A tara pela idade média de certos “catoleigos”- Lutero esmaga Aristóteles

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Esse saudosismo pela Idade Média  de muitos católicos malucos de internet, eles são malucos não são fanáticos, se eles fossem fanáticos eles iriam à missa, rezavam o terço, se confessavam, devolviam o dizimo e etc…  Não é nada mais que uma birra ou raiva a Lutero, já que foi Lutero que pôs fim a Idade Média no que se refere a unidade da fé, iniciando-se com ele importante fase do mundo moderno. Por conta disso,  esses papagaios ficam só  no mundo virtual perturbando com “avatarzinho” de  Vasco da Gama, Cruz de Malta, cavaleiro medieval etc…

Os principais escritos de Lutero são:

Comentário à carta aos Romanos; As noventa e cinco Teses sobre as indulgências; As vinte e oito teses relativas à Disputa de Heidelberg; Apelo à nobreza cristã de nacionalidade alemã pela reforma do culto cristão; O cativeiro babilônico da Igreja; A liberdade do cristão; Servo arbítrio, contra Erasmo, em 1525.

Vamos então à crítica de Lutero às Universidades de sua época que se baseavam sobretudo nas leitura e nos comentários a Aristóteles:

“[…] as universidades também precisam de boa e radical reforma. Tenho que dizê-lo, amargure-se quem quiser. Tudo que o papa ordenou e instituiu dirigi-se verdadeiramente para aumentar o pecado e o erro. O que são as universidades? Pelo menos até agora, foram instituídas para ser apenas, como diz o livro de Macabeus, “ginásios de efebos e da glória grega”, nos quais se leva vida libertina, pouco se estuda a Sagrada Escritura e a fé cristã e reina apenas o cego e idólatra mestre Aristóteles, até mesmo acima de Cristo. O meu conselho seria de que os livros de Aristóteles, Physica, Metaphysica, De anima e Ethica,, que até agora são reputados como os melhores, fossem abolidos juntamente com todos os outros que falam de coisas naturais, já que não é possível aprender nada das coisas naturais, nem das espirituais, nesses livros: ademais, até agora, ninguém conseguiu compreender a sua opinião; muitas gerações e nobres almas foram inutilmente oprimidas com vão trabalho, estudo e despesas. Posso até dizer que um paneleiro tem mais conhecimento das coisas naturais do que aquilo que está escrito em livros de tal feitura. Dói-me o coração saber que aquele maldito, presunçoso e astuto idólatra tenha desencaminhado e enganado com suas falsas palavras tantos entre os melhores cristãos; nele, Deu nos enviou uma praga para nos punir de nossos pecados. Com efeito, aquele desgraçado ensina em seu melhor livro, De anima, que a alma morre com o corpo, embora muitos tenham querido salvá-lo; como se não possuíssemos a Sagrada Escritura, que nos ensina abundantemente todas as coisas das quais Aristóteles nunca sequer ouviu falar. E, o entanto, aquele falecido idólatra venceu, expulsou e quase espezinhou o livro do Deus vivo, de tal modo que, pensando em semelhantes desventuras, não posso acreditar em outra coisa senão em que o espírito do mal tenha cogitado do estudo com esse propósito. O mesmo vale também para o livro da Ethica, mais torpe que qualquer outro, que se opõe inteiramente à graça divina e às virtudes cristãs e, no entanto, é tão considerado. Oh! Longe, bem longe dos cristãos tais livros! Que ninguém me conteste que falo demais ou me censure por nada saber. Caro amigo, sei muito bem o que estou dizendo! Conheço Aristóteles tão bem quanto tu e teus semelhantes, pois o li e ouvi com maior atenção do que a santo Tomás ou Escoto, do que posso muito bem me vangloriar, sem presunção, a até, se necessário, demonstrá-lo. Não me importa que, durante tantas centenas de anos, tantos intelectos sublimes se tenham debruçado sobre ele. Tais argumentos não me preocupam, porque está claro que, embora eles tenham feito alguma coisa, todavia, tantos erros permaneceram por tantos anos no mundo e nas universidades” (trecho citado de Martinho Lutero, Scritti politici, org, por G. Panzieri Saija, introdução de L.Firpo, UTET,Turim)

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Referência

História da Filosofia: Do humanismo a Kant/Giovanni Reale, Dario Antiseri; São Paulo: Paulos, 1990. V2 Coleção Filosofia.

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Manoel Ferreira (AD Madureira) e seu fascínio pelo mal: Rev Moon, Temer, Dória etc.

Manoel Ferreira o líder do Ministério Madureira é sempre relacionado em listas de supostos maçons escondidos! Além disso já houve rumores de sua ligação com o herético Rev Moon e já esteve apoiando Dilma, mais recentemente fez oração e confirmou apoio ao também suposto Maçom o combalido presidente Michel Temer! Assistam:

Movimento dos “Sem -igreja” traços da heresia ebionita!

Os ebionitas foram um grupo de dentro da igreja que não acreditavam na Divindade de Jesus! Eram influenciados pelos judaizantes e reduziam Jesus a um profeta Judeu como os outros, apesar de especial! Hoje em dia os chamados “desigrejados” e os judeus messiânicos carregam ou revivem traços dessa heresia quando dizem que não se pode transliterar o nome de Yeshua e nem se pode pronunciar o nome de Deus! O ranço desse pessoal com o Concílio de Niceia e com Constantino fazem os mesmos reviverem heresias excluídas como perniciosas ao Cristianismo que se tivessem vingado já não existiria mais a Igreja de Cristo! Assistam:

Mais:

Constantino o protótipo do católico atual!

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A conversão de Constantino foi diferente da conversão de uma pessoa comum da sua época. Quando algum pagão queria aderir ao cristianismo, este era submetido a um longo processo de aprendizado e disciplina que poderia durar até três anos afim de solidificar o novo convertido na sua nova fé antes de ser batizado. Algo muito parecido com o processo de discipulado que ocorre em muitas igrejas evangélicas atuais, apesar do nome desse processo ter sido  catequese, que a igreja católica conserva até hoje, o que vemos na mesma é o batismo infantil antes mesmo de qualquer aprendizado e decisão. Depois do batismo, o novo convertido então seguia seu bispo como pastor para colocar sua fé em prática nas situações concretas da vida.

Constantino nunca se submeteu em nenhum aspecto à autoridade pastoral da igreja. Ele recebia conselhos cristãos através do sábio Lactando e do bispo Óssio de Córdoba, mas sempre se reservou no direito de determinar suas atitudes religiosas, pois se considerava “bispo dos bispos”. Mesmo após sua conversão, Constantino participou de rituais pagãos que eram proibidos aos cristãos, e os bispos não tinham coragem de repreendê-lo.

Atualmente muitos que se dizem católicos procuram centro espíritas e terreiros afros para algum tipo de relacionamento e os adeptos espíritas procuram a Igreja católica e se dizem católicos formando uma espécie de sincretismo religioso.

O imperador apesar de favorecer os cristãos em muitos aspectos e de suas afirmações de crer no poder de Jesus Cristo, tecnicamente não era cristão segundo a tradição da época, pois não quis se submeter ao batismo. Hoje em dia quando perguntamos a algum católico se ele já aceitou Jesus como Senhor e Salvador da sua vida, ele diz que sim, que já fez isso desde que nasceu. Apesar de sabermos que o Senhorio de Jesus passa é longe da sua vida!

Para Constantino era cômodo se manter apenas como um simpatizante do Cristianismo, sem ser batizado ele poderia deslizar em sua fé, sem receber condenação por parte dos dirigentes da igreja, hoje em dia muitos católicos vão à igreja raramente para desencargo de consciência e quando saem de lá principalmente aos domingos, se dizem que já podem tomar sua cerveja e ir para algum tipo de festa mundana, pois já “cumpriram a sua obrigação”!

Por outro lado, dizer que Constantino foi hipócrita ao se declarar cristão é um erro, uma visão revisionista e anacrônica. Do ponto de vista político a conversão de Constantino ocorreu no pior momento possível. Quando Constantino adotou o símbolo do labarum, ele estava nos preparativos para tomar a cidade de Roma, centro das tradições pagãs, onde seus aliados eram membros de diversas seitas pagãs que se consideravam oprimidos por Magêncio. O grau de apoio que os cristão poderiam dar a Constantino era precário, o número de cristãos no exército era pequeno, o número de cristãos ricos que poderia prestar apoio financeiro a Constantino também era pequeno.

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Labarum

O mais certo é dizer que Constantino cria mesmo no poder Jesus Cristo. Para Constantino o Deus dos cristãos era extremamente poderoso que estava disposto a ajudá-lo, na medida em que ele ajudasse os cristãos. Na verdade, Constantino sempre buscou o favor do Deus cristão, não dos cristãos. Esse Deus havia lhe dado vitórias em muitas batalhas, desde que teve o sonho, e até seus inimigos temiam e atribuíam poder sobrenatural ao labarum de Constantino.

Mas Constantino entendia que a Fé em Jesus Cristo não o impedia de adorar outros deuses. Constantino em grande parte de seu governo, pensou que o Sol Invicto e o Deus dos cristãos eram o mesmo ser e que os outros deuses também eram reais  e relativamente poderosos, apesar de serem divindades subalternas e aí fazemos mais um paralelo entre o católico atual e suas venerações aos santos como um tipo de intermediador entre eles e a Divindade.

Constantino consultava o oráculo de Apolo, aceitava o título de sumo-sacerdote de deuses pagãos e participava das cerimônias a esses deuses, sem pensar que assim estava traindo ou abandonando o Deus que lhe tinha dado vitória e poder.

Concluo, então, deixando o alerta para aqueles católicos e qualquer outro cristão que como já falei, freqüentam o espiritismo, consultam adivinhos através de cartas, tarô, búzios, leituras de mão e etc, que consultam astrologia através de horóscopo, para que larguem essas práticas que não conferem a um cristão.

Referência

História Ilustrada do Cristianismo. Justo L. González

 

Judeus não precisam de Cristo para serem salvos, conclui Vaticano

Por Jarbas Aragão / GospelPrime

Então são duas Salvações agora? E como ficam os teólogos católicos que tanto menosprezavam os judeus e acusavam os evangélicos de bajularem os judeus? Para mim tudo isso não passa de mais uma jogada para agradar os judeus e trazê-los para o ecumenismo!

Segue a notícia:

Os judeus podem garantir a salvação eterna sem se converter ao cristianismo, disseram teólogos católicos em um relatório publicado como resultado de uma longa investigação do Vaticano.

Essa era uma questão que prejudicava, segundo eles, as relações entre as duas religiões. O material também afirma que a Igreja não deve procurar ativamente converter judeus ao cristianismo, algo que já era defendida pelo ex-Papa Bento XVI em seu livro de 2011.

O relatório elaborado pela “Comissão para as relações religiosas com os judeus” da Igreja Católica, afirma ser possível que os judeus sejam salvos da condenação eterna independentemente de Cristo.



“Embora os judeus não creiam em Jesus Cristo como o redentor universal, eles têm direito à salvação porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”, conclui o relatório, segundo um resumo divulgado à imprensa.

A crença de que o único caminho para a salvação é através da fé em Cristo é um princípio fundamental do cristianismo. Por isso, ao mesmo tempo que os teólogos católicos dizem que é somente graças à morte e ressurreição de Cristo que todas as pessoas têm oportunidade de salvação, insistem que os judeus são tratados de outra maneira. Seria isso “um mistério insondável no plano salvífico de Deus”.

Essa posição não constitui uma mudança formal da doutrina católica, mas indica a busca do   Vaticano em tentar minimizar os séculos de ensino antissemita, que na Idade Média justificou a perseguição e até morte de judeus.

Desde o Concílio Vaticano II que a Igreja Católica não atribui mais a responsabilidade pela crucificação de Cristo à “comunidade judaica”, destacando ainda o que chama de herança compartilhada das duas religiões.

As relações entre as duas religiões já foram tratadas em outro relatório – de 1998 – da mesma comissão que conclamou os católicos a se arrependerem por não terem feito mais para impedir o Holocausto e recriminou o silêncio da Igreja como instituição. Com informações de Jews News

Ateus lançam campanha para renomear Natal

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Por Jarbas Aragão / GospelPrime

Duas das maiores organizações ateístas do mundo, a Freedom from Religion Foundation (FFRF) e a American Atheists mais uma vez provocam um debate no final do ano, pedindo que as pessoas parem de comemorar o Natal.

Ambas lançaram ao mesmo tempo suas campanhas, pedindo que as pessoas deixem de ir aos cultos de Natal e admitam que, embora se identifiquem como cristãos, vivem como ateus. A  FFRF sugere inclusive que o feriado seja renomeado para “Solstício de Inverno”, uma vez que, segundo eles, esse é o sentido original da celebração.

A FFRF imprimiu milhares de cópias de um panfleto que “revela” o verdadeiro significado do Natal. O solstício de inverno (o dia mais curto do ano), defendem era um festival milenar da Saturnália, que homenageava o deus romano Saturno. Quando o cristianismo começou a se espalhar pela Europa, trocaram a figura central por Jesus, atribuindo-lhe a data. Mais:

https://exateus.com/2015/12/31/os-ateus-estao-divididos-em-relacao-ao-neo-ateismo/

https://exateus.com/2016/11/29/contra-trump-ateus-se-aliam-a-muculmanos/

A Intolerância ateia

Música gospel é proibida em transporte escolar após processo de ateus

A Besta autofágica de 7 cabeças do Marxismo Cultural

JOÃO SEM BRAÇO: GRUPO LGBT FAZ PROTESTO CONTRA TERRORISTA ISLÂMICO EM FRENTE A IGREJA CRISTÃ; INTERNAUTA RESPONDE COM LISTA DE ENDEREÇOS DE MESQUITAS

Ateus comemoram “Dia da blasfêmia”

Ateus vão à Justiça contra Bíblia no exército

Ateus queriam impedir apresentação de coral gospel em shopping

Ateus removem versículo de material escolar e pais protestam: “Nosso Deus é maior”

PRESIDENTE DA CHINA DIZ QUE COMUNISTAS DEVEM SER “ATEUS INFLEXÍVEIS” PARA “COMANDAREM CRISTÃOS”

Ateus querem inscrição “Nós confiamos em Satanás” em prefeituras

Ateus querem fim das Bíblias em quartos de hotel

Marcha para Satanás” deverá ocorrer em várias capitais brasileiras! Os ateus fazem parte!

Como o Diabo joga com os ateus!

Ateus obtém vitória política e ensino do criacionismo é proibido na Escócia

Para incrementar sua campanha, gravaram músicas conhecidas de Natal, usando a mesma melodia, mas substituindo a letra por temas ateístas. Curiosamente, o CD foi gravado por um ex-pastor e ministro de louvor chamado Dan Barker, que desenvolveu um profícuo ministério por 19 anos até “perder a fé”, em 1984. Desde então se dedica a divulgar o ateísmo como uma forma mais elevada de vida que o

Usando o argumento de que o Estado é laico, estão requerendo em diversos estados que não haja exibição em lugares públicos de cenários típicos da data, como presépios.

Já a American Atheists optou pelo humor em sua campanha contra o Natal.  Escolheram colocar outdoors em lugares estratégicos, como Colorado Springs, no Colorado, perto da sede de vários ministérios evangélicos como o Focus on the Family, e Lynchburg, na Virgínia, perto da Liberty University, uma das universidades cristãs.

O lema “Natal ateu” pede que as pessoas admitam para suas famílias que não creem em Deus, afirmando que mais cedo ou mais tarde todos se acostumarão com a ideia.

Contribuições do protestantismo para a Civilização Ocidental

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É muito decantado na Internet, principalmente por apologistas católicos, o legado ou os avanços de nossa civilização a partir dos feitos da Igreja Católica, conceito que ganhou força principalmente nas idéias do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, o qual prega uma espécie de revisionismo histórico que nega as cruzadas, a inquisição e ataca o protestantismo, possuindo muitos seguidores fanáticos que levam a frente as suas ideias. Dentre esses feitos o mais destacado é a criação ou sistematização das Universidades pelo Catolicismo. Apologistas evangélicos já discutem se foi mesmo a Igreja Católica que fundou ou sistematizou as primeiras Universidades, não iremos entrar nesse mérito, como o próprio título da postagem indica, falaremos sobre os avanços que o protestantismo trouxe à Civilização Ocidental, dentre esses avanços também está à sistematização, organização e criação de muitas Universidades.

A primeira grande área em que a Reforma do século XVI, exerceu grande influência foi a familiar. Martinho Lutero é considerado o fomentador do modelo de família que se tornou padrão no ocidente, mas que hoje está em declínio. A mentalidade católica na Idade Média, não considerava que criar uma família redundasse em glória para Deus, pois isso era considerado mundano, comum, e, portanto, os fiéis mais devotos deveriam se separar dessas preocupações e concentrar-se em sua ascensão espiritual na escala da experiência cristã.

Na igreja católica as relações sexuais eram vistas como um mal necessário para o propósito da procriação. Os reformadores causaram grande escândalo ao dizer que o sexo também tinha o propósito de prazer e comunhão no relacionamento entre marido e mulher. A imagem de família que recebemos da Reforma é uma família sentada em volta da mesa orando, lendo a Bíblia e cantando, tocando instrumentos, jogando e brincando, a família foi valorizada como propósito de Deus para a vida em comunidade.

Outra área em que a Reforma exerceu influência foi a da arte. Dois princípios entraram em vigor com o protestantismo. O primeiro princípio prega a aceitação do mundo como criado por Deus, sob o cuidado de Deus, embora caído. O segundo princípio defende que não é necessário sacralizar a arte, exigindo que ela seja um instrumento moral ou religioso a favor da igreja.

É verdade que a cosmovisão medieval produziu maravilhosas obras de arte, no entanto, a cosmovisão da Reforma libertou a arte do jugo religioso, permitindo que ela se tornasse um empreendimento autônomo. Podemos citar como artistas que se destacaram nesse período: Rembrandt van Rijn, Johannes Vermeer, Lucas Cranach e Albrecht Durer, todos estes tinham em comum a devoção ao evangelho recém-descoberto pelos reformadores.

Outra área em que a Reforma também exerceu influência foi a musical. Johann Sebastian Bach foi o maior exemplo protestante nesta esfera. No inicio de suas obras, Bach escrevia: Jesu Juva! – “Jesus, ajuda!” e, no final, depois de escrever a última nota, gravava: Soli Deo Gloria! – Somente a Deus a glória. Podemos citar como outros exemplos de artistas de mentalidade reformada: Clement Marot e Louis Bougeois, que musicaram os salmos cantados pela igreja reformada na Suíça. Todos esses artistas exerceram suas vocações tanto na esfera puramente musical como na esfera do culto, sem confundir ou subordinar uma à outra.

Outra área em que a Reforma atuou foi a da literatura. A era dourada da Literatura Inglesa, foi fruto da Reforma, caracterizada pelo romance moderno, os estudos históricos e uma variedade de experimentos literários. Os principais representantes desse período são: Edmund Spencer, John Donne, George Herbert, John Milton e John Bunyan. No século XX essa tradição foi retomada por escritores como Dorotthy L. Sayers e C.S Lewis, que apesar de não serem necessariamente reformados, usaram a ficção e a fantasia para transmitirem verdades cristãs.

A ciência também foi outra esfera  que a Reforma influenciou. Uma vez que se ganha espaço para a observação empírica da criação, o cientista adquiriu liberdade para seguir a sua vocação, sem que tivesse religiosos imperitos nas ciências julgando suas conclusões. Exemplos de cientistas de destaque desse período: Johannes Kepler, Robert Boyle, Francis Bacon e Isaac Newton, todos eles criam que a criação se harmonizava comResultado de imagem para melanchton imagens as Escrituras, pois Deus é o autor de ambas.

Finalmente chegamos à última esfera de influencia protestante que será abordada nesse texto, a saber: a educação. Na academia de
Genebra, das vinte e sete preleções semanais, três eram sobre teologia; oito, sobre hebraico e Antigo Testamento; três sobre ética
; cinco sobre oradores e poetas gregos; três sobre física e matemática; e cinco, sobre dialética e retórica. Os textos continham obras de Virgílio, Cícero, Ovídio, Homero, Aristóteles, Platão e Plutarco. Alunos de toda a parte de Europa afluíam para a Suíça para estudar em Genebra.

Entre 1645 e 1660, o número de escolas de ensino fundamental dobrou sobre a influência política dos puritanos na Inglaterra. Com a chegada dos puritanos nos
EUA, o tribunal de Massachusetts votou a favor para que fossem aplicadas quatrocentas libras na fundação de uma escola ou faculdade. Assim surgiu a faculdade de Harvard, inaugurada em 1636.

Philipp Melanchthon, o amigo de Lutero, é considerado o fundador do ensino público gratuito, tendo tirado as escolas do controle privado. Na Europa ele ajudou a reformar oito universidades e a fundar outras quatro, sendo chamado de o “Instrutor da Alemanha”. Outro educador reformado de destaque foi o polonês Jan Amos Comenius, que é considerado por muitos como o pai da educação moderna. A partir da tradição reformada surgiram as universidades de Zurich, Strasburgh, Geneva, Edinburgh, Leiden, Utrecht, Amsterdam, Harvard, Yale e Princeton. Os puritanos restauraram Oxford e  Cambridge, e as igrejas luteranas e reformadas na Alemanha reconstruíram a decadente Universidade de Heidelberg.

Referência

MYATT, Alan & FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática. Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Rio de Janeiro: 2002