais o termo é aplicando geralmente a políticos ou pessoas proeminentes dos EUA. É lógico que etimologicamente o termo significaria uma espécie de novo conservador! Mas como a palavra já existe, no Brasil ela se tornaria um neologismo do neologismo.

Quem melhor explica o que é um neocon é o articulista protestante Júlio Severo, trago agora suas explicações retiradas de um artigo seu, o qual recomendo, intitulado:  O que é neoconservadorismo (neocon)? Triste que esse artigo também foi republicado no site do portal evangélico Gospel Prime, mas quase não teve repercussão, diferente quando o assunto é mais banal e obtêm centenas de comentários no site.  Não vou colocar o artigo na integra, apenas os pontos mais importantes para a compreensão, no fim deixo o link, vamos lá:

O que é um neocon? Os neocons (ou neoconservadores) estão presentes nos dois grandes partidos dos EUA, o Partido Democrático (que é totalmente esquerdista) e o Partido Republicano (que é mais ou menos conservador), e seu foco e prioridade não é conservar valores pró-vida, pró-família e cristãos. Eles querem conservar e expandir a hegemonia militar e política dos EUA no mundo inteiro. Os neocons trabalham com qualquer presidente americano que tenha esse foco, seja um Bush direitista ou um Obama esquerdista.

O neoconservadorismo dos EUA foca na política externa como sua principal preocupação, para manter os Estados Unidos como a única superpotência moldando a Nova Ordem Mundial.

Durante a era da Guerra Fria, a maioria dos neoconservadores se opunha vigorosamente à União Soviética. Ainda que a maioria dos neocons seja contra o comunismo, a ideologia deles, que não dá nenhuma prioridade aos valores cristãos que fundaram os EUA, é basicamente socialista, exceto pelo exacerbado nacionalismo belicista e expansionista. Hillary Clinton é um exemplo. Ela se opõe a Coreia do Norte, uma nação oficialmente comunista. Ela é apoiada pela maioria dos conglomerados capitalistas do mundo, mas ela se opõe aos valores pró-família e cristãos. Até certo ponto, ela é capitalista. Até certo ponto, ela é socialista. Mas em todos os pontos, ela é neocon.

Na política americana, um neoconservador é alguém que é apresentado como conservador, mas que geralmente não participa da Marcha pela Vida (contrária ao aborto) e não defende o casamento tradicional. Os neocons enfatizam colocar os EUA em primeiro lugar num nacionalismo muito militarista. Eles apoiam atacar e até derrubar governos estrangeiros, mesmo quando o resultado é mais perseguição aos cristãos. Alguns neocons ganham lucros imensos do complexo industrial militar dos EUA.

A prioridade mais elevada dos neoconservadores tem sido aumentar a ação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio e expandi-la para um confronto com a Rússia. Há uma porta giratória entre alguns neocons e cargos de salários elevados na indústria bélica dos EUA, o que pode explicar por que os neoconservadores constantemente reivindicam mais guerras.

Os neoconservadores favorecem um dispendioso intervencionismo em outros países com enormes gastos do governo federal, muitas vezes para substituir um ditador por um novo sistema de governo que pode ser pior, principalmente para os cristãos. Às vezes esse intervencionismo é expresso como um desejo de instalar uma democ

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racia numa cultura incompatível com ela.

A postura neoconservadora ficou desacreditada no fracasso da democracia no Iraque, Líbia e Afeganistão. Em todas essas nações, que abrigavam comunidades e igrejas cristãs, uma medida de tolerância foi substituída pelo radicalismo islâmico e eliminação de cristãos depois das intervenções dos EUA, e hoje não sobrou nenhuma igreja cristã no Afeganistão.

Em contraste com os conservadores tradicionais, os neoconservadores favorecem o globalismo por meio da hegemonia dos EUA, minimizam a importância dos valores cristãos e tendem a não se opor de forma enérgica ao aborto e à agenda homossexual. Os neocons não se importam com o alicerce evangélico dos EUA e não se importam de fazer alianças com grupos terroristas islâmicos para confrontar a Rússia. Os neocons favorecem intervenções americanas fortes e enérgicas nos assuntos mundiais.

Em política externa, os neoconservadores acreditam que a missão dos Estados Unidos é instalar a democracia no mundo inteiro. Ao realizar essa missão, os dois Bushes falavam sobre uma Nova Ordem Mundial.

Os neoconservadores diferem dos libertários em que os neoconservadores tendem a apoiar políticas de um governo grande para promover seus objetivos militares.

Uma simples pesquisa do Google mostra que os católicos são predominantemente mencionados como predominantemente envolvidos em políticas e geopolítica neocon.

Uma pesquisa para “neoconservadores católicos” dá 3.100 resultados.

Uma pesquisa para “neoconservadores evangélicos” dá só 43 resultados.

Uma pesquisa para “neoconservadores protestantes” dá só 4 resultados.

Evangélicos e protestantes, nessa pesquisa, perfazem cerca de 1 por cento dos neocons cristãos. Religiosamente, os católicos estão na linha de frente do movimento neoconservador.

Não se sabe por que os católicos sacrificariam valores cristãos, pró-vida e pró-família por uma política externa de intervencionismo ideológico e expansionismo dos EUA que massacram outros cristãos. Por exemplo, na Guerra do Iraque milhares e milhares de cristãos foram sacrificados na esteira da invasão dos EUA, aprovada pelo direitista Bush. Mais tarde, o esquerdista Obama expandiu o sacrifício quando sua secretária de Estado esquerdista Hillary Clinton ajudou a criar o ISIS, que vem torturando, estuprando e massacrando multidões de cristãos no Iraque e Síria.

A política externa dos EUA, conduzida por neocons no Partido Republicano e no Partido Democrático, tem sido muito ruim para os cristãos no Oriente Médio.

A maioria dos cristãos massacrados na Síria e Iraque são cristãos ortodoxos. Pelo fato de que poderosos neocons americanos são católicos, alguns poderiam questionar se eles aprovariam tal invasão, intromissão e massacres na Síria e Iraque se os cristãos ali fossem exclusivamente católicos.

A verdade é que os EUA têm sido suaves com o terrorismo islâmico contra os cristãos no Oriente Médio do mesmo jeito que o Vaticano tem sido suave.

Um conflito entre potências cristãs, motivado por uma hostilidade milenar entre católicos e ortodoxos, mas mascarada como preocupações insinceras com o comunismo da extinta União Soviética, é tudo o que o islamismo precisa para avançar mais e manter seu martírio anual de 100.000 cristãos.

O mesmo Vaticano que é suave com o islamismo está agora alinhado, em termos de domínio mundial, com o governo dos EUA. Há obras acadêmicas que confirmam que o Vaticano está bem ligado dos EUA. Aliás, a sobrevivência do Vaticano Igreja-Estado vem dependendo dos EUA.

A grande pergunta é: Como uma nação que nasceu essencialmente protestante e pró-Israel e pró-judeus se uniu com um Estado-Igreja historicamente contra Israel e contra os judeus?Resultado de imagem para vaticano obam

Por séculos, os católicos defenderam um nacionalismo italiano (e uma maioria esmagadora dos papas era italiana) porque o Vaticano estava ligado à Itália. Hoje, os católicos, até mesmo no Brasil, a maior nação católica do mundo, defendem um nacionalismo americano belicista exacerbado. Por que? Pela mesma velha razão: O Vaticano hoje está ligado aos Estados Unidos em muitos aspectos e ambições.

Havia uma época, antes da fundação da União Soviética, em que os católicos, até mesmo os católicos americanos, queriam a supremacia do Vaticano. Agora os católicos fortemente envolvidos no movimento neocon querem a supremacia dos EUA, não em defesa pró-família, mas exclusivamente em hegemonia militar e política? Por que?

A maior parte das suspeitas americanas sobre a atual Rússia vem de neocons católicos. Os católicos têm tido suspeitas por mil anos sobre a Igreja Cristã Ortodoxa. E hoje a maior nação cristã ortodoxa do mundo é a Rússia. Antes do nascimento da União Soviética, eles tinham suspeitas da Rússia — por razões religiosas. Durante a União Soviética, eles tinham suspeitas, com justiça partilhadas pelos evangélicos, por causa do marxismo soviético. Mas depois da queda da União Soviética, por que as suspeitas deles continuam?

Eles tinham muitas suspeitas da sociedade capitalista americana majoritariamente evangélica, mas eles venceram esse preconceito. Por que não em relação a uma Rússia cristã ortodoxa que está lutando pelos mesmos valores pró-família como uma América de Reagan faria?

O candidato presidencial republicano Donald Trump tem pela primeira vez na história dos EUA confrontado os neocons no Partido Democrático e no Partido Republicano. Ele não é conservador no sentido cristão de ter um histórico de defesa pró-família, mas ele não tem o ativismo neocon de Hillary Clinton, compartilhado por George H. W. Bush e muitos outros republicanos, para conservar e expandir a hegemonia militar e política dos EUA, principalmente por meio da OTAN, às custas de valores cristãos e até de vidas cristãs.

A demonização de Putin e da Rússia é a essência das paixões neocons.

Enquanto Trump tem elogiado a Rússia e os assessores de Trump estavam apoiando forças pró-Rússia na Ucrâniaos neocons têm abertamente louvado a revolução ucraniana como o melhor exemplo democrático contra uma ditadura. A revolução ucraniana foi a maior revolução de Soros, tendo sido financiada em massa por ele.

Obama e seus neocons querem a Ucrânia na OTAN e estão dispostos a fazer guerra para conseguir isso. Em contraste, Trump não tem mostrado, até agora, nenhuma disposição de seguir as paixões neocons para iniciar uma guerra na Ucrânia contra a Rússia.

Conclusão:

Parece que Olavo de Carvalho trouxe e implantou muito da ideologia neocon  no Brasil, como o ódio a Rússia e a dominância católica numa dita direita brasileira, o  que diferencia dos neocons americanos é a luta pró-família que acaba soandro como falso moralismo diante das atitudes de muitos membros da direita brasileira, como vícios, bebedeiras e prostituição! Há na direita brasileira uma corrente minoritária que não gosta do americanismo que tentam pregar uma direita de origem ibérica, mas na verdade isso é ilusão já que tanto Portugal como Espanha fazem parte da OTAN e fazem tudo que os EUA mandam!

Referência:

http://juliosevero.blogspot.com.br/2016/11/o-que-e-neoconservadorismo-neocon.html

A tara pela idade média de certos “catoleigos”- Lutero esmaga Aristóteles

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Esse saudosismo pela Idade Média  de muitos católicos malucos de internet, eles são malucos não são fanáticos, se eles fossem fanáticos eles iriam à missa, rezavam o terço, se confessavam, devolviam o dizimo e etc…  Não é nada mais que uma birra ou raiva a Lutero, já que foi Lutero que pôs fim a Idade Média no que se refere a unidade da fé, iniciando-se com ele importante fase do mundo moderno. Por conta disso,  esses papagaios ficam só  no mundo virtual perturbando com “avatarzinho” de  Vasco da Gama, Cruz de Malta, cavaleiro medieval etc…

Os principais escritos de Lutero são:

Comentário à carta aos Romanos; As noventa e cinco Teses sobre as indulgências; As vinte e oito teses relativas à Disputa de Heidelberg; Apelo à nobreza cristã de nacionalidade alemã pela reforma do culto cristão; O cativeiro babilônico da Igreja; A liberdade do cristão; Servo arbítrio, contra Erasmo, em 1525.

Vamos então à crítica de Lutero às Universidades de sua época que se baseavam sobretudo nas leitura e nos comentários a Aristóteles:

“[…] as universidades também precisam de boa e radical reforma. Tenho que dizê-lo, amargure-se quem quiser. Tudo que o papa ordenou e instituiu dirigi-se verdadeiramente para aumentar o pecado e o erro. O que são as universidades? Pelo menos até agora, foram instituídas para ser apenas, como diz o livro de Macabeus, “ginásios de efebos e da glória grega”, nos quais se leva vida libertina, pouco se estuda a Sagrada Escritura e a fé cristã e reina apenas o cego e idólatra mestre Aristóteles, até mesmo acima de Cristo. O meu conselho seria de que os livros de Aristóteles, Physica, Metaphysica, De anima e Ethica,, que até agora são reputados como os melhores, fossem abolidos juntamente com todos os outros que falam de coisas naturais, já que não é possível aprender nada das coisas naturais, nem das espirituais, nesses livros: ademais, até agora, ninguém conseguiu compreender a sua opinião; muitas gerações e nobres almas foram inutilmente oprimidas com vão trabalho, estudo e despesas. Posso até dizer que um paneleiro tem mais conhecimento das coisas naturais do que aquilo que está escrito em livros de tal feitura. Dói-me o coração saber que aquele maldito, presunçoso e astuto idólatra tenha desencaminhado e enganado com suas falsas palavras tantos entre os melhores cristãos; nele, Deu nos enviou uma praga para nos punir de nossos pecados. Com efeito, aquele desgraçado ensina em seu melhor livro, De anima, que a alma morre com o corpo, embora muitos tenham querido salvá-lo; como se não possuíssemos a Sagrada Escritura, que nos ensina abundantemente todas as coisas das quais Aristóteles nunca sequer ouviu falar. E, o entanto, aquele falecido idólatra venceu, expulsou e quase espezinhou o livro do Deus vivo, de tal modo que, pensando em semelhantes desventuras, não posso acreditar em outra coisa senão em que o espírito do mal tenha cogitado do estudo com esse propósito. O mesmo vale também para o livro da Ethica, mais torpe que qualquer outro, que se opõe inteiramente à graça divina e às virtudes cristãs e, no entanto, é tão considerado. Oh! Longe, bem longe dos cristãos tais livros! Que ninguém me conteste que falo demais ou me censure por nada saber. Caro amigo, sei muito bem o que estou dizendo! Conheço Aristóteles tão bem quanto tu e teus semelhantes, pois o li e ouvi com maior atenção do que a santo Tomás ou Escoto, do que posso muito bem me vangloriar, sem presunção, a até, se necessário, demonstrá-lo. Não me importa que, durante tantas centenas de anos, tantos intelectos sublimes se tenham debruçado sobre ele. Tais argumentos não me preocupam, porque está claro que, embora eles tenham feito alguma coisa, todavia, tantos erros permaneceram por tantos anos no mundo e nas universidades” (trecho citado de Martinho Lutero, Scritti politici, org, por G. Panzieri Saija, introdução de L.Firpo, UTET,Turim)

Precisa dizer mais alguma coisa?

Referência

História da Filosofia: Do humanismo a Kant/Giovanni Reale, Dario Antiseri; São Paulo: Paulos, 1990. V2 Coleção Filosofia.